sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 3

  Continuação de Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 2

Robert Faurisson


5. EXTRATOS DO DIÁRIO: MINHAS EXPLICAÇÕES E MEUS COMENTÁRIOS

Eu noto primeiro que esses extratos não contêm nem a palavra “gaseamento” nem a expressão “câmara de gás.”

O diário do Dr. Kremer era um diário privado. O médico se expressou livremente ali. Ele expressou francamente seu horror ao campo. Ele não mede palavras. Ele compara o que vê a uma visão de Dante. Pode-se, portanto, pensar que, se ele tivesse visto aqueles virtuais matadouros humanos que teriam sido as “câmaras de gás,” ele teria mencionado aquele horror absoluto. O Dr. Kremer, como cientista, não teria ao menos notado alguns detalhes físicos precisos sobre esses matadouros os quais, na história da ciência, teriam sido uma invenção surpreendentemente extraordinária?

Mas vamos começar pelo início. O Dr. Kremer de fato escreveu o que dizem que ele escreveu? A resposta para essa questão é não, absolutamente não. Seu texto tem sido gravemente distorcido.

Este é mesmo o trabalho de um falsificador. Como exemplo eu vou reproduzir o texto na versão dada por Georges Wellers mas eu vou inserir nele, em maiúsculas em itálico, o que ele omitiu e vou inserir no lugar de Sonderaktion e de extermínio, que são interpretações errôneas, as duas palavras que se encaixam; Também vou colocá-los em letras maiúsculas. Portanto, aqui está o texto traduzido do original alemão (ver documento NO-3408 no Arquivo Nacional):

2 de setembro de 1942: Esta manhã, às 3 horas, eu estive presente FORA pela primeira vez em uma AÇÃO ESPECIAL. Comparado a isso, O Inferno de Dante PARECE PARA MIM QUASE uma comédia. Não é sem razão que Auschwitz é chamado O campo da ANIQUILAÇÃO!

Todo texto deve ser escrupulosamente respeitado, especialmente quando o texto é suposto servir de base para uma demonstração chocante e para uma acusação terrível. A ocultação da palavra FORA é muito séria. Por que, depois de nos ter dado a indicação da hora, a indicação do lugar tem sido ocultada? O texto alemão diz: DRAUSSEN {LADO DE FORA, em alemão}. O Dr. Kremer não estava em um lugar fechado como uma câmara de gás teria sido. Ele estava “fora,” “do lado de fora.” Sem dúvida, esse detalhe não é muito claro, e talvez significasse “fora do próprio campo,” mas não se deve esconder essa possibilidade.

{O judeu-francês George Wellers (1905-1991) graduado em medicina na França,
todavia, detém também status de historiador, mesmo sem graduação em História,
 e sob  tal  situação foi nomeado autoridade em História em várias organizações 
que lidam com   História, especialmente do alegado Holocausto 
 (nominalmente a Commission historique du Mémorial du martyr juif inconnu)
 e sua descrição na Wikipedia em francês também é a de que é historiador.
Fonte da imagem: Philosophie de la Shoah.}

Para a Sonderaktion, Wellers tinha mantido a palavra alemã; na aparência, isso é evidência de escrúpulo e cuidado; na realidade, é um truque inteligente. Aliás, essa palavra, pelo menos para um leitor francês, tem um som perturbador, germânico, bárbaro, e só pode esconder coisas horríveis. Mas há ainda mais: pouco antes de citar essa entrada {do diário} do Dr. Kremer, Wellers, em seu artigo no Le Monde, escreveu: “[Kremer] tinha participado da seleção para as câmaras de gás (Sonderaktion).” Em outras palavras, Wellers impõe ao seu leitor a seguinte mentira: em seu diário, o Dr. Kremer disse em tantas palavras: “esta manhã, às 3 horas, eu estive presente a uma seleção para as câmaras de gás.”

Nós vemos muito bem agora que não era nada disso. O Dr. Kremer se contentou em falar de uma “ação especial.” O que ´e que se deve entender por essa expressão? Para algumas pessoas que, como eu, duvidam da existência das “câmaras de gás” homicidas, é absurdo responder, como faz Wellers, postulando sua existência uma vez como um fato aceito. Suponha que alguém não acredite na existência de discos voadores. A tal pessoa não se poderia fazer um retorto que esses discos existem, pois, em tal e tal relatório da polícia, está escrito: “Uma testemunha declara que ele viu alguma coisa especial no céu” – “Algumas testemunhas notaram no céu alguns fenômenos não usuais.” Portanto, por enquanto, a única tradução honesta – se não muito clara – de Sonderaktion só poderia ser “ação especial.” Eu voltarei mais tarde ao significado provável desta palavra sobre a qual, por enquanto, nós não temos o direito de especular.

