domingo, 4 de outubro de 2026

O perigo e o desafio do poder judaico-sionista - por Mark Weber

 

Mark Weber


Texto de uma palestra dada na reunião do “London Forum”, no Grosvenor Hotel em Londres, Inglaterra, em 11 de abril de 2015, e — com pequenas alterações — no “Congresso Identitário Internacional” em Guadalajara, México, em 2 de maio de 2015. O texto foi editado para publicação aqui, e referências às fontes foram incluídas. (Um vídeo da palestra de Weber em Londres está disponível no YouTube.)*1

O encontro do “London Forum” o qual reuniu uma audiência de mais de cem pessoas, recebeu ampla cobertura — porém hostil — da imprensa britânica. Organizações judaicas reclamaram sobre o evento. A Polícia Metropolitana de Londres analisou as falas de Weber e de outros oradores presentes na reunião e concluiu que o conteúdo do que disseram “não atingia o patamar necessário para a abertura de uma investigação criminal,” segundo o Daily Express. A notícia de que Weber e os demais oradores “não seriam punidos provocou indignação na comunidade judaica,” observou também o Express. Posteriormente, as autoridades britânicas proibiram a entrada de Weber no país.*2

Por muitos anos, Israel tem violado padrões bem estabelecidos do direito internacional e tem desafiado inúmeras resoluções das Nações Unidas por meio da ocupação de territórios conquistados, de execuções extrajudiciais e de repetidos atos de agressão militar.

A maior parte do mundo considera as políticas de Israel — e, em particular, a opressão aos palestinos — ilegais e ultrajantes. Esse consenso internacional reflete-se, por exemplo, em inúmeras resoluções da ONU que condenam Israel, aprovadas por maiorias esmagadoras.

Em outubro de 2003, por exemplo, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução condenando a chamada “barreira de segurança” de Israel, uma estrutura grotesca, com trechos muito maiores e mais imponentes que o Muro de Berlim, construída por Israel em território palestino ocupado. A resolução contou com o apoio de 144 países, representando quase a totalidade da população mundial. Doze países abstiveram-se. Apenas quatro países opuseram-se à resolução: Israel, Estados Unidos, Ilhas Marshall e Micronésia. Estes dois últimos são pequenos Estados insulares do Oceano Pacífico, com uma população conjunta de 180.000 habitantes, que dependem inteiramente dos EUA.1

Em dezembro de 2003, para citar outro exemplo, os membros da Assembleia Geral da ONU analisaram uma resolução que reafirmava o princípio da soberania palestina. Ela recebeu o apoio de 142 Estados, incluindo todas as nações da Europa e da América do Sul. Nesse caso também, apenas quatro países votaram contra a resolução: Israel, os Estados Unidos, as Ilhas Marshall e a Micronésia.2

“O mundo inteiro”, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, há alguns anos, “está exigindo que Israel se retire [dos territórios palestinos ocupados]. Não creio que o mundo inteiro... possa estar errado.”3

Por que os Estados Unidos se destacam entre as nações do mundo pelo apoio inigualável ao Estado sionista?

Com muito poucas exceções, mesmo aqueles políticos e figuras da mídia americanos que por vezes criticam uma ou outra política israelense são, ainda assim, praticamente unânimes em seu apoio entusiástico a Israel — e não apenas como país, mas como um Estado étnico-religioso enfaticamente judaico. A despeito de divergências ocasionais sobre políticas específicas, os EUA continuam, como fazem há anos, a oferecer a Israel um apoio militar, diplomático e financeiro crucial, incluindo mais de 3 bilhões de dólares anuais em ajuda. Apesar de divergências ocasionais sobre políticas específicas, os EUA continuam, como fazem há anos, a oferecer a Israel um apoio militar, diplomático e financeiro crucial, incluindo mais de 3 bilhões de dólares anuais em auxílio.

Por que o apoio a Israel por parte de políticos e da mídia é mais veemente e inquestionável nos Estados Unidos do que em qualquer outro lugar? Bem, uma possível explicação para esse nível incomparável de apoio é que os americanos são muito mais conscientes, esclarecidos ou guiados por princípios do que as pessoas em qualquer outra parte do mundo.

Uma pessoa que tem falado candidamente sobre a verdadeira razão é o bispo sul-africano Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1984. Ao dirigir-se a uma plateia em Boston, ele disse: “Mas vocês sabem, assim como eu, que, de alguma forma, o governo de Israel é colocado em um pedestal [nos EUA], e criticá-lo significa ser imediatamente rotulado de antissemita... As pessoas neste país têm medo de dizer que o que é errado é errado, porque o lobby judaico é poderoso — muito poderoso.”4

O bispo Tutu falou a verdade. Embora os judeus montam apenas dois ou três por cento da população dos EUA, eles exercem imenso poder e influência – muito mais do que qualquer outro grupo étnico ou religioso.

