Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte I - por Reinhard K. Buchner
| Reinhard K. Buchner |
Parte II
Apêndice
1. Origem dos Números
dos Crematórios e dos Tempos de Operação dos Crematórios como Listados na
Tabela I.
Aqui,
os dados da Tabela I são justificados. Com “justificativa”, nada mais é indicado
do que uma concordância geral com as afirmações encontradas na teoria do
Holocausto. Nenhuma validação dos dados pode ser derivada de seu uso neste
estudo. Como uma matéria de fato, eu considero os números de crematórios e,
particularmente, seus tempos de operação na Tabela I excessivos. Pessoalmente, eu
nem mesmo estou convencido de que os crematórios IV e V em Auschwitz II
realmente existiram. Mas, mesmo assim, eles foram incluídos no cálculo de
acordo com a teoria do Holocausto.
AUSCHWITZ I
O
número de crematórios em Auschwitz I é aparentemente desconhecido. R. Hilberg5 e G. Reitlinger8
não elaboram o assunto. A apresentação da teoria do Holocausto por L.
Dawidowicz10 não fornece informações tecnológicas
úteis. Ao explicar a “solução final”, a autora simplesmente afirma: “… e
empregou os melhores meios tecnológicos disponíveis” (página xxiii).
A.
R. Butz4 chega à conclusão de que Auschwitz I tinha
4 crematórios, o que é provavelmente correto (página 115). F. Müller9, no entanto, afirma que havia “6
fornos” (página 16). A Tabela I, portanto, lista 6 crematórios. A diferença
entre 4 e 6 crematórios resulta em cerca de 50.000 horas adicionais de
cremação.
O
tempo de operação (dos crematórios) é outro problema em Auschwitz I. G.
Reitlinger8 afirma: “O campo estava aberto para
negócios em 14 de janeiro de 1940” (página 110). W. Stäglich11 relata uma carta oficial do museu de
Auschwitz, datada de 29 de novembro de 1977, na qual consta que o crematório de
Auschwitz I funcionou até julho de 1943 (página 75). Desde que se pode esperar
que as fontes comunistas forneçam o máximo de dados sobre o Holocausto por
razões de propaganda, e na ausência de informações mais precisas, o tempo de
funcionamento listado na Tabela I vai de junho de 1940 a junho de 1943.
Contudo,
mesmo F. Müller9 relata falhas técnicas e
afirma: “Portanto, no outono de 1942, as operações tiveram que ser
restringidas” (página 49). E a Comissão Soviética de Crimes de Guerra afirma
que o crematório em Auschwitz I esteve operacional durante mais de 24 meses (W.
Staglich11 página 188). Se isto estiver correto,
então o número de 159.840 horas de crematório na Tabela I é maior em mais de
50.000.
AUSCHWITZ II
O
número de crematórios em Auschwitz II é listado na Tabela I com 46,
simplesmente porque o museu de Auschwitz, em sua carta a W. Stäglich, reivindica
esse número (página 75).
O
início da operação dos crematórios foi tomado ser em março de 1943. Nessa
época, alguns crematórios provavelmente tornaram-se operacionais. G. Reitlinger8 afirma especificamente que: “De fato, o
crematório nº 2 só ficou pronto em 13 de março. Em 13 de junho, ele ainda era o
único crematório dos quatro que estava funcionando, e a carpintaria estava
incompleta. Em 6 de novembro de 1943, uma ordem para o plantio de árvores
jovens para formar um cinturão verde entre os crematórios e o campo menciona
apenas os nº 1 e 2. O funcionamento dos quatro crematórios só foi testado em
maio de 1944, quando o grande carregamento chegou da Hungria” (página 159).
G.
Reitlinger8 também afirma que a
seleção para as câmaras de gás em Auschwitz terminou em outubro de 1944 (página
493). R. Hilberg5 cita uma carta da
“Zentralbauleitung” (gerência central de construção) que dizia: “A unidade
inteira deveria estar concluída em 20 de fevereiro de 1943” (566). R. Hilberg5 parece concordar que, em outubro de
1944, os extermínios em geral chegaram ao fim, mas não indica uma data
específica (ver as várias afirmações nas páginas 630, 631 e 632). O tempo usado
na Tabela I inclui o tempo de março de 1943 a outubro de 1944 e foi assumido
para todos os crematórios (II, III, IV e V). Isso é claramente uma
superestimativa, mas isenta o cálculo de críticas com base em “dados
otimistas”. (Utilizando os dados de G. Reitinger, as 662.400 horas de
crematório para Auschwitz II na Tabela I seriam reduzidas em ao menos algo como
130.000.)