O Dr. Kremer não escreveu em seguida: “Comparado a isso, o Inferno de Dante parecia ser uma comédia,” mas: “Comparado a isso, o Inferno de Dante parecia PARA MIM QUASE uma comédia.” Aqui, a ocultação de três palavras por Wellers talvez não seja muito importante, mas contribui, à sua maneira modesta, para violentar o sentido do texto, sempre com vistas a produzir o mesmo efeito. Há uma certa diferença entre “parecia para mim”, em que se sente um amaciamento, e “parecia ser” o qual é mais afirmativo. O Dr. Kremer não transformou uma impressão a qual lhe era pessoal em uma impressão comum a todo um grupo humano. Em certo sentido, ele não afirmou: “Inferno de Dante apareceu aqui para todos ao meu redor como uma comédia”; se o tivesse afirmado, poder-se-ia supor que assistiu a uma cena inquestionavelmente dantesca. Na realidade, ele contentou-se com uma confiança de tipo pessoal e, com efeito, ele escreveu: “Aqui o Inferno de Dante apareceu A MIM, que acabava de chegar (essa impressão é pessoal para mim, mas outros talvez possam compartilhá-la) QUASE COMO uma comédia.” Em outras palavras, a cena é certamente horrível para este médico que acaba de chegar pela primeira vez em sua vida em um campo de concentração, mas não ao ponto de decretar que o Inferno de Dante é obviamente uma comédia para todos em comparação com esta cena.

Mas há algo muito mais sério que Georges Wellers tem feito o texto de Kremer passar de modo assujeitado. Kremer não disse que Auschwitz era “chamado de campo de extermínio,” o que, no original alemão, teria sido: “genannt Vernichtungslager.”

Na realidade, nós lemos no original alemão:

“genannt DAS Lager DER Vernichtung” (“chamado O campo Da aniquilação”).

Se Wellers tivesse respeitado a presença dos dois artigos e tivesse ele dado a “Vernichtung” o sentido de “extermínio” o qual é indispensável à sua tese exterminacionista {tese daqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu}., ele teria obtido a seguinte frase: “Não é sem razão que Auschwitz é chamado o campo de extermínio.” Assim construída, a frase soa bizarra tanto em alemão e em francês. Isso tem de ser para nós o sinal de que uma palavra do texto indubitavelmente tem sido mal traduzida. Essa palavra, como veremos mais adiante, é “Vernichtung.” O contexto nos revelará que essa palavra não deve ser traduzida como “extermínio” (um significado que pode muito bem ter em outros contextos), mas por “aniquilação.” Não há aqui extermínio, crime de morte premeditado, assassinato, matança, nem massacre; não há os resultados de um ato, uma ação ou uma vontade; não há aqui nada de “campo onde eles exterminam,” não há aqui “campo de extermínio” (expressão inventada pelos vencedores, alguns anos depois de 1942, para designar campos alegadamente dotados de “câmaras de gás”). O que há aqui na realidade é uma aniquilação; homens e mulheres são reduzidos a definhar; eles são aniquilados, reduzidos a nada pelas epidemias e principalmente por aquela doença cujo nome “tifo” (em grego tũpos) significa precisamente: torpor, estupor, uma espécie de letargia, uma rápida destruição das faculdades, às vezes até o ponto de morte. Auschwitz não é “um campo de extermínio” (uma expressão anacrônica, e sabemos que o anacronismo é um dos sinais mais confiáveis da presença de uma falsidade), mas o campo, sim, de fato, o campo por excelência da aniquilação geral. Sem dúvida, no momento de assumir seu posto em Auschwitz, este recém-chegado, Dr. Kremer, tinha ouvido seus colegas dizerem: “Você sabe, este campo, eles chamam de campo de aniquilação. Olhe ao redor a tifo! Você mesmo também corre o risco de contraí-la e morrer disso.”

E, no final de sua entrada no diário de 2 de setembro de 1942, o Dr. Kremer coloca um ponto de exclamação. Esse ponto indica a emoção do médico. Se o ocultarmos, como faz Wellers, a frase assume outro tom: talvez se acredite que o médico seja cruel e cínico. Alguém poderia acreditar que o Dr. Kremer pensou friamente: “O campo de Auschwitz é chamado de ‘campo de extermínio’.” Assim é. É de fato. Vamos aceitar as coisas como elas são. Na realidade, ele está sobrecarregado.

Por falta de tempo, eu não posso me dedicar à crítica dos textos dados por Léon Poliakov, por Serge Klarsfeld, pelas autoridades do Museu Estatal de Oświecim, da tradução oficial do documento NO-3408, etc. gostaria de apontar um fato especialmente grave. Diz respeito aos tribunais alemães. O tribunal de Münster que, em 1960, julgou o Dr. Kremer, simplesmente pulou a palavra Draussen {lado de fora, em alemão} quando reproduziu o verbete da entrada do diário de 2 de setembro de 1942. Empilhou-se outras desonestidades graves. Aqui está um exemplo deles: para dominar o Dr. Kremer, o tribunal apelou para o “Calendário de Eventos em Auschwitz” conforme ele foi elaborado pelas autoridades comunistas na Polônia. Já é estranho que um tribunal no mundo ocidental mostre confiança em um documento elaborado por stalinistas. Mas há mais. Os tribunais têm estabelecido que, para a maioria dos comboios que chegaram ao campo, os poloneses em seu “Calendário” indicaram com extraordinária precisão o número de pessoas “gaseadas.” Desde que nós sabemos que, de acordo com a literatura padrão exterminacionista {aqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu}, as pessoas “gaseadas” não eram objeto de qualquer contabilidade, de qualquer contagem, um homem honesto poderia somente se espantar grandemente ao ler neste “Calendário” que, desde o tempo em que o Dr. Kremer estava em Auschwitz, eles tinham, em tal e tal dia, “gaseado” 981 pessoas e, em outro dia, 1.594 outras pessoas. Também, o tribunal de Münster usou cinicamente um subterfúgio. Reproduziu em seu texto inúmeras citações do “Calendário” e enquanto fazendo claro que se tratava deste “Calendário,” mas... cada vez que o “Calendário” usa a palavra “vergast” (“gaseado”), o próprio tribunal substituiu essa palavra desajeitada pela palavra “umgebracht” (“morto”). Assim, o leitor do julgamento de Münster está enganado. Quem quer que possa achar suspeito que possam falar sobre “981 gaseados” ou sobre “1594 gaseados,” facilmente deixa que falem sobre “981 mortos” ou sobre “1594 mortos.”