Como apontou o escritor judeu e professor de ciência política Benjamin Ginsberg:5

“Desde a década de 1960, os judeus têm vindo a empunhar influência considerável na vida econômica, cultural, intelectual e política dos Estados Unidos. Judeus desempenharam um papel central no setor financeiro americano durante a década de 1980 e eles estavam entre os principais beneficiários das fusões e reorganizações corporativas daquela época. Hoje, embora a população judaica represente pouco mais de 2% do total do país, quase metade dos bilionários americanos é de origem judaica. Os presidentes-executivos das três principais redes de televisão e dos quatro maiores estúdios de cinema são judeus, assim como os proprietários da maior rede de jornais do país e do jornal mais influente, o New York Times... O papel e a influência dos judeus na política americana são igualmente marcantes...”

“Os judeus são somente 3% da população do país e constituem onze por cento do que este estudo define como a elite nacional. No entanto, os judeus perfazem mais de 25% da elite de jornalistas e editores, mais de 17% dos líderes de importantes organizações voluntárias e de interesse público e mais de 15% dos funcionários públicos do topo do escalão.”

Stephen Steinlight, ex-diretor de Assuntos Nacionais do Comitê Judaico Americano, também observou o que chama de “poder político desproporcional” dos judeus, o qual, conforme ele coloca, é — em termos relativos — “o maior de qualquer grupo étnico ou cultural na América”. Ele prossegue explicando que “a influência e o poder econômicos judaicos estão concentrados de forma desproporcional em Hollywood, na televisão e na indústria de notícias”.6

Dois escritores judeus renomados, Seymour Lipset e Earl Raab, destacaram em seu livro de 1995, Jews and the New American Scene:7

“Durante as últimas três décadas, os judeus [nos Estados Unidos] tem somado 50 por cento dos duzentos principais intelectuais... 20 por cento dos professores das principais universidades... 40 por cento dos sócios dos principais escritórios de advocacia de Nova York e Washington... 59 por cento dos diretores, roteiristas e produtores dos 50 filmes de maior bilheteria entre 1965 e 1982, e 58 por cento dos diretores, roteiristas e produtores de duas ou mais séries de televisão do horário nobre.”

Em 2007, a revista Vanity Fair publicou uma lista do que chama de “as pessoas mais poderosas do mundo” — uma relação dos cem nomes mais influentes entre chefes de mídia, banqueiros, editores, criadores de imagem e outros, que determinam como vemos a nós mesmos e ao mundo e que — direta e indiretamente — moldam nossas vidas e nossos futuros. Judeus somavam mais da metade dos homens e mulheres poderosos da lista da Vanity Fair, noticiou um jornal israelense de primeira proeminência, o The Jerusalem Post.8

O papel dos judeus na vida política americana é, de forma semelhante, formidável e desproporcional. Um membro da influente Conferência de Presidentes das Principais Organizações Judaicas Americanas “estimou que somente os judeus haviam contribuído com 50 por cento dos recursos para a campanha de reeleição do [presidente Bill] Clinton em 1996”.9 A revista americana Mother Jones compilou uma lista dos 400 maiores doadores para as eleições nacionais dos EUA no ano 2000. Sete dos dez primeiros eram judeus, assim como doze dos 20 primeiros e 125 dos 250 primeiros.10

Em anos recentes, o maior doador individual para políticos americanos, de longe, tem sido Sheldon Adelson, um bilionário judeu veementemente pró-sionista. Na campanha eleitoral dos EUA de 2012, o magnata dos cassinos e sua esposa doaram dezenas de milhões de dólares ao candidato presidencial republicano Mitt Romney e a outros candidatos, grupos e organizações pró-Israel. Conforme noticiou o The New York Times: “O Sr. Adelson, cuja fortuna de US$ 38 bilhões o coloca entre os homens mais ricos do mundo, injetou cerca de US$ 100 milhões em campanhas republicanas em 2012...”11

Nos últimos anos, o maior doador para candidatos do Partido Democrata tem sido Haim Saban, um bilionário israelense e magnata da mídia global. Observando a devoção fervorosa de Saban ao Estado judeu, o The New York Times relatou: “Desde então, ele emergiu como talvez o magnata com mais conexões políticas de Hollywood, exercendo sua influência e seu poder financeiro em Washington e, cada vez mais, no mundo, na tentativa de influenciar tudo o que diz respeito a Israel. ‘Eu sou um homem de uma causa só, e minha causa é Israel’, disse ele.”12 M. J. Rosenberg, analista de assuntos políticos da revista The Nation, observou: “Adelson e Saban são os principais financiadores, respectivamente, dos partidos Republicano e Democrata, embora, como ressalta Adelson, ‘quando se trata de Israel, nós estamos do mesmo lado’.”13

Michael Medved, um bem-conhecido autor judeu e crítico de filme, escreveu:

“Não faz o menor sentido tentar negar a realidade do poder e da proeminência judaicos na cultura popular... Qualquer lista dos executivos de produção mais influentes de cada um dos principais estúdios de cinema apresentará uma ampla maioria de nomes reconhecidamente judaicos.”14

Uma pessoa que estudou atentamente esse assunto é Jonathan J. Goldberg, editor do Forward, influente semanário da comunidade judaica. Em seu livro de 1996, Jewish Power, ele escreveu:15

“Em uns poucos setores-chave da mídia, notadamente entre os executivos dos estúdios de Hollywood, os judeus são tão numericamente dominantes que descrever esses negócios como sendo controlados por judeus não passa de uma observação estatística...”