MAJDANEK
G.
Reitlinger8 relata que o
“impressionante crematório de Majdanek” só foi concluído no outono de 1943
(página 316). Werth12
afirma: “... antes de se tornar oficialmente, em 3 de novembro de 1943, um
campo de extermínio” (página 898) e conta que “os russos descobriram Majdanek
em 23 de julho de 1944” (página 890). Ele também descreve seis fornalhas
(página 893). Novamente, na ausência de dados mais precisos, o intervalo de
tempo acima, de novembro de 1943 a julho de 1944 (9 meses), e os 6 crematórios
foram listados na Tabela I. Há alguma ambiguidade na escolha do mês de
novembro. Por exemplo, se os crematórios estivessem operacionais 2 meses antes,
cerca de 9.000 horas de cremação teriam que ser adicionadas. Contudo, também dever
ser notado que nas fotos do crematório de Majdanek só podem ser contados 5
crematórios. Veja, por exemplo, G. Schoenberner13
(página 60).
BELZEK, SOBIBOR,
KULMHOF, TREBLINKA
Belzek
e Sobibor não possuíam crematórios (R. Hilberg5,
página 629). Na mesma página, Hilberg suspeita — citando o “Comitê do Livro
Negro Judaico” — que Kulmhof possa “ter adquirido um crematório” no final. Nenhuma
outra informação é conhecida para mim e portanto, nenhum crematório é listado
para Kulmhof.
Para
Treblinka, nenhum crematório é reivindicado. G. Reitlinger8 relata “piras funerárias” em Treblinka
(página 152). A. R. Butz,4 D.
Felderer14 e W. Staglich11 discutiram informações sobre
crematórios com muito mais detalhes. Para uma discussão mais precisa, o leitor
é, portanto, encaminhado a esses autores. No entanto, minha intenção deliberada
foi basear os dados não em descobertas revisionistas — por mais justificadas
que sejam —, mas sim em fontes judaicas e comunistas que fizeram da apresentação
da teoria do Holocausto seu negócio principal. No entanto, como as fontes
divergem amplamente em muitos casos, alguns compromissos tornaram-se
inevitáveis.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Continua...
5 Nota de Reinhard K. Buchner:
Raul Hilberg, The Destruction of the
European Jews, Harper Colophon Books, 1979.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
10 Nota de Reinhard K. Buchner:
Lucy S. Dawidowicz, The War Against the
Jews, Bantam, 6ª impressão (1979).
4 Nota de Reinhard K. Buchner:
Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth
Century, Historical Review Press, 1976.
9 Nota de Reinhard K. Buchner:
Filip Müller, Eyewitness Auschwitz,
Stein and Day, 1979.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
11 Nota de Reinhard K. Buchner:
Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos,
Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.
9 Nota de Reinhard K. Buchner:
Filip Müller, Eyewitness Auschwitz,
Stein and Day, 1979.
11 Nota de Reinhard K. Buchner:
Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos,
Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
5 Nota de Reinhard K. Buchner:
Raul Hilberg, The Destruction of the
European Jews, Harper Colophon Books, 1979.
5 Nota de Reinhard K. Buchner:
Raul Hilberg, The Destruction of the
European Jews, Harper Colophon Books, 1979.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
12 Nota de Reinhard K. Buchner: Alexander
Werth, Russia At War.
13 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerhard
Schoenberner, The Yellow Star, Bantam
Books, 1979.
5 Nota de Reinhard K. Buchner:
Raul Hilberg, The Destruction of the
European Jews, Harper Colophon Books, 1979.
8 Nota de Reinhard K. Buchner:
Gerald Reitlinger, The Final Solution,
Sphere Books Limited, 1971.
4 Nota de Reinhard K. Buchner:
Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth
Century, Historical Review Press, 1976.
14 Nota de Reinhard K. Buchner:
Ditlieb Felderer, Revisionist History,
ver por exemplo Revisionist History
Nr. 166 e Revisionist History Nr. 167
11 Nota de Reinhard K. Buchner:
Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos,
Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.
The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.
https://ihr.org/journal/v02p219_buchner
Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.
__________________________________________________________________________________
Recomendado, leia também:
Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson
Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf
Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)
A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)
As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)
O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).
Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)
O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe
O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf
O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)
A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz
Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier
Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App
O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter
O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka
As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson
O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson
As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson
Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari
Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.
Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.