segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

{Guerra na Síria – retrospectiva 2013} - O Lobby Israelense e a Comunidade Judaica Organizada querem mudança de regime na Síria - por Kevin MacDonald

 

Kevin MacDonald


O presidente Obama está dizendo agora que sua administração decidiu atacar a Síria, mas buscará aprovação do Congresso antes de fazê-lo. Isso configura uma situação realmente interessante se o Congresso não concordar, como parece bem possível.[1]

A ideia de Obama ordenar um ato de guerra na Síria sem apoio internacional significativo e sem um mandato do Congresso sempre foi um quebra-cabeças. Aqui está nosso presidente de extrema esquerda defendendo mais uma guerra no Oriente Médio após se opor à guerra do Iraque quando era senador. O mesmo presidente que tem um relacionamento frio[2] com Benjamin Netanyahu e repetidamente ficou aquém[3] das demandas do Lobby de Israel.

É claro que a justificativa é emoldurada em termos morais — como todas as guerras americanas, mas houve mais do que um toque disso também na preparação para a guerra do Iraque. Aqui, o caso dos falcões se torna mais difícil porque a história das armas de destruição em massa acabou se revelando falsa. Para que não esqueçamos, essa história foi fabricada por agentes pró-Israel, fortemente identificados etnicamente como judeus, ligados ao Escritório de Planos Especiais do Departamento de Defesa, incluindo Paul Wolfowitz, Douglas Feith, Abraham Shulsky, Elliott Abrams, David Wurmser, Michael Ledeen, David Schencker e Michael Rubin, com a cooperação próxima da inteligência israelense (veja aqui, páginas 47 e seguintes).

Os suspeitos neoconservadores habituais[4] do Weekly Standard — incluindo muitas das mesmas pessoas que promoveram a guerra do Iraque — estão pressionando por um envolvimento muito grande dos EUA na Síria. É alucinante ler na declaração desses chamados “especialistas” que o presidente deve agir “para garantir que as armas químicas de Assad não ameacem mais a América”. Sombras de como o Iraque sob Saddam Hussein iria destruir os EUA com suas armas de destruição em massa. Como Assad vai liberar suas armas químicas na América é para se adivinhar.

Dado o forte apoio dos neoconservadores para ação contra a Síria, nós devemos assumir que Israel está inteiramente a bordo com uma campanha dos EUA. Então não é surpreendente que, como no caso da preparação para a guerra do Iraque, a inteligência israelense esteja na frente e no centro: “A maior parte das evidências provando a implantação de armas químicas pelo regime de Assad — o que forneceria bases legais essenciais para justificar qualquer ação militar ocidental — foi fornecida pela inteligência militar israelense, a revista alemã Focus tem relatado” (veja aqui).[5] Isso inclui a muito discutida ligação telefônica interceptada entre oficiais sírios discutindo o uso de armas químicas (Ibid.) e a alegação de que armas químicas foram movidas para o local do ataque (veja aqui)[6].

Eu não tenho conhecimento de evidências de um envolvimento pesado de agentes do Lobby de Israel no lado dos EUA responsáveis por verificar essa inteligência, como foi o caso quando o Lobby de Israel fabricou a justificativa para o desastre do Iraque — sem dúvida o episódio mais traiçoeiro e corrupto da história americana. No entanto, seria preciso ser realmente ingênuo para não suspeitar do envolvimento israelense.

Como muitos têm notado, não faria sentido para Assad lançar armas químicas em um conflito que ele estava vencendo; não faria sentido matar mulheres e crianças; não faria sentido atacar no momento em que os investigadores da ONU chegavam à Síria; não faria sentido incorrer na ira dos moralistas dos EUA ao cruzar a linha vermelha idiota de Obama — idiota porque é um convite aberto para uma operação de bandeira falsa realizada pelos oponentes do regime de Assad.