Finalmente, duas observações sobre as entradas que não a de 2 de setembro: (1) A expressão anus mundi não seria apropriada, me parece, para cenas de “gaseamento,” mas sim para uma cena repugnante e nauseante de grupos de pessoas caídas vítima de doenças repugnantes, de disenteria, etc. (2) Quando o Dr. Kremer diz que ele esteve presente em uma ação especial em tempo chuvoso, frio ou em tempo cinzento e chuvoso de outono, é provável que essas ações tenham ocorrido fora no ao ar livre, e não em uma câmara de gás.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

 Continua em Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 4



Fonte: Confessions of SS men who were at Auschwitz, por Robert Faurisson, The Journal for Historical Review, verão de 1981, volume 2, nº 2, página 103.

http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p103_Faurisson.html

Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), teve por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire: la question des chambres à gaz), Editora La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

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Relacionado, leia também:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber

O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 2

 Continuação de Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1

Robert Faurisson


Para começar, deixo-nos ver alguns extratos de seu diário privado, escrito durante sua curta estada em Auschwitz, e então as explicações que ele deu a esses trechos, após a guerra, para seus carcereiros poloneses, explicações que ele manteve mais tarde em 1960, no julgamento que teve lugar em Münster (Vestfália) e no julgamento dos guardas de Auschwitz, em 1964, em Frankfurt-sobre-Maine. O nome do Professor Doutor Kremer não deve ser confundido com o de Josef Kramer. Este último teve posições elevadas sucessivamente no campo de Struthof-Natzweiler (Alsácia), então a seguir em Auschwitz-Birkenau e finalmente em Bergen-Belsen. No caso dele também houve várias confissões. Todas são interessantes para estudar. Sobre a alegada “câmara de gás” homicida em Struthof, eu gostaria de salientar que os franceses não arrancaram dele, como eu até recentemente ainda acreditava, somente uma única confissão, mas, como descobri recentemente, duas totalmente absurdas, maravilhosas e surpreendentes confissões contraditórias. De um as pessoas às vezes falam, enquanto a outra foi cuidadosamente mantida escondida. Eu falarei um dia sobre isso, bem como sobre os dois relatórios dos Tribunais Militares franceses sobre aquela “câmara de gás” de Struthof: aquele, realmente infantil, que conclui sobre a existência de “gaseamentos”; e outro, que desapareceu dos arquivos da Justiça Militar, o qual chega à conclusão contrária: esse relatório, de 1º de dezembro de 1945, foi feito pelo eminente toxicologista professor Rene Fabre.

 

1. EXTRATOS DO DIÁRIO DO DR. JOHANN PAUL KREMER (MÉDICO EM AUSCHWITZ DURANTE O VERÃO DE 1942), SELECIONADO E APRESENTADO PELOS HISTORIORES OFICIAIS (LEON POLIAKOV, GEORGES WELLERS, SERGE KLARSFELD, ...)

2 de setembro de 1942: Esta manhã, às três horas, estive presente pela primeira vez em um Sonderaktion. Comparado a isso, o Inferno de Dante parece ser uma comédia. Não é sem razão que Auschwitz é chamado de campo de extermínio. (a versão de Georges Wellers, em Le Monde, 29 de dezembro de 1978, página 8; o autor explica de antemão que um Sonderaktion é uma “seleção para as câmaras de gás.”)

Às três horas da manhã, assisti pela primeira vez a uma “ação especial” (assim se referiam eles à seleção e assassinato nas câmaras de gás). Em comparação com o Inferno de Dante, isso me parecia quase uma comédia. Não é sem razão que chamam Auschwitz de campo de extermínio.

(a versão de Serge Klarsfeld, em Le Mémorial de la Déportation des Juifs de France [Memorial à Deportação dos Judeus da França,] 1978, página 245; o autor tem obviamente reproduzido a página 48 de um livro (não datado) publicado na Polônia pelo Comitê Internacional de Auschwitz sob o título KL Auschwitz; Arbeit Macht Frei [Campo de concentração de Auschwitz / O trabalho faz você livre], 96 páginas.)

Esta manhã, às três horas, eu estive presente pela primeira vez numa “ação especial.” Em comparação, o inferno de Dante me parecia uma comédia. Não é à toa que Auschwitz é chamado de campo de extermínio.

(Versão de Léon Poliakov, em Auschwitz, Collection Archives Gallimard / Julliard, 1973, página 40).