Goldberg seguiu pontuando:

“A Hollywood do final do século XX ainda é uma indústria com um forte viés étnico. Praticamente todos os altos executivos dos grandes estúdios são judeus. Roteiristas, produtores e, em menor grau, diretores são desproporcionalmente judeus — um estudo recente indicou que esse índice chega a 59% entre os filmes de maior bilheteria.

“O peso combinado de tantos judeus em uma das indústrias mais lucrativas e importantes dos Estados Unidos confere aos judeus de Hollywood um enorme poder político. Eles constituem uma importante fonte de dinheiro para candidatos democratas.”

Joel Stein, colunista do Los Angeles Times, tem escrito:

“Como um judeu orgulhoso, eu quero que a América saiba sobre nossa realização. Sim, nós controlamos Hollywood... Eu não me importo se os americanos acham que nós estamos no comando da mídia, de Hollywood, de Wall Street ou do governo. Eu só me importo que continuemos a comandá-los.”16

Sobre os anos, essa influência impactante tem tido um impacto profundo na maneira como os americanos sentem, pensam e agem. Uma figura política de destaque que reconheceu publicamente essa realidade é o vice-presidente Joe Biden. Em um discurso notável proferido em maio de 2013, ele afirmou que o papel — por ele descrito como “imenso" e “desproporcional” papel dos judeus na mídia de massa e na vida cultural dos EUA é o fator isolado mais importante na formação das atitudes americanas ao longo do último século e na condução de grandes mudanças sociopolíticas.17 O vice-presidente Biden disse: “Eu aposto que 85 por cento dessas mudanças [sociopolíticas], seja em Hollywood ou nas redes sociais, são consequência da atuação de líderes judeus na indústria. A influência é imensa.” Ele acrescentou: “A herança judaica tem moldado quem nós somos — todos nós, nós, eu — tanto ou mais do que qualquer outro fator nos últimos 223 anos. E isso é um fato.”

Como Biden menciona, esse não é, por meio algum, um fenômeno novo. Quarenta e três anos atrás — durante uma reunião privada na Casa Branca que foi gravada secretamente, o presidente Richard Nixon e o reverendo Billy Graham — o evangelista cristão mais conhecido do país — conversaram francamente sobre o duro e fechado controle judaico da mídia. Graham disse: “Esse domínio sufocante tem de ser quebrado, ou o país vai para o ralo”. Ao que o presidente respondeu: “Você acredita nisso?” “Sim, senhor”, disse Graham. “Ohh garoto”, respondeu Nixon. “Eu também. Eu nunca posso dizer isso [publicamente, isto é], mas eu acredito nisso.”18

Como tudo isso tem acontecido? O acadêmico norte-americano de origem judaica Alfred M. Lilienthal forneceu uma resposta em seu estudo detalhado de 1978, The Zionist Connection {A Conexão Sionista}. Ele escreveu:19

“Como a vontade sionista foi tem sido imposta ao povo americano? … É a conexão judaica,  a solidariedade tribal entre eles e a incrível influência exercida sobre os não-judeus, que tem moldado esse poder sem precedentes… A conexão judaica abrange todas as áreas e alcança todos os níveis. A maioria dos americanos pode nem sequer perceber esse esforço gigantesco, mas dificilmente há um judeu que não seja tocado por seus tentáculos…”

“A extensão e a profundidade do alcance do judaísmo organizado nos EUA alcançou – e alcança – nos EUA, são de fato, impressionantes... O componente mais eficaz da conexão judaica é, provavelmente, o controle da mídia... Os judeus, endurecidos por séculos de perseguição, ascenderam a posições de suma importância no mundo empresarial e financeiro... A riqueza e a perspicácia judaicas exercem um poder sem precedentes nas áreas de finanças e bancos de investimento, desempenhando um papel importante na influência da política dos EUA em frente ao Oriente Médio... Nas grandes áreas metropolitanas, a conexão judaico-sionista permeia profundamente os círculos afluentes das finanças, do comércio, da vida social, do entretenimento e das artes.”