Uri Avnery afirma[7] que “praticamente todos os líderes políticos e militares israelenses” querem que a guerra civil síria “continue para sempre”. O outro motivo óbvio para Israel e sua quinta coluna nos EUA é dar um golpe contra o Irã, como muitos notaram. O motivo anti-Irã está na frente e no centro do site do AIPAC (“Síria prova urgência em parar o Irã”). [8]Este artigo assume como verdade que Assad usou armas químicas:

O uso de armas químicas pelo regime de Assad destaca o perigo de permitir que os regimes mais perigosos do mundo possuam armas de destruição em massa. Enquanto Israel prepara seus cidadãos para as possíveis ramificações de um ataque químico da Síria, os Estados Unidos devem considerar ramificações potencialmente catastróficas se o Irã, que está apoiando ativamente Assad, adquirir uma capacidade de armas nucleares. … Não podemos permitir que Assad opere com o apoio de seu maior aliado em Teerã apoiado por uma capacidade de armas nucleares. A República Islâmica já está expandindo sua influência por toda a região, movendo equipamentos e recursos militares para a Síria e o Líbano.

Em uma declaração de junho de 2013, o Jewish Institute for National Security Affairs {ou JINSA – traduzido: Instituto Judaico para Assuntos de Segurança Nacional}, assim como o AIPAC, enfatiza[9] as implicações da falha em agir na Síria para a questão maior do Irã:

Em vez de dissuadir a Síria ou o Irã de usar ou buscar armas ilícitas, as linhas vermelhas da administração parecem estar corroendo a credibilidade e a segurança nacional dos EUA. A lição aprendida com a Síria é que impedir um Irã nuclear exigirá uma linha vermelha acionável e verificável. Isso deve incluir um mecanismo confiável para avaliar o progresso do Irã em direção à linha vermelha e alertar sobre sua travessia.

Um artigo no site JINSA {Jewish Institute for National Security Affairs} por Michael Makovsky e Blaise Misztal[10] defende uma resposta “assimétrica” na qual os EUA causariam muito mais danos à Síria do que os causados pelo ataque com armas químicas: “se Washington ordenar uma operação contra o regime de Assad, não deve se conter em quebrar alguns ovos no caminho para a Síria para garantir acesso mais fácil no futuro. Essa abordagem enviaria uma mensagem crível e ameaçadora ao regime para emendar seu comportamento ou enfrentar novos ataques.”

A declaração da ADL {Anti-Defamation League} envolve uma conversa de suplo sentido sobre quem é responsável pelo uso de armas químicas (“Uso de armas químicas na Síria ‘um crime imoral de primeira ordem’”).[11] Por um lado, afirma que o ataque foi realizado “supostamente pelo governo sírio”. Por outro lado, Abe Foxman claramente culpa o governo sírio pelos “horríveis eventos da semana passada”, uma alegação que vai muito além. E, como de costume, o Holocausto é invocado como estabelecendo uma postura moral judaica especial útil para atingir os interesses judaicos:

Por mais de dois anos, o mundo tem sido testemunha do massacre de seus próprios cidadãos pelo presidente Bashar al-Assad. Após os eventos horríveis da semana passada, não há mais dúvidas sobre a natureza brutal e maligna de Assad e seu regime.

Nós saudamos a declaração clara do Secretário Kerry de condenação do uso de armas químicas na Síria e o compromisso dos EUA de trabalhar com aliados para garantir que os responsáveis sejam responsabilizados. O mundo falhou em agir durante o Holocausto e ficou parado durante os genocídios no Camboja e em Ruanda. É um imperativo moral que a comunidade internacional aja agora para evitar mais atrocidades na Síria.

Da perspectiva de Foxman, é difícil ver como “prevenir mais atrocidades” poderia acontecer sem uma mudança de regime.

Claramente, a comunidade judaica organizada não ficará satisfeita com um mero gesto contra Assad, mas quer algo na vizinhança geral de uma mudança de regime. O Washington Institute for Near East Policy[12] tem vários artigos com a mensagem de que um ataque dos EUA precisa ser vinculado a objetivos estratégicos. Robert Satloff[13] (um dos neoconservadores mais desprezíveis[14]) faz um caso ridículo de que a mudança de regime na Síria é do interesse americano:

Dadas as apostas estratégicas em jogo na Síria, que tocam em todos os principais interesses americanos na região, o curso de ação mais sensato é aproveitar a oportunidade da flagrante violação das normas globais pelo regime de Assad para tomar medidas que apressem o fim do regime de Assad. Ao contrário das opiniões dos líderes militares americanos, isso também aumentará a credibilidade do compromisso do presidente de impedir a aquisição de capacidade de armas nucleares pelo Irã, não corroerá a capacidade dos Estados Unidos de aplicá-la.

