terça-feira, 9 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 3 - testemunho de Rudolf Diels e Wilhelm Bahr - por William B. Lindsey

  Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 2 - testemunho de Emil Sehm - por William B. Lindsey 

William B. Lindsey

A próxima “testemunha” era o Dr. Rudolf Diels que, devido aos interrogatórios em curso para o Tribunal de Nuremberg, não pôde estar presente no Tribunal de Curiohaus. Sua declaração juramentada — também em inglês — foi apresentada em substituição ao seu comparecimento. Essa manobra foi usada repetidamente por aqueles dedicados ao serviço inquestionável a “um único mestre”,26 por causa de sua eficácia em proteger do contrainterrogatório pela defesa as testemunhas consideradas fracas ou não confiáveis ​​pela acusação. Foi somente muito mais tarde que a defesa conseguiu forçar o comparecimento de tais “testemunhas” para o contrainterrogatório.

A declaração juramentada do Dr. Diels parece ser a origem alemã da famosa expressão “É melhor você tomar cuidado ou vai subir pela chaminé!”. Isso se referia às ameaças de morte seguidas de cremação feitas aos prisioneiros pelos guardas dos campos de concentração. Diels jurou que, “em sua opinião”, operações de gaseamento (presumivelmente matando seres humanos) eram discutidas praticamente em toda a Alemanha. A revelação de que o Zyklon B era fabricado em Hamburgo foi uma novidade para o Dr. Tesch que, como usuário, teria ficado feliz em saber da existência de um fornecedor próximo. (É claro que não havia nenhuma fábrica desse tipo em Hamburgo.)

Antes de ser preso pela Gestapo, primeiro em março e novamente em agosto de 1944, o Dr. Diels tinha sido presidente da Câmara de Comércio de Colônia e Hanôver e, posteriormente, chefe da Divisão de Transporte Marítimo da Fábrica Hermann Göring. Seu depoimento, assim como o de Wilhelm Hoettl, exala o desejo de fornecer aos seus captores as provas que eles tanto buscavam. É uma curiosa mistura do que as autoridades de ocupação já sabiam ou acreditavam saber e do que não passa de fofoca comum — tanto que Stirling, o advogado britânico, protestou por ter que ouvir tudo aquilo. A declaração juramentada do Dr. Diels foi útil ao Tribunal Militar Britânico, contudo, para “estabelecer” o argumento de que alemães como o Dr. Tesch e Herr Weinbacher (nenhum dos quais Diels conhecia) não poderiam deixar de saber que judeus estavam sendo mortos com gás Zyklon B.

Longe de ser de conhecimento comum na Alemanha que pessoas estavam sendo gaseadas, como Diels alegou, a grande maioria dos alemães ficou horrorizada com as acusações das Nações Unidas e protestou que nunca tinham ouvido falar de tais atos até depois do cessar-fogo, quando começaram a ouvir as transmissões das Nações Unidas. Eles ficaram, como mencionado anteriormente, ainda mais horrorizados ao saber que os mesmos inimigos, após meros trinta anos, poderiam novamente acreditar que eles eram capazes de tais atos. Visto que a British Broadcasting Corporation (BBC) tinha estado transmitindo essas acusações regularmente por muitos meses antes do fim da guerra, os alemães que tinham “conhecimento geral” do gaseamento antes do fim da guerra provavelmente obtiveram esse “conhecimento” da BBC! Isso pode explicar, pelo menos em parte, as dificuldades do Dr. Diels com a Gestapo, já que as autoridades alemãs, que gravavam e monitoravam regularmente as transmissões de propaganda das Nações Unidas,27 verificando sua precisão quando julgavam necessário, geralmente equiparavam o conhecimento do conteúdo dessas transmissões ao fato de tê-las escutado ilegalmente ou de ter se associado com pessoas que tinham.