            Por causa que o poderio militar dos EUA é, de longe, o mais formidável e intervencionista do mundo, o papel judaico-sionista na definição da política americana tem consequências para pessoas muito além das fronteiras dos Estados Unidos. Durante a administração do presidente George W. Bush, um grupo — uma cabala — de judeus de alto escalão, os chamados “neoconservadores,” desempenhou um papel fundamental ao impulsionar os Estados Unidos para a guerra no Iraque. Eles incluíam: Paul Wolfowitz, vice-secretário de Defesa; Richard Perle, do Conselho de Política de Defesa do Pentágono; David Wurmser, do Departamento de Estado; e Douglas Feith, subsecretário de Política do Pentágono. Esses homens agiram em consonância com planos sionistas de derrubar o regime iraquiano, planos que já estavam estabelecidos muito antes de Bush assumir a presidência, no início de 2001.20

Para pessoas bem-informadas, essa realidade não é segredo. Na Grã-Bretanha, um membro veterano da Câmara dos Comuns declarou candidamente, em maio de 2003, que judeus pró-Israel haviam assumido o controle da política externa dos EUA e conseguido levar os EUA e a Grã-Bretanha à guerra no Iraque. Tam Dalyell, deputado do Partido Trabalhista conhecido como “Pai da Câmara” por ser o parlamentar com mais tempo de mandato, disse: “Uma cabala judaica assumiu o governo dos Estados Unidos e formou uma aliança profana com cristãos fundamentalistas...” e acrescentou: “Há influência judaica excessiva nos Estados Unidos.”21

Em Washington, o senador Ernest Hollings foi movido a declarar que o Iraque foi invadido — nas suas palavras — para “garantir a segurança de Israel,” e que “todos” sabem disso. Referindo-se à relutância de seus colegas no Congresso em reconhecer abertamente essa realidade, Hollings afirmou que “ninguém está disposto a se manifestar e dizer o que está acontecendo.” Os membros do Congresso, com poucas exceções, apoiam Israel e suas políticas sem questionamentos, devido ao que Hollings chamou de “pressões políticas que nós contraímos”.22

Os americanos têm pago um preço alto pela aliança dos EUA com Israel. Isso inclui dezenas de bilhões de dólares em ajuda econômica e militar ao Estado judeu, as centenas de bilhões de dólares custeados pela guerra e pela ocupação do Iraque, e a morte de mais de quatro mil militares americanos naquele conflito. Direta e indiretamente, a chamada “relação especial” dos Estados Unidos com Israel também gerou uma desconfiança, um medo e uma aversão sem precedentes em relação ao país ao redor do mundo. Ao apoiar Israel e suas políticas, os Estados Unidos traem não apenas seus próprios interesses nacionais, mas também os princípios que afirmam incorporar e defender.

Na verdade, se os Estados Unidos aplicassem a Israel os mesmos critérios que aplicaram ao Iraque, à Sérvia e a outros países, bombardeiros e mísseis americanos estariam atacando Tel Aviv, e autoridades americanas estariam colocando líderes israelenses atrás das grades por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Com líderes sionistas agora pressionando os Estados Unidos a travarem novas guerras contra os adversários de Israel, é provável que o custo da aliança americana com o Estado sionista aumente consideravelmente nos próximos anos.23

Líderes israelenses e judaico-sionistas afirmam que os judeus constituem um “povo” ou uma “nação” — isto é, um grupo nacional distinto ao qual se espera que judeus de toda parte sintam e expressem uma lealdade primordial.24 Alguns líderes judaicos americanos têm sido explícitos a esse respeito. Louis Brandeis, ministro da Suprema Corte dos EUA e importante sionista americano, disse: “Reconheçamos todos que nós, judeus, somos uma nacionalidade distinta, da qual todo judeu — qualquer que seja seu país, sua posição social ou sua nuance de crença — é necessariamente membro.”25

Embora judeus sionistas falem rotineiramente do “povo judeu” como um grupo étnico-religioso distinto e frequentemente afirmem que os judeus são membros de uma nacionalidade separada à qual devem lealdade, os sionistas insistem, simultaneamente, que os judeus devem ser acolhidos como cidadãos plenos e em pé de igualdade em qualquer país onde desejem viver — sem quaisquer obstáculos sociais, legais ou institucionais ao poder e à influência judaicos na vida pública. Em suma, líderes e organizações judaico-sionistas (como o Congresso Judaico Mundial e o Comitê Judaico Americano) exigem plenos direitos de cidadania para os judeus sionistas não apenas em “seu país”, Israel, mas em todo lugar.

Grandes organizações judaico-sionistas e, de forma mais ampla, a comunidade judaica organizada também promovem o chamado “pluralismo,” a “tolerância” e a “diversidade” nos Estados Unidos e em outros países. Elas acreditam que isso é benéfico para os judeus. Abraham Foxman, diretor da Liga Antidifamação, uma das organizações judaico-sionistas mais influentes do mundo, expressa-se da seguinte maneira: “A sociedade pluralista da América... está no cerne da segurança judaica... A longo prazo, o que tornou a vida judaica americana uma experiência singularmente positiva na história da Diáspora, e o que nos permitiu ser aliados tão importantes do Estado de Israel, é a vitalidade de uma sociedade americana pluralista, tolerante e inclusiva.”26

Consistente com essa perspectiva, a ADL promove há anos o slogan “A diversidade é a nossa força”. Seguindo esse lema — que ela afirma ter criado —, a ADL tem dedicado grandes esforços e recursos para persuadir os americanos — especialmente os mais jovens — a acolher e abraçar uma “diversidade” social, cultural e racial cada vez maior.27

Essa campanha tem sido muito bem-sucedida. Políticos e educadores americanos, bem como praticamente toda a grande mídia dos EUA, promovem a “diversidade”, o “multiculturalismo” e o “pluralismo”, retratando aqueles que não abraçam esses objetivos como pessoas odiosas e ignorantes. Ao mesmo tempo, organizações judaico-sionistas influentes, como o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), insistem que os EUA devem reconhecer e defender Israel como um Estado étnico-religioso especificamente judaico. O pluralismo e a diversidade, ao que parece, destinam-se apenas aos não judeus. O que é bom para os judeus em sua própria terra natal — sugerem os líderes judaico-sionistas — não é a diversidade e o multiculturalismo, mas sim um nacionalismo tribalista.