Igualmente, neoconservadores como Charles Krauthammer[15] (também no topo da lista dos neoconservadores mais desprezíveis[16]) querem que a campanha dos EUA mude o equilíbrio de poder — “uma campanha sustentada com o objetivo de mudar o equilíbrio de forças removendo a vantagem militar decisiva do regime sírio — o poder aéreo”. O que os neoconservadores não querem é um breve ataque que sirva pouco mais do que mostrar o descontentamento dos EUA, deixe Assad no poder e não mude a situação militar.

Então, do ponto de vista israelense e (o que é o mesmo) neoconservador, é ganha-ganha. Uma intervenção séria dos EUA prolongaria minimamente uma guerra que Assad está vencendo, enfraquecendo a Síria e o Hezbollah por muito tempo no futuro. E talvez isso pudesse levar à queda de Assad e a um governo sunita separado do Irã. O Irã e seus aliados são vistos[17] como um inimigo muito mais perigoso de Israel do que as nações árabes[18] e os rebeldes principalmente sunitas que se opõem ao governo de Assad, não importa o quão fanaticamente muçulmanos, odiadores de Israel e na cama com a Al Qaeda eles se mostrem.

A decisão de Obama de consultar o Congresso pode realmente beneficiar o Lobby de Israel porque poderia muito possivelmente fornecer um mandato para muito mais do que um breve ataque que é pouco mais do que um gesto — como Bill Clinton lançando alguns mísseis de cruzeiro no Afeganistão para protestar contra o bombardeio de embaixadas americanas na África. Sem um mandato do Congresso e sem apoio do Reino Unido, Obama dificilmente realizaria o tipo de ataque desejado pelo Lobby. Agora há uma chance.

O atraso fornece uma oportunidade para o Lobby de Israel entrar em alta velocidade para aumentar os números das pesquisas e exercer seu poder sobre o Congresso. Neste momento, não há claramente nenhum mandato popular[19] para uma guerra; apenas 42% são a favor de uma “ampla resposta militar”, e apenas 16% são a favor da mudança de regime desejada pelo Lobby de Israel. Uma porcentagem muito maior, mas ainda longe de um mandato (50%) é a favor do tipo de ação detestada pelo Lobby de Israel — uma resposta limitada envolvendo apenas navios da Marinha dos EUA direcionados às armas químicas.

A aprovação do Congresso também é duvidosa. O senador Rand Paul (representando o Kentucky) tem declarado[20] que as probabilidades são de “50/50” de que a Câmara aprovará força, mas que o Senado “carimbará o que [Obama] quer”. Outros acreditam que até mesmo o Senado será uma “morro acima”.[21]

Então o Lobby de Israel tem um desafio pela frente, mas certamente é factível. Espere uma tempestade de propaganda emanando da mídia mais elitista dos EUA, e muita pressão no Congresso. O Lobby de Israel vê isso como uma batalha preliminar antes da campanha realmente séria por uma guerra com o Irã. Se o Lobby perder esse teste, seria uma indicação clara de que os EUA não têm determinação para atacar o Irã.

A pressão será intensa. Não aposte contra o Lobby.

Tradução por Leonardo Campos

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[7] Fonte utilizada por Kevin MacDonald:

http://www.avnery-news.co.il/english/

[12] Fonte utilizada por Kevin MacDonald:

http://www.washingtoninstitute.org/

Fonte: The Israel Lobby and the Organized Jewish Community Want Regime Change in Syria, por Kevin B. MacDonald, 01 de setembro de 2023, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2013/09/01/the-israel-lobby-and-the-organized-jewish-community-want-regime-change-in-syria/

Sobre o autor: Kevin B. MacDonald (1944 – ) é um professor americano de psicologia na Universidade Estadual da Califórnia. Graduou-se em Filosofia (University of Wisconsin-Madison), fez o mestrado em Biologia (University of Connecticut), Doutorado em Ciências Biocomportamentais (University of Connecticut). É um estudioso das relações da população judaica com os povos ocidentais. É editor do periódico The Occidental Quarterly e do site The Occidental Observer.

            Entre seus principais livros estão: 

            Social and Personality Development: An Evolutionary Synthesis (Plenum 1988).