A declaração juramentada de Diels foi seguida pelo depoimento de vários empregados da Tesch und Stabenow. Entre eles estavam o Padre Biagini e Frau. Uenzelmann, mencionados previamente em relação ao depoimento de Sehm. Os outros estenotipistas também foram questionados sobre o relatório de viagem supostamente visto por Sehm, mas nenhum deles o havia digitado, visto ou ouvido falar dele. Além dos funcionários de escritório, também foram ouvidos trabalhadores de campo que haviam realizado fumigações por contrato em Auschwitz e outros campos supervisionados pela SS. Nenhuma evidência foi apresentada, no entanto, que corroborasse a visão de que a Tesch und Stabenow fosse algo além de uma firma de controle de pragas respeitada, confiável, movimentada e bem administrada.

O testemunho de Wilhelm Bahr é interessante desde que, como auxiliar de saneamento da SS no campo de concentração de Neuengamme, ele, juntamente com outros dezenove, participou do breve curso de três dias do Dr. Tesch sobre fumigação com Zyklon B, utilizando para treinamento as câmaras de fumigação para roupas do hospital da SS em Oranienburg. Essas câmaras de fumigação padrão tinham um volume de dez metros cúbicos e comportavam de 40 a 50 peças de roupa por carga.28 Essas eram as roupas normalmente de cerca de 25 a 30 pessoas. Uma câmara de fumigação desse tamanho exigia uma lata de 200 gramas29 de Zyklon B para atingir a concentração de gás necessária de 20 gramas de gás Zyklon B por metro cúbico de ar.30

Bahr testemunhou que o Dr. Tesch não o treinou, nem aos seus colegas, especificamente para matar seres humanos, mas que ele, Bahr, agindo sob ordens do Dr. von Bergmann (presumivelmente um médico), matou 200 prisioneiros de guerra russos com gás Zyklon B em Neuengamme, em 1942, despejando cinco ou seis latas de Zyklon B (presumivelmente latas de 200 gramas) numa caserna através de um buraco no telhado. Em adição, ele afirmou que ele tinha visto o nome de Tesch und Stabenow nos rótulos das latas de Zyklon B que ele utilizou em Neuengamme, aparentemente tanto para operações de fumigação como para o único assassinato confessado de prisioneiros de guerra russos.31 Bahr foi a única testemunha que confirmou a presença de Zyklon B, encomendado através de Tesch und Stabenow, no local de uma alegada operação de matança em massa. Este local, contudo, era Neuengamme, e não Auschwitz.

É um raciocínio tortuoso, de fato, que responsabiliza o Dr. Tesch (e, ainda mais ilogicamente, Herr Weinbacher) pelos supostos assassinatos de 200 russos, mortos por um homem que confessa o crime, mas testemunha que o Dr. Von Bergmann o ordenou a cometê-lo e que o Dr. Tesch não o treinou para tal. Se acreditarmos que Bahr de fato matou os russos, o Dr. Tesch e Herr Weinbacher certamente não teriam responsabilidade alguma. Mas, novamente, foi tudo o que o Tribunal Militar Britânico necessitava para estabelecer firmemente na mente dos discípulos do “Holocausto” a imagem mental do sádico funcionário da SS despejando Zyklon B, a mando de Tesch e Stabenow, através de aberturas no teto, em uma câmara repleta de vítimas russas, inocentes e miseráveis! (Uma variação posterior ocasional sobre este tema principal alega que o Zyklon B foi adicionado através de aberturas nas paredes.)

O próprio Unterscharführer (Cabo) Wilhelm Friedrich Bahr aguardava julgamento por crimes de guerra perante um posterior Tribunal Militar Britânico.32 Sem dúvida, ele tinha conhecimento da gravidade das acusações contra ele e de que sua única chance de sobrevivência residia em cooperar com seus captores. Até o momento, eu não tenho descoberto seu destino subsequente. 

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 4 - testemunho de Perry Broad - por William B. Lindsey


Notas

26 Nota de William B. Lindsey: TMWC {Trial of Major War Criminals}, Vol. III, p. 551.

27 Nota de William B. Lindsey: German Federal Archives (Bundesarkiv), Koblenz, West Germany.

28 Nota de William B. Lindsey: Em seu apelo, na tentativa de salvar a vida de Herr Weinbacher, o Dr. Stumme demonstrou que, com base nos depoimentos prestados durante o julgamento, teriam sido necessários 1.000 kg de gás Zyklon B para fumigar 200.000 uniformes de uma só vez!