Há pessoas que se opõem ao poder do chamado “lobby judaico” porque ele apoia e viabiliza a opressão de Israel sobre os palestinos. Outras se opõem por estarem insatisfeitas com este ou aquele aspecto da agenda desse lobby. Mas, para mim, essa não é a questão principal. Para além das consequências danosas de qualquer política específica viabilizada pela comunidade judaica, o que está em jogo é a injustiça e o perigo inerentes a permitir que qualquer grupo minoritário ou interesse específico exerça um poder e uma influência imensos e desproporcionais — especialmente no país que é a principal potência militar e financeira do mundo, bem como o fator cultural mais importante.

Imagine a reação, por exemplo, se cristãos evangélicos, muçulmanos ou afro-americanos passassem a exercer sobre a mídia e a vida política dos Estados Unidos um controle comparável ao que é exercido pelos judeus. Na realidade, o domínio judaico sobre a vida americana é muito mais perigoso do que aquele que, em teoria, poderia ser exercido por qualquer um dos outros grupos que eu tenho mencionado.

Há duas razões principais para isso:

Primeiro, os judeus na América têm, manifestamente, uma forte lealdade a um país estrangeiro — Israel — que, desde a sua fundação em 1948, tem estado envolvido em crises e conflitos aparentemente intermináveis com os seus vizinhos e que é, atualmente, uma potência militar formidável com um vasto arsenal nuclear.

Segundo, a firme influência judaica é particularmente perigosa devido à maneira desconfiada e, por vezes, até hostil com que os judeus veem o resto de nós.

Ao longo dos séculos, a comunidade judaica — mais do que qualquer outro grupo — demonstrou um senso acentuado de separação em relação ao restante da humanidade e, consequentemente, vê seus interesses como bastante distintos daqueles de todos os outros. Essa mentalidade de “povo escolhido” — essa atitude de “nós contra eles” — está ancorada em séculos de história e herança judaicas, e profundamente enraizada na psique coletiva judaica.

O antigo sentimento judaico de alienação em relação aos não judeus, e a desconfiança persistente neles, manifesta-se em um artigo notável publicado no Forward, o importante semanário da comunidade judaica. Intitulado “Nós estamos certos, o mundo inteiro está errado,” o texto é de autoria do Rabino Dov Fischer, advogado e membro do Comitê de Relações Comunitárias Judaicas da Federação Judaica de Los Angeles. O Rabino Fischer também é vice-presidente nacional da Organização Sionista da América.28

Assim, este artigo não foi escrito por um escriba obscuro, mas sim por uma figura de destaque da comunidade judaica. E não apareceu em algum periódico marginal, mas sim naquele que é, talvez, o semanário judaico mais culto e reflexivo dos Estados Unidos — e, certamente, um dos mais influentes.

Em seu ensaio, o Rabino Fischer diz aos leitores: “Se há algo que nos define como judeus, é o fato de sermos um povo da história... Nossa história nos dá a força para saber que podemos estar certos e o mundo inteiro esteja errado.”

Ele vai adiante: “Nós estávamos certos, e o mundo inteiro estava errado. As Cruzadas. As acusações de crimes rituais e as queimas do Talmude na Inglaterra e na França, levando essas nações a expulsar os judeus por séculos. A Inquisição espanhola e a portuguesa. Os guetos e o caso Mortara na Itália. Dreyfus na França. Beilis na Rússia e um século de perseguição aos judeus soviéticos.

“O Holocausto. Kurt Waldheim na Áustria. Em cada uma dessas ocasiões, a Europa permaneceu em silêncio — ou participou ativamente do nosso assassinato — e nós, sozinhos, estávamos certos, enquanto o mundo inteiro estava errado.”

“Hoje, mais uma vez, nós somos os únicos que estão certos e o mundo inteiro está errado. Os árabes, os russos, os africanos e o Vaticano oferecem suas perspectivas conjuntas e seu conhecimento acumulado sobre a ética do massacre. E os europeus. Embora nós apreciemos o meio século de democracia na Europa Ocidental mais do que nós valorizávamos os milênios anteriores de brutalidade europeia, nós reconhecemos quem eles são, o que fizeram — e o que é o que. …”

“Nós lembramos que o alimento que eles [europeus] consomem provém de um solo fertilizado por 2.000 anos de sangue judaico sobre o qual eles derramaram. O ódio atávico aos judeus permanece no ar para onde subiram as cinzas dos crematórios...