            The Culture of Critique: A People That Shall Dwell Alone: Judaism As a Group Evolutionary Strategy, With Diaspora Peoples, (Praeger 1994).

            The Culture of Critique: Separation and Its Discontents Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism, (Praeger 1998).

Understanding Jewish Influence: A Study in Ethnic Activism (Praeger 2004).

The Culture of Critique: An Evolutionary Analysis of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements, (Praeger 1998). 

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

 Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Será que Israel acabou de experimentar uma “falha de inteligência” ao estilo do 11 de Setembro? Provavelmente não. Aqui está o porquê - por Kevin Barrett

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Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

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Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

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Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber


Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber 

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

 O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

domingo, 8 de dezembro de 2024

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

 

Michael Chossudovsky


“Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito.

O golpe de Estado de 8 de dezembro em Damasco foi liderado por terroristas jihadistas apoiados pelos EUA-OTAN-Israel.

O Presidente Bashar al-Assad tem deixado o país. O Golpe de Estado na Síria tem semelhanças como Euro-Maidan da Ucrânia de março de 2014, o qual foi marcado por um Golpe de Estado pelo patrocínio dos EUA e apoiado por dois partidos nazistas e terroristas, o Sector Direito e Svoboda.

Os atores principais na mudança de Regime de 8 de dezembro de 2024, que foram rotulados pela mídia como “rebeldes” são mercenários “islâmicos”, todos apoiados pela inteligência Ocidental e israelense.

De acordo com a BBC, a “democracia” será restabelecida sob a liderança do líder rebelde Abu Mohammed al-Jawlani. O que a mídia falha em mencionar é que Abu Mohammed al-Jawlani, é o líder de uma entidade terrorista islâmica intitulada Tahrir al-Sham, a qual era anteriormente afiliada à Al-Qaeda.

Diz-se que Abu Mohammed al-Jawlani serviu como: “o segundo Emir de Tahrir al-Sham desde 2017. Antes de cortar laços com a Al-Qaeda em 2016, Julani tinha servido como Emir da extinta Frente al-Nusra, antigo braço sírio da Al-Qaeda.

E o Ocidente aplaude, celebrando a vitória do Tahrir al-Sham. Seu objetivo obscuro é instalar um Estado Islâmico liderados por seus intermediários terroristas.

Não há evidências de apoio popular em massa aos terroristas. (veja imagens abaixo)




Políticos ocidentais, incluindo a (corrupta) Presidente da União Europeia, von Der Leyen, aplaudem “a queda da “ditadura cruel” do Presidente Bashar al-Assad.

O Governo secular de Al-Assad travou, ao longo dos últimos 13 anos, uma guerra contra terroristas patrocinados pelos EUA-OTAN-Israel. Está amplamente documentado. Ele tem enorme apoio popular. Ele foi reeleito em maio de 2021.



Hoje, nosso coração e nossa mente estão com o povo da Síria que lutou contra os terroristas patrocinados pelos EUA-OTAN-Israel ao longo dos últimos 13 anos.

Michel Chossudovsky, 8 de dezembro de 2024.

 

O artigo seguinte foi publicado em setembro de 2017. O autor esteve em Damasco no mês que antecedeu o início da guerra, de 17 a 18 de março de 2011.

Guerra não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria

Por Michel Chossudovsky

Setembro 2017

INTRODUÇÃO

Desde o Dia 1 em março de 2011, os islâmicos “guerreiros da liberdade” eram apoiados, treinados e equipados pela OTAN e pelo Alto Comando turco.

Os oito conceitos a seguir têm intenção de esclarecer a natureza da guerra na Síria, a qual teve início mais de 13 anos atrás em 17-18 março de 2011.

Nunca foi uma “guerra civil”. Era na verdade uma não-declarada guerra de agressão utilizando terroristas ligados à al-Qaeda como soldados de infantaria para EUA-OTAN e seus aliados no Oriente Médio.

Desde o primeiro dia, terroristas estavam envolvidos em assassinatos de civis.

O conflito teve início em Daraa como uma insurgência integrada por mercenários salafitas.

A maior parte do que é apresentado abaixo é respaldado por fontes de informação oficiais e das principais vertentes.

 

1 - O “Movimento de Protesto” em Daraa em 17-18 de março de 2011

Daraa é uma pequena cidade fronteiriça. Movimentos nacionais de protestos são invariavelmente iniciados em grandes áreas urbanas.