29 Nota de William B. Lindsey: As latas de maior tamanho (ver nota 9) destinavam-se a câmaras de fumigação maiores ou à fumigação de casernas.

30 Nota de William B. Lindsey: O desenvolvimento da câmara de fumigação com Zyklon B estendeu-se pelas duas Guerras Mundiais e dependeu quase inteiramente do perigo de epidemias de tifo maculoso, transmitido por piolhos. Essas câmaras eram, portanto, conhecidas e denominadas “câmaras de desinfestação com cianeto de hidrogênio” (“Blausaeure-Entlausungs-kammer”). Diante da absoluta necessidade de tais câmaras e de um agente fumigante letal (sempre escasso) em tempos de guerra, foi projetada a câmara de desinfestação DEGESCH. Ela permitia a introdução segura da lata selada de Zyklon B, no tamanho necessário para o volume da câmara de fumigação. A porta de entrada era selada hermeticamente e a lata aberta por um parafuso operado externamente, que perfurava a lata soldada dentro da câmara selada, permitindo que os grânulos de Zyklon B caíssem sobre uma superfície aquecida (o “Vergasergeraet” [“Gasificador”] ou “fogão”, no jargão dos discípulos do “Holocausto”), garantindo a evaporação do cianeto de hidrogênio líquido dos grânulos. Um ventilador de circulação fazia circular a mistura de ar/Zyklon B dentro da câmara para misturar os gases. Isso impedia a estratificação do gás, já que o gás Zyklon B é mais leve que o ar (e não mais pesado, como tantas vezes erroneamente afirmado ou implicado pelos propagandistas do “Holocausto”), e fazia certo que a mistura necessária de 20 g de Zyklon B por metro cúbico de ar penetrasse através da inteira câmara de fumigação, incluindo as peças de roupa a serem desinfetadas. Com o ventilador de circulação, a fumigação podia ser concluída em uma hora. Sem um sistema como esse, todo o procedimento exigia pelo menos 16 horas — de preferência 24 horas. Após a fumigação, o sistema de circulação expelida a mistura tóxica por uma chaminé e arejava as roupas fumigadas antes que as portas herméticas da câmara fossem abertas e as roupas desinfestadas e fumigadas fossem removidas para serem recuperadas por seus proprietários.

As vantagens de tais câmaras eram óbvias e substanciais. No verão de 1943, 552 câmaras de fumigação ou desinfestação com Zyklon B e sistemas de circulação haviam sido construídas em 226 locais diferentes. Outras cem mais tinham sido construídas sem sistemas de circulação e estavam sendo usadas, a despeito do tempo de fumigação mais longo. Quase metade dessas câmaras de desinfestação foram construídas entre janeiro de 1942 e abril de 1943. A indústria de munições tinha 249 dessas câmaras em operação regular ou em construção, já que no verão de 1943 tornou-se obrigatório inspecionar regularmente os trabalhadores estrangeiros durante a guerra para garantir que eles estivessem e permanecessem livres de vermes. (Emil Wuestinger, “Vermehrter Einsatz von Blausaeure-Entlausungskammern,” [“Aumento do uso de câmaras de despiolhamento de cianeto de hidrogênio”], Gesundheits-Ingenieur, Jahrgang 67, Heft 7, pp. 179-80.)

31 Nota de William B. Lindsey: A Tesch und Stabenow começou a usar seus próprios rótulos distintos no Zyklon B encomendado através de seus escritórios em 1942.

32 Nota de William B. Lindsey: WO 235/165, Case 145, Vols. I-VII, January-March 1946.

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

 __________________________________________________________________________________

Recomendado, leia também:

Como os britânicos obtiveram as Confissões de Rudolf Höss - parte 1 - por Robert Faurisson (demais partes na sequência do próprio artigo)

Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson

Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf

Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte I - por Reinhard K. Buchner (demais partes na sequência do próprio artigo)

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)

O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).

Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 1) Certas impossibilidades da ‘Declaração de Gerstein’ - Por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 2) Mais impossibilidades da ‘Declaração e Gerstein.’ - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer

Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz

O Caso Faurisson {polêmicas levantadas por refutarem a narrativa do alegado Holocausto} - por Arthur R. Butz

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.

Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.