“Sim, mais uma vez, nós temos razão e o mundo inteiro está errado. Isso não muda nada, mas, após 25 séculos, é bom saber.”

Eu quero enfatizar aqui que abordar candidamente a realidade do poder judaico-sionista não é — como tantas vezes ouvimos dizer — “ódio” ou um “antissemitismo” preconceituoso. Nós não desejamos mal a nenhum indivíduo, judeu ou não, em razão de sua ascendência, religião ou origem. E ao mesmo tempo, nós não devemos permitir que a intimidação, as difamações maliciosas ou as ameaças nos impeçam de afirmar a verdade e de fazer o que é certo.

As vítimas mais diretas e óbvias do poder judaico-sionista são, naturalmente, os palestinos que vivem sob o domínio rigoroso de Israel. Mas nós, americanos também somos vítimas. Através do controle judaico-sionista sobre a mídia e da corrupção organizada do nosso sistema político por parte desse grupo, nós somos pressionados, seduzidos, persuadidos e enganados para sustentar o Estado judaico, fornecendo-lhe bilhões de dólares anualmente e armamentos de última geração, e mesmo sacrificando vidas americanas.

Mas também é verdade que nós, americanos, compartilhamos alguma da responsabilidade por tudo isso. Nós temos permitido que um poder imenso — capaz de afetar todos os aspectos de nossas vidas e do nosso futuro — fosse exercido por membros de um grupo minoritário étnico-religioso que encara o povo americano com desconfiança, vendo-o como um potencial inimigo. Em outras palavras, os americanos permitiram que pessoas que os veem com cautela e desconfiança desempenhassem um papel fundamental na definição de como vivemos e do nosso futuro, tanto como indivíduos quanto como nação. Permitir que tal poder caia nas mãos de pessoas que claramente não têm nossos melhores interesses em estima — e que, de fato, nem sequer confiam em nós — é, para dizer razoavelmente, uma atitude irresponsável.

Tanto quanto o poder daquilo que Desmond Tutu chama de lobby judaico “muito poderoso” permanecer arraigado, não haverá fim para a distorção judaica sistemática da história e das questões atuais, para a dominação judaico-sionista do sistema político e da mídia dos EUA, para a opressão sionista aos palestinos, para o conflito sangrento entre judeus e não judeus no Oriente Médio e para a ameaça israelense à paz.

É por isso que nenhuma tarefa é mais importante ou urgente do que identificar, combater e quebrar esse poder.

Hoje, nós estamos engajados em uma grande luta global — na qual dois lados distintos e irreconciliáveis se enfrentam: uma luta que coloca, de um lado, um poder autoconfiante e diabólico que se sente predestinado a governar os outros e, de outro, todas as demais nações e sociedades — na verdade, a própria humanidade.

Essa luta não é nova. É a mais recente encenação de um grande drama que se desenrolou repetidamente ao longo dos séculos, em muitas sociedades, culturas e épocas históricas diferentes. No passado, esse drama se desenrolou em um palco local, nacional, regional ou, por vezes, continental. Hoje, trata-se de um drama global e de um embate global.

É uma luta pelo bem-estar e pelo futuro não apenas do Oriente Médio ou da América, mas uma grande batalha histórica pelo nosso bem-estar global — uma luta que convoca todos nós que compartilhamos um senso de responsabilidade pelo futuro de nossa própria nação e da humanidade.

Tradução por Dignus {academic auctor pseudonym - studeo liber ad collegium}

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 



*1 Fonte utilizada por Mark Weber:

https://www.youtube.com/watch?v=PEJ0UUIaxF0

*2 Fonte utilizada por Mark Weber:

https://ihr.org/other/ukban2017

1 Nota de Mark Weber: “General Assembly, in Resumed Emergency Session, Demands Israel Stop Construction of Wall, Calls on Both Parties to Fulfill Road Map Obligations.” United Nations Press Release, 21 de outubro de 2003. (http://unispal.un.org/unispal.nsf/1ce874ab1832a53e852570bb006dfaf6/c4963112ac76556d85256dc7005047aa)

2 Nota de Mark Weber: Votação da Assembleia Geral da ONU em 23 de dezembro de 2003 sobre o projeto de resolução 58/229.

(http://unispal.un.org/UNISPAL.NSF/0/77660E5C1B79EF8C85256EA90068A58B)

3 Nota de Mark Weber: Em 8 de abril de 2002, em Madri. J. Brinkley, “Israel Starts Leaving…”, The New York Times, 9 de abril de 2002.

(http://www.nytimes.com/2002/04/08/international/08CND-MIDE.html)

4 Nota de Mark Weber: D. Tutu, “Apartheid na Terra Santa”, The Guardian (Grã-Bretanha), 29 de abril de 2002.

(http://www.guardian.co.uk/israel/comment/0,10551,706911,00.html )

5 Nota de Mark Weber: Benjamin Ginsberg, The Fatal Embrace: Jews and the State (University of Chicago, 1993), pp. 1, 103.