Os “protestos” de Daraa tiveram todas as aparências de um evento encenado envolvendo apoio secreto a “terroristas islâmicos”.

Fontes governamentais apontam para o papel de grupos salafitas radicais. Como um coro, a mídia Ocidental descreveu os eventos em Daraa como um protesto de movimentos contra Bashar al-Assad. Tacitamente reconhecidos pela mídia, muitos dos alegados “manifestantes” eram assassinos profissionais.

Uma ironia amarga, as mortes das forças policiais foram maiores do que as dos “manifestantes”. Isso não foi um protesto, mas sim uma insurgência armada.

Em Daraa, atiradores de elite nos topos dos prédios estavam mirando tanto policiais como protestantes.

Lendo as entrelinhas das reportagens dos noticiários israelenses e libaneses (que reconheciam as mortes dos policiais), surgiu uma imagem mais clara do que aconteceu em Daraa nos dias 17 e 18 de março.

O noticiário Israel National News (que não pode ser acusado de ser tendencioso em favor de Bashar al-Assad) confirmou que:

“Sete policiais e ao menos quatro manifestantes foram mortos em contínuos confrontos violentos que eclodiram na cidade de Daraa, no sul, na última quinta-feira... e a sede do Partido Baath e o Tribunal foram incendiados, em nova onda de violência no domingo. (Gavriel Queenann, Síria: Sete policiais mortos, prédios incendiados em protestos, Israel National News - Arutz Sheva, 21 de março de 2011,*1 ênfase adicionada).

A reportagem libanesa também reconheceu o assassinato de sete policiais em Daraa.

[Eles foram mortos] “durante confrontos entre as forças de segurança e manifestantes... Eles foram mortos tentando afastar os manifestantes durante a manifestação em Dara’a”

A reportagem do libanês Ya Libhan citando a al-Jazeera também reconheceu que os manifestantes tinham “queimado a sede do Partido Baath e o tribunal de Dara’a (ênfase acrescentada)

Essas notícias sobre os eventos em Daraa confirmaram que, desde o início, este não foi um “protesto pacífico”, como afirmado pela mídia ocidental.

Além disso, a partir de uma avaliação dos números iniciais de vítimas (Israel News), houve mais policiais do que “manifestantes” que foram mortos.

Isto é significante, pois sugere que a força policial pode ter sido inicialmente superada em número por uma gangue armada e bem organizada de assassinos profissionais.


2 - Recrutamento e treinamento de terroristas desde o início de 2011

Desde o primeiro dia, os “guerreiros da liberdade” islâmicos foram apoiados, treinados e equipados pela OTAN e pelo Alto Comando da Turquia. De acordo com fontes de inteligência israelense:

A Sede da OTAN em Bruxelas e o Alto Comando turco estão nesse momento elaborando planos para seu primeiro passo na Síria, que é armar os rebeldes com armas para combater os tanque e helicópteros decapitando assim a repressão do regime de Bashar al-Assad à dissidência... Estrategistas da OTAN estão pensando mais em termos de despejar grandes quantidades de foguetes antitanque e antiaéreos, morteiros e metralhadoras pesadas nos centros de protestos para repelir as forças blindadas do governo. (DEBKAfile, OTAN está para dar armas antitanque à rebeldes, 14 de agosto de 2011)*2

Esta iniciativa, que também foi apoiada pela Arábia Saudita e Qatar, envolveu um processo de recrutamento organizado de milhares de “guerreiros da liberdades” jihadistas, que lembra o alistamento dos Mujahideen para travar a Jihad (Guerra Santa) da CIA no auge da Guerra Soviético-Afegã:

Também discutida em Bruxelas e Ancara, nossas fontes relatam, é uma campanha para alistar milhares de voluntários muçulmanos em países do Oriente Médio e no mundo muçulmano para lutar ao lado dos rebeldes sírios. O Exército turco abrigaria esses voluntários, os treinaria e garantiria sua passagem para a Síria. (Ibid, ênfase adicionada)

Esses mercenários foram posteriormente integrados a organizações terroristas patrocinadas pelos EUA e aliados, incluindo al-Nusrah e ISIS.

 

3- Junho de 2014. A encenada “Invasão” do Iraque pelo ISIS

O Estado Islâmico é protegido pelos EUA e seus aliados.