Para esta primeira data de 2 de setembro, eu tenho citado três versões. Para as seguintes datas, contentar-me-ei em citar uma única versão: a versão oficial do Museu do Estado de Oświecim (Auschwitz), tal como apareceu em Auschwitz vu par les SS (Auschwitz Visto pela SS), tradução francesa, 1974. Limitar-me-ei intencionalmente apenas ao que os historiadores oficiais têm o hábito de citar em suas obras e apenas ao que, aos olhos das autoridades do Museu do Estado de Auschwitz, tenderia a comprovar que o Dr. Kremer tinha participado nos “gaseamentos” de seres humanos.

5 de setembro de 1942: Este meio-dia esteva presente em uma ação especial no acampamento das mulheres (“muçulmanas”) - o mais horrível de todos os horrores. Hscf. Thilo, cirurgião militar, tem razão quando ele me disse hoje que estávamos localizados aqui no “anus mundi” [ânus do mundo]. À noite, por volta das 20h. outra ação especial com uma seleção vinda da Holanda. Os homens competem para participar dessas ações conforme eles conseguem porções adicionais então -1/5 litro de vodca, 5 cigarros, 100 gramas de salsicha e pão. Hoje e amanhã (domingo) de plantão.

No dia seguinte, o Dr. Kremer disse que ele tinha tido um excelente almoço. Em numerosas ocasiões, seu diário contém dessa forma alguns comentários sobre comida. Os historiadores costumam citar essas observações para mostrar o cinismo do médico; dizem que as atrocidades das “câmaras de gás” não ferem seu apetite. O Dr. Kremer menciona uma ação especial no domingo, 6 de setembro às 8 horas da noite, depois na noite de 9 de setembro, então na manhã de 10 de setembro, e então na noite do dia 23 e na noite do dia 30. Ele escreve então:

7 de outubro de 1942: Presente na 9ª ação especial (recém-chegados e mulheres “muçulmanas”) [...]

12 de outubro de 1942: [...] estava presente na noite em outra ação especial com uma seleção vinda da Holanda (1600 pessoas).

Cena horrível em frente ao último bunker! Esta foi a ação especial sem disposição.

18 de outubro de 1942: Em tempo úmido e frio esteve nesta manhã de domingo presente na 11ª ação especial (da Holanda). Cenas terríveis em que 3 mulheres imploraram para que suas vidas nuas fossem poupadas.

8 de novembro de 1942: Esta noite participei de 2 ações especiais em tempo chuvoso e cheio de trevas (12ª e 13ª) [...] Outra ação especial da tarde, a 14ª até agora, no qual eu tinha participado [...]

O Dr. Kremer está errado em sua contagem. Ele tem esquecido que no dia 5 de setembro houve não uma, mas duas ações especiais, o que totalizou 15 ações especiais para a sua estada em Auschwitz. Esta permanência listada foi de 81 dias, dos quais somente 76 em plantão (por causa de cinco dias de licença).

As notas da edição polonesa dizem que as datas dessas ações especiais coincidem com as datas da chegada dos comboios de deportados.

 

2. EXTRATOS DAS CONFISSÕES ESPONTÂNEAS DE JOHANN PAUL KREMER NA CORTE POLONSA, EM 1947, SELECIONADOS E APRESENTADOS PELA POLONESA

Aqui está o que se pode ler em KL Auschwitz visto pela SS, página 214, nota 50:

No registo oficial do interrogatório de 18 de agosto de 1947, Cracóvia, Kremer afirmava o seguinte: “Em 2 de setembro de 1942, às 3 da manhã, eu já fui designado para participar na ação de gasear pessoas. Esses assassinatos em massa ocorreram em pequenas cabanas situadas fora do acampamento de Birkenau em um bosque. Esses chalés eram chamados de ‘bunkers’ (Bunker) na gíria dos homens da SS. Todos os cirurgiões da SS, de plantão no campo, se revezavam para participar dos gaseamentos, os quais foram chamados de ‘Sonderaktion’[1]. Minha parte como cirurgião no gaseamento consistia em permanecer de prontidão perto do bunker. Fui levado lá em um carro. Sentei-me na frente com o motorista e um enfermeiro hospitalar da SS (SDG) sentado na parte de trás do carro com um aparelho de oxigênio para reanimar os homens da SS, empregados na gaseificação, caso algum deles sucumbisse aos fumos venenosos. Quando o transporte com pessoas, que se destinavam ao gaseamento, chegou à rampa da ferrovia, os oficiais da SS selecionaram entre os que chegavam pessoas aptas para trabalhar e os demais – idosos, todas crianças, mulheres com filhos nos braços e outras pessoas não consideradas próprias para o trabalho foram carregadas em caminhões e conduzidos às câmaras de gás. Eu costumava seguir atrás do transporte até chegarmos ao bunker[2]. Aqui as pessoas foram primeiro levadas para o quartel onde as vítimas se despiam e então iam nuas para as câmaras de gás. Muitas vezes não ocorriam incidentes, conforme os homens da SS mantinham as pessoas caladas, afirmando que deveriam tomar banho e ser desinfetadas. Depois de conduzir todos eles para a câmara de gás, a porta foi fechada e um homem da SS com uma máscara de gás atirou o conteúdo de uma lata de Cyklon por uma abertura na parede lateral. Gritos e berros das vítimas podiam ser ouvidos através daquela abertura e estava claro que eles lutaram por suas vidas [Lebenskampf]. Esses explosivos gritos foram ouvidos por muito pouco tempo. Devo dizer por alguns minutos, mas não sou capaz de dar a extensão exata de tempo.”

