domingo, 5 de abril de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.1 - por Reinhard K. Buchner

 Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte I - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

Parte II

Apêndice

 

1. Origem dos Números dos Crematórios e dos Tempos de Operação dos Crematórios como Listados na Tabela I.

Aqui, os dados da Tabela I são justificados. Com “justificativa”, nada mais é indicado do que uma concordância geral com as afirmações encontradas na teoria do Holocausto. Nenhuma validação dos dados pode ser derivada de seu uso neste estudo. Como uma matéria de fato, eu considero os números de crematórios e, particularmente, seus tempos de operação na Tabela I excessivos. Pessoalmente, eu nem mesmo estou convencido de que os crematórios IV e V em Auschwitz II realmente existiram. Mas, mesmo assim, eles foram incluídos no cálculo de acordo com a teoria do Holocausto.

 

AUSCHWITZ I

O número de crematórios em Auschwitz I é aparentemente desconhecido. R. Hilberg5 e G. Reitlinger8 não elaboram o assunto. A apresentação da teoria do Holocausto por L. Dawidowicz10 não fornece informações tecnológicas úteis. Ao explicar a “solução final”, a autora simplesmente afirma: “… e empregou os melhores meios tecnológicos disponíveis” (página xxiii).

A. R. Butz4 chega à conclusão de que Auschwitz I tinha 4 crematórios, o que é provavelmente correto (página 115). F. Müller9, no entanto, afirma que havia “6 fornos” (página 16). A Tabela I, portanto, lista 6 crematórios. A diferença entre 4 e 6 crematórios resulta em cerca de 50.000 horas adicionais de cremação.

O tempo de operação (dos crematórios) é outro problema em Auschwitz I. G. Reitlinger8 afirma: “O campo estava aberto para negócios em 14 de janeiro de 1940” (página 110). W. Stäglich11 relata uma carta oficial do museu de Auschwitz, datada de 29 de novembro de 1977, na qual consta que o crematório de Auschwitz I funcionou até julho de 1943 (página 75). Desde que se pode esperar que as fontes comunistas forneçam o máximo de dados sobre o Holocausto por razões de propaganda, e na ausência de informações mais precisas, o tempo de funcionamento listado na Tabela I vai de junho de 1940 a junho de 1943.

Contudo, mesmo F. ​​Müller9 relata falhas técnicas e afirma: “Portanto, no outono de 1942, as operações tiveram que ser restringidas” (página 49). E a Comissão Soviética de Crimes de Guerra afirma que o crematório em Auschwitz I esteve operacional durante mais de 24 meses (W. Staglich11 página 188). Se isto estiver correto, então o número de 159.840 horas de crematório na Tabela I é maior em mais de 50.000.

 

AUSCHWITZ II

O número de crematórios em Auschwitz II é listado na Tabela I com 46, simplesmente porque o museu de Auschwitz, em sua carta a W. Stäglich, reivindica esse número (página 75).

O início da operação dos crematórios foi tomado ser em março de 1943. Nessa época, alguns crematórios provavelmente tornaram-se operacionais. G. Reitlinger8 afirma especificamente que: “De fato, o crematório nº 2 só ficou pronto em 13 de março. Em 13 de junho, ele ainda era o único crematório dos quatro que estava funcionando, e a carpintaria estava incompleta. Em 6 de novembro de 1943, uma ordem para o plantio de árvores jovens para formar um cinturão verde entre os crematórios e o campo menciona apenas os nº 1 e 2. O funcionamento dos quatro crematórios só foi testado em maio de 1944, quando o grande carregamento chegou da Hungria” (página 159).

G. Reitlinger8 também afirma que a seleção para as câmaras de gás em Auschwitz terminou em outubro de 1944 (página 493). R. Hilberg5 cita uma carta da “Zentralbauleitung” (gerência central de construção) que dizia: “A unidade inteira deveria estar concluída em 20 de fevereiro de 1943” (566). R. Hilberg5 parece concordar que, em outubro de 1944, os extermínios em geral chegaram ao fim, mas não indica uma data específica (ver as várias afirmações nas páginas 630, 631 e 632). O tempo usado na Tabela I inclui o tempo de março de 1943 a outubro de 1944 e foi assumido para todos os crematórios (II, III, IV e V). Isso é claramente uma superestimativa, mas isenta o cálculo de críticas com base em “dados otimistas”. (Utilizando os dados de G. Reitinger, as 662.400 horas de crematório para Auschwitz II na Tabela I seriam reduzidas em ao menos algo como 130.000.)

 

MAJDANEK

G. Reitlinger8 relata que o “impressionante crematório de Majdanek” só foi concluído no outono de 1943 (página 316). Werth12 afirma: “... antes de se tornar oficialmente, em 3 de novembro de 1943, um campo de extermínio” (página 898) e conta que “os russos descobriram Majdanek em 23 de julho de 1944” (página 890). Ele também descreve seis fornalhas (página 893). Novamente, na ausência de dados mais precisos, o intervalo de tempo acima, de novembro de 1943 a julho de 1944 (9 meses), e os 6 crematórios foram listados na Tabela I. Há alguma ambiguidade na escolha do mês de novembro. Por exemplo, se os crematórios estivessem operacionais 2 meses antes, cerca de 9.000 horas de cremação teriam que ser adicionadas. Contudo, também dever ser notado que nas fotos do crematório de Majdanek só podem ser contados 5 crematórios. Veja, por exemplo, G. Schoenberner13 (página 60).

 

BELZEK, SOBIBOR, KULMHOF, TREBLINKA

Belzek e Sobibor não possuíam crematórios (R. Hilberg5, página 629). Na mesma página, Hilberg suspeita — citando o “Comitê do Livro Negro Judaico” — que Kulmhof possa “ter adquirido um crematório” no final. Nenhuma outra informação é conhecida para mim e portanto, nenhum crematório é listado para Kulmhof.

Para Treblinka, nenhum crematório é reivindicado. G. Reitlinger8 relata “piras funerárias” em Treblinka (página 152). A. R. Butz,4 D. Felderer14 e W. Staglich11 discutiram informações sobre crematórios com muito mais detalhes. Para uma discussão mais precisa, o leitor é, portanto, encaminhado a esses autores. No entanto, minha intenção deliberada foi basear os dados não em descobertas revisionistas — por mais justificadas que sejam —, mas sim em fontes judaicas e comunistas que fizeram da apresentação da teoria do Holocausto seu negócio principal. No entanto, como as fontes divergem amplamente em muitos casos, alguns compromissos tornaram-se inevitáveis.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

10 Nota de Reinhard K. Buchner: Lucy S. Dawidowicz, The War Against the Jews, Bantam, 6ª impressão (1979).

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

12 Nota de Reinhard K. Buchner: Alexander Werth, Russia At War.

13 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerhard Schoenberner, The Yellow Star, Bantam Books, 1979.

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

8 Nota de Reinhard K. Buchner: Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books Limited, 1971.

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

14 Nota de Reinhard K. Buchner: Ditlieb Felderer, Revisionist History, ver por exemplo Revisionist History Nr. 166 e Revisionist History Nr. 167

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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