Se quisessem eliminar as brigadas do Estado Islâmico, poderiam ter bombardeado com um “tapete” os seus comboios de caminhões Toyota quando atravessaram o deserto da Síria para o Iraque em junho de 2014.

 


O Deserto sírio-árabe é um território aberto (veja mapa abaixo). Com aeronaves de caça a jato de última geração (F15, F22 Raptor, CF-18), teria sido – de um ponto de vista militar – uma operação cirúrgica rápida e conveniente.

Mas o objetivo não era eliminá-los, o objetivo era apoiá-los.

 


4 - Setembro de 2014. “Campanha Antiterrorismo” de Obama. Ataques aéreos dos EUA-OTAN e da Coalizão “Humanitária” “dirigidos contra o ISIS”

Em setembro de 2014, Obama ordenou uma campanha de bombardeio “antiterrorista” contra o ISIS na Síria e no Iraque. Esta grande campanha de bombardeio foi iniciada dois meses após a entrada do comboio de caminhonetes Toyota do ISIS no Iraque em junho de 2014. A campanha de bombardeio entrou agora em seu terceiro ano. Seu objetivo NÃO era ir atrás do Estado Islâmico (ISIS-Daesh). A coalizão consistia em cerca de 40 países, cinco monarquias árabes aliadas, que são conhecidas por darem apoio tanto ao ISIS quanto à al-Qaeda. A “coalizão de 40 nações que lançou mais de 200 ataques aéreos na Síria em uma única noite com aviões de caça de última geração dos EUA e ajuda de cinco monarquias árabes aliadas” Entre os sistemas de armas avançados supostamente usados ​​contra o ISIS estava o F-22 Raptor.

O número total de incursões dos EUA e de sua coalizão contra a Síria e o Iraque é da ordem de 111.410. Isso se traduz em uma média de 147 incursões por dia (em um período de 755 dias).

·               Mais de 8300 ataques foram realizados contra a Síria, de acordo com fontes do Departamento de Defesa dos EUA;

·               As incursões sem ataque foram usadas para fins de reconhecimento, logística e coordenação com comandos terroristas em terra;

·               31.900 alvos na Síria e no Iraque foram atingidos por aviões de guerra dos EUA (veja tabela abaixo), incluindo prédios públicos, áreas residenciais e infraestrutura econômicas (tudo isso travado em uma campanha falsa contra o ISIS-Daesh).

Em um período de dois anos (Setembro-2014 a Setembro-2016).

É tudo por uma boa causa. Nenhum desses ataques foram direcionados ao povo sírio, de acordo com pronunciamentos oficiais.

E essas declarações humanitárias nunca foram contestadas pela mídia ocidental.

A iniciativa foi parte da “Guerra Global contra o Terrorismo”. Ela violou o direito internacional. Estamos lidando com extensos crimes de guerra direcionados contra o povo da Síria e do Iraque.

           

5 – 2014-2016: 31.900 “Alvos Danificados/Destruídos” por Ataques Aéreos dos EUA e da Coalizão

        


                           

6 - O custo da Campanha Aérea de Obama: U$ 9,3 bilhões

755 dias, 12,3 milhões de dólares por dia desde agosto de 2014.

Esses são os custos da destruição do Iraque e da Síria, morte de dezenas de milhares de sírios, iniciando uma crise de refugiados. Esses custos são, em última instância, financiados pelos pagadores de impostos americanos. Nós estamos lidando com uma conduta extensiva de crimes de guerra. A mídia tradicional se mantêm em silêncio sobre o caso.

Esses 12,3 milhões de dólares por dia são o custo da destruição da Síria e do Iraque e pela morte de seus povos.

 Na tabela acima é fornecido o detalhamento “oficial”, os números referem-se aos ataques dos EUA contra a Síria e o Iraque.

31.900 alvos como parte da Guerra contra o Terrorismo. Ironicamente, o número de terroristas tem aumentado drasticamente como resultado da campanha “antiterrorista”, sem mencionar o apoio internacional da OTAN na campanha de recrutamento de terroristas.