Na página 215 de KL Auschwitz vista pelas SS, a nota 51 dá outro trecho da mesma transcrição do interrogatório. Aqui está como o Dr. Kremer supostamente explicou sua entrada no diário, de 5 de setembro de 1942, sobre as mulheres “muçulmanas” e o anus mundi:

Particularmente desagradável foi a ação de matar com gás mulheres emaciadas do acampamento feminino. Tais indivíduos eram geralmente chamados de “Muselmänner” (“Muçulmanas”). Lembro-me de ter participado do gaseamento dessas mulheres à luz do dia. Não consigo afirmar quão numeroso aquele grupo tinha sido. Quando cheguei ao bunker,[3] eles se sentaram vestidos no chão. Como as roupas eram de fato roupas do campo usadas, elas não foram deixadas nas casernas, mas despidas ao ar livre. Eu pude deduzir a partir do comportamento dessas mulheres que elas perceberam o que as estava esperando. Elas imploraram aos homens da SS para ser permitido viver, elas choraram, mas todas foram conduzidos à câmara de gás e gaseadas. Sendo um anatomista, já tinha visto muitos horrores, tinha a ver com cadáveres, mas o que vi então não é para ser comparado com nada visto antes. Foi sob a influência dessas impressões que eu tinha anotado em meu diário, na data de 5 de setembro de 1942: “O mais horrível de todos os horrores. Hauptsturmführer Thilo – estava certo me dizendo hoje que estávamos localizados aqui no ‘ânus mundi.’ Usei essa expressão porque não conseguia imaginar nada mais repugnante e mais horrível.”

Na data de 12 de outubro de 1942, o Dr. Kremer tinha mencionado uma ação especial concernindo a 1.600 pessoas que tinham vindo da Holanda: na margem ao lado dessa menção ele tinha escrito o nome de Hössler, que na época era um dos homens SS responsáveis pelo campo de Birkenau. Aqui está como o Dr. Kremer deve ter explicado aquela entrada no diário de 12 de outubro (ver página 224, nota 77):

Em conexão com a ação de gaseamento, descrita por mim em meu diário na data de 12 de outubro de 1942. Eu devo explicar que cerca de 1600 holandeses foram então gaseados. Este é um número aproximado que anotei depois de ouvi-lo ser mencionado por outros. Esta ação foi conduzida pelo oficial SS Hössler. Lembro-me de como ele tentou levar todo o grupo para um bunker. Ele foi bem-sucedido, exceto por um homem que não foi possível espremer para dentro do bunker. Este homem foi morto por Hössler com um tiro de pistola. Portanto, eu escrevi em meu diário sobre cenas horríveis em frente ao último bunker e mencionei o nome de Hössler em conexão com esse incidente.

Para sua entrada no diário de 18 de outubro de 1942, o Dr. Kremer supostamente tinha fornecido a seguinte explicação (ver 226, nota 83):

Durante a ação especial, descrita por mim em meu diário na data de 18 de outubro de 1942, três mulheres da Holanda recusaram-se a entrar na câmara de gás e imploraram humildemente por suas vidas. Elas eram mulheres jovens e saudáveis, mas sua humilde súplica foi inútil. Os homens da SS, tomando parte da ação, atiraram nelas no exato local.

 

{Johann Paul Kremer (1883-1965) no julgamento de Auschwitz em Cracóvia, 1947.
Fonte: Wikipedia em português, domínio público.}

3. EM 1960, EM SEU JULGAMENTO EM MÜNSTER, DR. KREMER PERSISTIU NESTAS REIVINDICAÇÕES

A Universidade de Amsterdã publicou em 1977 seu 17º volume de Justiz und NS-Verbrechen (justiça e crimes nazistas). Lá encontramos o texto da decisão proferida contra o Dr. Kremer em 29 de novembro de 1960. Nas páginas 19 e 20, o tribunal procurou descrever a operação de “gaseamento,” bem como a parte que o acusado era suposto ter tocado pessoalmente nessa operação. O tribunal fala de uma única “câmara de gás.” É uma questão de uma fazenda perto do campo de Birkenau composta de várias partes separadas. Um médico ordenado da SS subiu ao telhado e despejou um pouco de Zyklon através de alguns poços especialmente adaptados (“durch Einwurfschächte”). Ele usava uma máscara de gás. As portas da “câmara de gás” eram todas herméticas. Do lado de fora, eles ouviram os gritos das vítimas. E o tribunal continuou:

Quando não mais sinal de vida era mostrado, o réu foi levado de volta ao seu alojamento no carro do Serviço de Saúde. As câmaras de gás foram abertas um momento depois. (Nota de Robert Faurisson: peço que observem bem que a abertura foi feita UM CURTO MOMENTO APÓS a morte das vítimas). Os corpos foram removidos por alguns prisioneiros e foram destruídos por cremação. Durante os eventos descritos acima (nota de Robert Faurisson: O tribunal aqui alude à sua descrição da chegada das vítimas, seu despojamento, etc.), o acusado estava sentado no carro do Serviço de Saúde, que foi parado nas imediações das câmaras de gás. Se ele tinha deixado seu carro e se ele tinha tomado uma parte ativa na ação assassina não pode ser provado. O acusado manteve-se, contudo, no carro, em acordo com a missão que tinha sido dada a ele, preparado para um caso onde alguma coisa poderia acontecer para o homem SS certificado pelo Serviço de Saúde que estava manuseando o veneno Zyklon B; ele traria ajuda imediata com o inalador de oxigênio. Ele mesmo [o acusado] tinha admitido isso tudo de boa fé. Mas aquele acidente na realidade nunca aconteceu.