6 Nota de Mark Weber: S. Steinlight, “The Jewish Stake in America’s Changing Demography: Reconsidering a Misguided Immigration Policy,” Center for Immigration Studies, Nov. 2001.

(http://www.cis.org/articles/2001/back1301.html)

7 Nota de Mark Weber: Seymour Martin Lipset e Earl Raab, Jews and the New American Scene (Harvard Univ. Press, 1995), pp. 26-27.

8 Nota de Mark Weber: N. Burstein, “Jewish power dominates at ‘Vanity Fair’,” The Jerusalem Post (Israel), 11 (12?) de outubro de 2007.

(http://www.jpost.com/Jewish-World/Jewish-News/Jewish-power-dominates-at-Vanity-Fair)

9 Nota de Mark Weber: Janine Zacharia, “The Unofficial Ambassadors of the Jewish State,” The Jerusalem Post (Israel), 2 de abril de 2000. Reimpresso em “Other Voices,” junho de 2000, p. OV-4, um suplemento de The Washington Report on Middle East Affairs.

10 Nota de Mark Weber: A. Cockburn, “The Row Over the Israel Lobby,” 8 (ou 5?) de maio 2006, Counterpunch.

(http://www.counterpunch.org/cockburn05082006.html)

11 Nota de Mark Weber: N. Confessore, E. Lipton, “Seeking to Ban Online Betting, G.O.P. Donor Tests Influence,” The New York Times, 27, de março de 2014

(http://www.nytimes.com/2014/03/28/us/politics/major-gop-donor-tests-his-influence-in-push-to-ban-online-gambling.html); J. Horowitz, “Republican Contenders Reach Out to Sheldon Adelson, Palms Up,” The New York Times, 26 de abril de 2015

(http://www.nytimes.com/2015/04/27/us/politics/republican-contenders-reach-out-to-sheldon-adelson-palms-up.html) ; E. Lipton, “G.O.P.’s Israel Support Deepens as Political Contributions Shift,” The New York Times, 4 de a bril de 2015

(http://www.nytimes.com/2015/04/05/us/politics/gops-israel-support-deepens-as-political-contributions-shift.html);

Ver também: M. Gold, P. Rucker, “Billionaire mogul Sheldon Adelson looks for mainstream Republican who can win in 2016,” The Washington Post, 25 de março de 2015

(http://www.washingtonpost.com/politics/billionaire-mogul-sheldon-adelson-looks-for-mainstream-republican-who-can-win-in-2016/2014/03/25/e2f47bb0-b3c2-11e3-8cb6-284052554d74_story.html); P. Stone, “Sheldon Adelson Spent Far More On Campaign Than Previously Known,” The Huffington Post, 12 de dezembro de 2012

(http://www.huffingtonpost.com/2012/12/03/sheldon-adelson-2012-election_n_2223589.html)

12 Nota de Mark Weber: A. R. Sorkin, “Schlepping to Moguldom,” The New York Times, 5 de setembro de 2004.

(http://www.nytimes.com/2004/09/05/business/yourmoney/05sab.html)

13 Nota de Mark Weber: M. J. Rosenberg, “Sheldon Adelson and Haim Saban: Billionaire Funders for Israel,” The Nation, 8 de dezembro de 2014

(http://www.thenation.com/article/192065/sheldon-adelson-and-haim-saban-want-be-koch-brothers-israel)

14 Nota de Mark Weber: M. Medved, “Is Hollywood Too Jewish?,” Moment, Vol. 21, No. 4 (1996), p. 37.

15 Nota de Mark Weber: Jonathan Jeremy Goldberg, Jewish Power: Inside the American Jewish Establishment/ (Addison-Wesley, 1996), pp. 280, 287-288. Ver também pp. 39-40, 290-291.

16 Nota de Mark Weber: J. Stein, “How Jewish Is Hollywood?,” Los Angeles Times, 19 de dezembro de 2008.

(http://www.latimes.com/news/opinion/commentary/la-oe-stein19-2008dec19,0,4676183.column)

17 Nota de Mark Weber: Jennifer Epstein, “Biden: ‘Jewish heritage is American heritage’,” Politico, 21 de maio de 2013.

(http://www.politico.com/politico44/2013/05/biden-jewish-heritage-is-american-heritage-164525.html); Daniel Halper, “Biden Talks of ‘Outsized Influence’ of Jews: ‘The Influence Is Immense’,” The Weekly Standard, 22 de maio 2013.

(http://www.weeklystandard.com/blogs/biden-talks-outsized-influence-jews-influence-immense_728765.html) Ver também: M. Weber , “Vice President Biden Acknowledges ‘Immense’ Jewish Role in American Mass Media and Cultural Life,” July 2013.