7 - Armas norte americanas para ISIS e al-Qaeda

De acordo com Jane´s Defence Weekly,*3 citando documentos divulgados pelo Federal Business Opportunities (FBO) do governo dos EUA*4, os EUA – como parte de sua “campanha antiterrorista” – forneceram aos rebeles sírios [também conhecidos como al-Qaeda moderada] grandes quantidades de armas e munições.

Os EUA e seus aliados (incluído Turquia e Arábia Saudita) têm se apoiado no comércio ilícito de armamento leve produzido na Europa Oriental, nos Balcãs, China, etc. para entregar aos grupos rebeldes na Síria, incluindo o ISIS-Daesh e al-Nusrah. Por sua vez, operando a partir das Colinas de Golã ocupadas, as IDF {Forças de Defesa de Israel} de Israel forneceram armas, munições e apoio logístico aos rebeldes da al-Qaeda que operam no sul da Síria.

Enquanto os aliados de Washington no Oriente Médio realizam transações obscuras em um mercado aquecido de armas leves, uma parte significativa dessas remessas ilícitas de armar é, no entanto, encomendada diretamente pelo governo dos EUA.

Essas remessas de armas não são realizadas por meio de transferências de armas aprovadas internacionalmente. Embora seja o resultado de uma aquisição do Pentágono (ou do governo dos EUA), não são registrados como ajuda militar “oficial”. Eles usam comerciantes privados e empresas de transporte dentro do reino de um próspero comércio ilícito de armas leves.

Baseado no exame de uma única remessa patrocinada pelo Pentágono em dezembro de 2015, de mais de 990 toneladas, pode-se concluir razoavelmente que a quantidade de armas leves nas mãos dos rebeldes da “oposição” dentro da Síria é substancial e excessivamente grande.

 

Documentos liberados pelo Federal Business Opportunities (FBO) do governo dos EUA, em seu site, nos tem fornecido uma indicação dos tipos e numerações das armas do Leste Europeu e munições que os EUA estão abastecendo os grupos rebeldes sírios como parte do programa que continua desprezando o amplamente respeitado cessar fogo daquele país. O FBO liberou duas solicitações nos últimos meses procurando por transportadoras para enviar material explosivo do Leste Europeu para o Porto de Aqaba, na Jordânia, em nome do Comando de Transporte Marítimo Militar da Marinha dos EUA. Divulgado em 3 de novembro de 2015, a primeira solicitação procurava um empreiteiro para envia 81 containers de carga que incluía material explosivo de Constanta, na Romênia, para Aqaba. A solicitação ulteriormente atualizada um detalhamento com o romaneiro que mostrava uma carga com um total de 994 toneladas, pouco abaixo da metade da qual seria descarregada em Agalar, um píer militar próximo a cidade turca de Tasucu, na outra metade de Aqaba. A carga listada neste documento incluía rifles AK-47, metralhadores de uso geral PKM, metralhadoras pesadas DShK, lançadores de foguetes RPG-7 e sistemas (ATGW) de armas guiadas antitanque 9K111 Faktoria. A Faqtoria é uma versão aprimorada do ATGW Fagot 9K111, a diferença primária é que o míssil tem uma ogiva tandem para derrotar a armadura de explosivos radioativos (ERA) que alguns tanques possuem. 


8 - Armas “Made in Canadá” entregues pela Arábia Saudita, um Estado patrocinador do Terrorismo

O acordo de Ottawa com a Arábia Saudita é coordenado com Washington. Ele serve essencialmente à agenda militar do Pentágono no Oriente Médio, que canaliza bilhões de dólares para o complexo industrial militar dos EUA.

Amplamente documentado, a Arábia Saudita é o patrocinador estatal de “grupos de oposição” afiliados a al-Qaeda na Síria, incluindo o Estado Islâmico (ISIS). Riad  – agindo em ligação e em nome de Washington – desempenha um papel central no financiamento do Estado Islâmico (ISIS), bem como no recrutamento, treinamento e doutrinação religiosa de forças mercenárias terroristas implantadas na Síria e no Iraque.

O que isso significa é que o Canadá está vendendo armas para um país que está apoiando e patrocinando organizações terroristas. Além disso, a Arábia Saudita está atualmente envolvida em uma guerra de agressão contra o Iêmen, em flagrante derrogação ao direito internacional.

As armas são “Made in Canadá” produzidas pela General Dynamics Land Systems, Londres, Ontário, uma subsidiária da empresa de defesa norte-americana General Dynamics.