 

4. EM 1964, NO JULGAMENTO DE FRANKFURT, DR. KREMER PERSISTE AINDA EM SUAS REIVINDICAÇÕES

Em junho de 1964, o Dr. Kremer, então com 80 anos, compareceu ao tribunal do corte em Frankfurt como testemunha de acusação contra os ex-guardas de Auschwitz. Para saber exatamente o que ele disse naquele dia, nós somos reduzidos às páginas 72-73 do livro de Hermann Langbein, Der AuschwitzProzess / Eine Dokumentation (O Julgamento de Auschwitz / Uma Documentação), Viena, Europäische Verlagsanstalt, 1965, 1027 páginas). O que é lamentável é que Hermann Langbein é o Secretário do Comitê Internacional do Campo de Concentração e que todos os seus trabalhos mostram um espírito tendencioso e partidário. O livro de Bernd Naumann não diz quase nada sobre o depoimento do Dr. Kremer (Auschwitz, Frankfurt, Athenäum Verlag, 1965, 552 páginas). Portanto, eis como, segundo Hermann Langbein, o depoimento do Dr. Kremer foi sobre a questão das “câmaras de gás”; Eu estou reproduzindo o texto em sua íntegra:

Juiz: Onde os gaseamentos ocorreram?

Kremer: Algumas velhas fazendas foram transformadas em um bunker (nota de Robert Faurisson: o texto alemão de fato dá o singular: Alte Bauernhäuser waren als Bunker ausgebaut) e providas de uma porta deslizante para fechamento seguro. No andar de cima estava localizada uma janela lucarna. As pessoas foram trazidas despidas. Eles entraram em quietamente; somente alguns deles hesitaram contrariados; eles foram levados de lado e fuzilados. O gás foi liberado por um soldado SS. Para isso, ele subiu em uma escada.

Juiz: E houve algumas recompensas especiais para aqueles que participaram de tal ação?

Kremer: Sim, esse era o costume; um pouco de aguardente e alguns cigarros. Todos eles os queriam. Eles distribuíram as mercadorias. Eu mesmo também recebi essas mercadorias – isso era bastante automático.

Representante do Co-Requerente Ormond: Você escreveu em seu diário que os soldados SS lutaram entre si para o serviço na rampa [para a chegada dos comboios].

Kremer: Isso é humanamente bastante compreensível. Aquilo era guerra, não, e os cigarros e aguardente eram raros. Quando alguém estava ávido por cigarro ... Eles recolhiam os bens e então eles iam eles mesmos para a cantina com suas garrafas.

O testemunho do Dr. Kremer sobre os “gaseamentos” em Auschwitz é limitado a estas poucas questões e respostas. Aqui, para concluir, está o comentário de Langbein:

O homem que descreveu o processo de gaseamento com essas palavras brandas e indiferentes é o ex-professor universitário Dr. Johann Paul Kremer, de Münster. Ele já tinha sido condenado na Polônia e na Alemanha por sua participação em assassinatos em massa. Em Frankfurt, ele deixou o banco das testemunhas sorrindo suavemente.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander



Notas

[1] Nota de David McCalden*: {Sonderaktion em alemão é:} ação especial.

{*Editor do Journal for Historical Review na época, escrevendo sob o pseudônimo Lewis Brandon}. 

[2] Nota de Robert Faurisson: A palavra está no singular. 

[3] Nota de Robert Faurisson: A palavra está no singular.

 


Fonte: Confessions of SS men who were at Auschwitz, por Robert Faurisson, The Journal for Historical Review, verão de 1981, volume 2, nº 2, página 103.

http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p103_Faurisson.html

Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), teve por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire: la question des chambres à gaz), Editora La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

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sábado, 8 de janeiro de 2022

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1

 

Robert Faurisson


Alguns homens da SS confessaram que havia algumas “câmaras de gás” em Auschwitz ou em Auschwitz-Birkenau. As três confissões mais importantes são aquelas de Rudolf Höss, de Pery Broad e, finalmente, do Professor Doutor Johann Paul Kremer. Por muito tempo, os exterminacionistas {aqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu} contaram especialmente com a primeira dessas confissões: a de Rudolf Höss, que apareceu sob o título de Commandant of Auschwitz. Eu acho que percebi, por ocasião de um recente debate histórico na França, que os exterminacionistas {aqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu} parecem menos seguros do valor desse estranho testemunho. Por outro lado, o testemunho de Johann Paul Kremer tem sido muito útil para eles. Pessoalmente, eu penso que o argumento fornecido por Kremer é de fato, do ponto de vista deles, uma arma mais valiosa do que a confissão absurda de Rudolf Höss. Devo dizer que primeiro os britânicos e depois os poloneses fizeram Höss falar de tal maneira que seja fácil destruir seu testemunho simplesmente comparando o Commandant of Auschwitz com suas numerosas declarações anteriores, entre as quais recomendo particularmente aquela de 14 de março de 1946 (Documentos NO-1210 e D-749).