( https://ihr.org/other/biden_jewish_role)

18 Nota de Mark Weber: “Nixon, Billy Graham Make Derogatory Comments About Jews on Tapes,” Chicago Tribune, March 1, 2002 (or Feb. 28, 2002)

(http://www.fpp.co.uk/online/02/02/Graham_Nixon.html);

“Billy Graham Apologizes for ’72 Remarks,” Associated Press, Los Angeles Times, 2 de março de 2002. “Graham Regrets Jewish Slur,” BBC News, 2 de março 2002.

(http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/1850077.stm) The conversation apparently took place on Feb. 1, 1972.

19 Nota de Mark Weber: A. Lilienthal, The Zionist Connection (New York: Dodd, Mead, 1978), pp. 206, 209, 212, 218, 228, 229.

20 Nota de Mark Weber: Ver John J. Mearsheimer and Stephen M. Walt, The Israel Lobby and US Foreign Policy. New York: Farrar, Straus & Giroux, 2007.

21 Nota de Mark Weber: F. Nelson, “Anger Over Dalyell’s ‘Jewish Cabal’ Slur,” The Scotsman (Edinburgh), May 5, 2003 (http://www.highbeam.com/doc/1P2-13027250.html) ; M. White, “Dalyell Steps Up Attack On Levy,” The Guardian (London), May 6, 2003. (http://www.theguardian.com/uk/2003/may/06/race.politics).

22 Nota de Mark Weber: M. Weber, “`Iraq Was Invaded to Secure Israel,’ Says Senator Hollings,” July 16, 2004

(https://ihr.org/news/040716_hollings.shtml)

23 Nota de Mark Weber: Ver por exemplo: M. Weber, “Behind the Campaign for War Against Iran,” April 2013.

(https://ihr.org/other/behindwarcampaign )

24 Nota de Mark Weber: Ver: Kevin MacDonald, The Culture of Critique. Praeger, 1998 (Softcover edition, 2002); Review by S. Hornbeck of The Culture of Critique in a 1999 issue of American Renaissance (http://www.csulb.edu/~kmacd/review-AR.html) ; M. Weber, “The Weight of Tradition: Why Judaism is Not Like Other Religions.” Oct. 2010

( https://ihr.org/other/judaism0709-html/ ) ; M. Weber, “Jews: A Religious Community, a People, or a Race?,” March-April 2000 ( https://ihr.org/journal/v19n2p63_Weber.html ) ; Israel even claims to speak on behalf of Jews who lived and died before the state was established. “Holocaust Victims Given Posthumous Citizenship by Israel,” The Associated Press, Los Angeles Times, May 9, 1985.

( http://articles.latimes.com/1985-05-09/news/mn-6754_1_posthumous-citizenship ) ;

25 Nota de Mark Weber: Louis D. Brandeis, “The Jewish Problem and How to Solve It.” Speech of April 25, 1915. ( http://www.pbs.org/wnet/supremecourt/personality/sources_document11.html )

26 Nota de Mark Weber: Foxman letter of Nov. 11, 2005. Published in The Jerusalem Post, Nov. 18, 2005.

( http://archive.adl.org/media_watch/newspapers/20051111-JPost.htm )

27 Nota de Mark Weber: ADL On the Frontline (Nova York), verão de 1997, p. 8. Esta edição do boletim da ADL também registrou, com certo orgulho, que o presidente Clinton, em seu discurso sobre o Estado da União de fevereiro de 1997, dera um impulso inesperado ao que a organização chamava de seu "lema" (tag line). Nesse discurso, Clinton afirmou: "Meus compatriotas americanos, jamais devemos acreditar que nossa diversidade é uma fraqueza. Ela é a nossa maior força".

28 Dov Fischer, “We’re Right, the Whole World’s Wrong” [Nós estamos certos, o mundo inteiro está errado], *Forward* (Nova York), 19 de abril de 2002, p. 11.

( http://ravfischer.blogspot.com/2008/05/april-19-2002-forward-were-right-whole.html ) 

Algumas das observações de Fischer aqui constituem distorções grosseiras da história. Por exemplo, sua menção a “um século de perseguição aos judeus soviéticos” é uma falsidade flagrante. Para começar, todo o período soviético durou 74 anos, e não 100. E, durante pelo menos parte desse período — sobretudo nos primeiros dez anos da era soviética —, os judeus detinham um poder imenso, se não dominante. O rabino Fischer parece ter esquecido figuras como Leon Trotsky, comandante-em-chefe do Exército Vermelho do jovem Estado soviético; Grigori Zinoviev, chefe da Internacional Comunista; e Yakov Sverdlov, o primeiro presidente soviético. (Veja: M. Weber, “The Jewish Role in the Bolshevik Revolution and Russia’s Early Soviet Regime” [O papel judaico na Revolução Bolchevique e no regime soviético inicial da Rússia], The Journal of Historical Review, jan.-fev. de 1994 [ https://ihr.org/journal/v14n1p-4_Weber.html  ].)


Fonte:  The Danger and Challenge of Jewish-Zionist Power, por Mark Weber, 2015, Institute for Historical Review.

https://ihr.org/other/jewishzionistpower2015  

 Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do Holocausto.