General Dynamics tem subsidiárias em 43 países incluindo o Canadá.


General Dynamics Land Systems – Canadá é parte da General Dynamics Land Systems, que é uma subdivisão da Combat Systems Grupo Empresarial da Corporação General Dynamics. Nós somos líderes plataformas de veículos blindados leves e sub-sistemas de integração. Nós somos igualmente adeptos da resignificação, melhoramentos e serviços de reparos, e suporte total a frota.


A posição oficial de Ottawa é que essas armas, que incluem “veículos de combate com metralhadoras e canhões antitanque”, devem ser usadas pela Arábia Saudita somente para fins de defesa nacional. Elas não devem ser usadas contra civis.

Os oponentes do acordo de armas de US$ 15 bilhões do Canadá com a Arábia Saudita levaram Ottawa ao tribunal. A ação foi liderada pelo professor de direito Daniel Turp junto com estudantes da Universidade de Montreal. Em um julgamento recente (23 de janeiro) pelo Tribunal Federal em Montreal, o caso foi rejeitado: “A juíza Daniele Tremblay-Lamer decidiu que o papel do tribunal não era “passar julgamento moral” sobre a decisão do então ministro das Relações Exteriores Stéphane Dion de emitir licenças de exportação permitindo o acordo.”

 

9 - A Liberação de Aleppo                              

Enquanto Aleppo foi liberada contra o flagelo do terrorismo apoiado pelos EUA-OTAN, a maioria da grande mídia está acusando as forças do governo sírio de cometer atrocidades contra civis, descrevendo Aleppo como uma crise humanitária. O que eles deixam de mencionar é que, nos últimos quatro anos, a parte oriental de Aleppo foi ocupada por terroristas da al-Qaeda, que agora são mantidos como rebeldes de “oposição”.

Os terroristas são descritos como vítimas da agressão do governo sírio. Desde o início, as atrocidades cometidas pelos terroristas são casualmente atribuídas às forças do governo sírio e seus aliados.

Tradução por Dignus {academic auctor pseudonym - studeo liber ad collegium}

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

*1 Fonte utilizada por Michel Chossudovsky:

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/143026b

*2 Fonte utilizada por Michel Chossudovsky:

http://www.debka.com/article/21207

*4 Fonte utilizada por Michel Chossudovsky: https://www.fbo.gov/



Fonte: Undeclared US-NATO-Israel War of Aggression against Syria: “Al Qaeda Terrorism” to Wage a Coup d’Etat against an Elected Secular Government, por Michel Chossudovsky, 28 de janeiro de 2017 e 08 de dezembro de 2024, Global Research.

https://www.globalresearch.ca/syria-undeclared-us-nato-war-of-aggression-using-al-qaeda-terrorism-as-an-instrument-of-death-and-destruction/5571339

Sobre o autor: Michel Chossudovsky (1946 - ), filho de judeus russos, graduado na Ecole internationale, Genebra, Maturité fédérale suisse, 1962;  Bacharel em Economia na Universidade de Manchester, Reino Unido em 1965; Diploma em Planejamento Econômico, Instituto de Estudos Sociais, Haia, Holanda, 1967; e Ph.D. Departamento de Economia, Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, NC, EUA. 1971.

Também é um autor premiado, professor de economia (emérito) da Universidade de Ottawa, fundador e diretor do Centro de Pesquisa sobre Globalização (CRG), Montreal, editor de pesquisa global. Lecionou como professor visitante na Europa Ocidental, Sudeste Asiático, Pacífico e América Latina. Ele atuou como consultor econômico de governos de países em desenvolvimento e atuou como consultor de várias organizações internacionais. Também é colaborador da Encyclopaedia Britannica. Seus escritos foram publicados em mais de vinte idiomas. Em 2014, recebeu a Medalha de Ouro pelo Mérito da República da Sérvia por seus escritos sobre a guerra de agressão da OTAN contra a Iugoslávia. Ele pode ser contatado em crgeditor@yahoo.com . Ele é autor de onze livros, incluindo dois traduzidos ao português:

A Globalização da Pobreza, Editora Moderna, 1 edição 1999.

Guerra e Globalização - Antes e Depois de 11 de Setembro de 2001, Editora Expressão Popular, 2004.

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Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

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Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

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