Eu irei me limitar, portanto, a estudar o que os próprios exterminacionistas {aqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu} hoje parecem considerar como a melhor de suas armas no que diz respeito à existência e ao uso em Auschwitz de “câmaras de gás” homicidas. Se eu adiciono este adjetivo “homicida,” é porque existem, como você sabe, câmaras de gás não homicidas que são impossíveis de usar para matar homens, conforme é dito que que os alemães o fizeram. Todos os exércitos do mundo têm alguns edifícios, equipados às pressas, para treinar seus recrutas no uso de máscaras de gás. Na França, esses edifícios levam o nome de “chambre à gaz” (“câmara de gás”); na Alemanha, eles são chamados de “Gaskammer” ou “Gasraum” (“Câmara de gás” ou “sala de gás”). Há também câmaras de gás para a desinfecção de roupas, para o tratamento de frutas e similares.

Eu falarei, portanto, para você em alguma extensão do testemunho de Johann Paul Kremer. Você verá como, à primeira vista, ele é preocupante, e então como, se você analisar com um pouco de cuidado, constitui um terrível fiasco para os Exterminacionistas {aqueles que afirmam que o alegado Holocausto realmente ocorreu}. Eu valorizo muito o caso Kremer. Ele mostra quão frágeis são as provas que as pessoas nos oferecem, em que extensão se deixam enganar facilmente pelas aparências, o quanto os historiadores oficiais maltrataram os textos e como é preciso trabalhar se você deseja, no estudo de textos, para distinguir entre o verdadeiro e o falso, entre o significado real e a interpretação errônea. Isso é o que é denominado crítica de texto e documento. Acontece que é minha especialidade profissional. Eu estou, portanto, indo a infligir a você, para meu grande pesar, um curso em “crítica de textos e documentos.” Eu peço-lhe que me perdoe pelo modo estrito da demonstração que estou indo tentar fazer na frente de você.

Antes de entrar no coração do assunto, eu gostaria de compartilhar com vocês duas observações. O primeiro vem do Dr. Butz. Lembro-me de que, em uma carta de 18 de novembro de 1979[1] dirigida a um semanário britânico (New Statesman) sobre um longo artigo de Gitta Sereny (2 de novembro de 1979),[2] ele fez a observação de que é muito estranho pretender basear uma tese histórica como essa dos terríveis massacres de milhões de seres humanos em ... confissões. Essa afirmação é ainda mais difícil de defender quando você sabe que aquelas confissões vieram de pessoas que foram conquistadas e que aqueles que as obtiveram foram os conquistadores.

Minha segunda observação é para lembrar que, nos casos de Ravensbrück, onde as pessoas agora sabem que nunca houve qualquer “gaseamento,” os tribunais britânicos e franceses obtiveram confissões que foram particularmente detalhadas sobre os alegados “gaseamentos.” As pessoas nos falam sobre as três principais confissões de Auschwitz, mas elas não nos falam mais sobre as três principais confissões de Ravensbrück: a do comandante do campo, Suhren, a de seu ajudante Schwarzhuber e a do médico do campo, Dr. Treite. Qual era o tamanho daquela “câmara de gás” que nunca existiu? Resposta: nove metros por quatro e meio metros. Você sabe onde ficava? Resposta: a cinco metros dos dois fornos crematórios. Você sabe quantas pessoas foram gaseadas lá? De que nacionalidade? Em que datas precisas? Você deseja saber sob cujas ordens tudo isso foi feito, de cima a baixo na hierarquia militar e política alemã? Você está interessado em aprender como eles usaram uma “cápsula de gás” (sic)? Você encontrará as respostas a essas perguntas e a muitas outras enquanto lê, por exemplo, a historiadora Germaine Tillion {1907-2008}. Essa francesa estava internada em Ravensbrück. Depois de retornar à França, ela se tornou uma especialista oficial na história da deportação. Ela trabalhou no mesmo famoso CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) em Paris, onde Léon Poliakov também trabalhou. Germaine Tillion goza na França, por razões as quais não estou ciente, de considerável crédito moral. Sua honestidade é uma espécie de fato estabelecido. No entanto, vários anos após a guerra, ela foi perante os tribunais para sobrecarregar os responsáveis por Ravensbrück com suas histórias sobre as “câmaras de gás.” Ainda mais do que seu livro sobre o campo (Ravensbrück, Paris, Le Seuil, reimpressão de 1973, 284 páginas), deve-se ler suas “Reflexões sobre o estudo da deportação” (“Reflexions sur 1'étude de la deportation,” no Revue d'Histoire de la Deuxième Guerre Mondiale, julho a setembro de 1954, páginas 3-38).

Germaine Tillion começa fazendo algumas observações considerando o falso testemunho sobre a deportação. Ela diz que ela tem “conhecido inúmeras pessoas com danos mentais, meio cretinos, meio tolos, explorando uma deportação imaginária.” Ela acrescenta que ela tinha conhecido outras pessoas que eram “autênticas deportadas, cujas mentes doentias tinham se esforçado para ir além das coisas monstruosas que tinham visto ou sobre as quais as pessoas tinham lhes falado e que lhes tinham chegado.” Ela escreveu mais: “Houve até mesmo alguns editores para imprimir algumas dessas fabricações, e algumas compilações mais ou menos oficiais para usá-las, mas esses editores e publicadores não podem ser desculpados de forma alguma, uma vez que a investigação mais elementar teria sido suficiente para lhes expor o ato de engano.”

Enquanto lendo aquelas linhas que já datam de 26 anos atrás, nós percebemos que os publicadores e os editores desse tipo só aumentaram em número e que os Martin Grays e os Filip Müllers ainda têm um bom futuro perante eles. Duas das três pessoas que confessaram em Ravensbrück foram enforcadas e o Dr. Treite cometeu suicídio. O que é horrível é que sem esta mentira sobre as “câmaras de gás” eles talvez tivessem salvado suas vidas. A respeito de Suhren, Germaine Tillion escreveu, na página 16, que ele começou demonstrando uma “má-fé obstinada” no decorrer de seus dois julgamentos (um em Hamburgo, pelos britânicos e um em Rastatt, pelos franceses); ela acrescenta esta frase terrível: “Mas, sem aquela câmara de gás que ele criou, por sua própria iniciativa, dois meses antes do colapso, ele talvez pudesse ter salvado sua vida”. Na nota 2 da página 17, ela escreveu a respeito de Schwarhuber, que confessou imediatamente, essas linhas ainda mais terríveis, sobre as quais eu peço que reflitam sobre cada palavra:

De acordo aos investigadores ingleses, desde o primeiro momento em que ele tinha fria e calmamente enfrentado a sua posição, ele julgou-se perdido e quer por ter a paz (e os pequenos privilégios a que têm direito os presos que não enganam os magistrados de instrução, quer então devido a lassidão, indiferença ou por outra razão) ele seguiu seu curso e manteve-se nele, sem consideração por si mesmo ou por seus cúmplices. Ele não era um bruto (como Binder ou Pflaum.); ele tinha uma expressão inteligente, a aparência e o comportamento de um homem psicologicamente normal.

Deixemos Ravensbrück e a confissão de Schwarzhuber por Auschwitz e a confissão de Kremer, o outro homem da SS que tinha “uma expressão inteligente,” bem como “a aparência e o comportamento de um homem psicologicamente normal.”  

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua em Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 2


Notas

[1] Nota de Mykel Alexander: Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz, 24 de abril de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/04/cartas-questionando-veracidade-do.html

- Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 2 - por Richard Verrall, 30 de maio de 2021, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/05/cartas-questionando-veracidade-do.html

- Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) – parte 3 – por Robert Faurisson, 06 de junho de 2021, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/06/cartas-questionando-veracidade-do.html

                Todas as três cartas traduzidas do inglês ao português por Mykel Alexander a partir de: Letters to the “New Statesman”, por Arthur R. Butz, The Journal of Historical Review, inverno de 1982 (Vol. 1, nº 2), página 153.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p153_Butz.html

 

[2] Nota de Mykel Alexander: Ver: Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny, 29 de julho de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/07/os-homens-que-passaram-o-pano-para.html

                Traduzido do inglês ao português por Mykel Alexander a partir de: Gitta Sereny, The men who whitewash Hitler, New Statesman, de 2 de novembro de 1979.



Fonte: Confessions of SS men who were at Auschwitz, por Robert Faurisson, The Journal for Historical Review, verão de 1981, volume 2, nº 2, página 103.

http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p103_Faurisson.html

Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), teve por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire: la question des chambres à gaz), Editora La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

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domingo, 2 de janeiro de 2022

Na Questão em consideração de Robert Faurisson {questionando a realidade do alegado Holocausto} - Por John Bennett

 

John Bennett


Declaração sob juramento de John Tuson Bennett de 122 Canning Street, Carlton Melbourne Austrália, advogado e procurador da Suprema Corte de Victoria.

Eu, John Tuson Bennett, da 122 Canning Street Carlton Melbourne, faço juramento e digo o seguinte:

1. Sou advogado e solicitador da Suprema Corte de Victoria e trabalho no Departamento do Procurador-Geral do Governo da Austrália desde 1968 e atualmente trabalho na seção de assistência jurídica desse Departamento.

2. Eu sou graduado em direito com honras pela Universidade de Melbourne em 1958 e me formei em artes com honras pela mesma universidade em 1966. Sou autor de várias publicações, como Freedom of Expression in Australia, The Handbook of Citizens Rights, Police Powers and Citizens Rights e Your Rights. Your Rights vendeu mais de 120.000 cópias na Austrália e é o trabalho de referência padrão sobre direitos humanos na Austrália.

3. Sou Secretário do Conselho Vitoriano de Liberdades Civis {Victorian Council for Civil Liberties, ou VCCL} desde sua fundação em 1966. O VCCL apoia a liberdade de expressão, a liberdade de conduzir pesquisas, a liberdade de publicar e a liberdade de ações governamentais arbitrárias; investiga a má conduta policial, invasões de privacidade e alegações de transgressões dos direitos dos cidadãos, promove reformas legislativas; e toma medidas para aconselhar o público sobre seus direitos.

4. Como cidadão, exerci meu direito pessoal à liberdade de expressão para conduzir pesquisas e publicar minhas descobertas em várias áreas controversas da “história.” Em particular, conduzi pesquisas sobre o tratamento dado aos judeus na Europa na Segunda Guerra Mundial. Eu tenho chegado à mesma conclusão alcançada pelo Professor Arthur Butz, Professor Harry Elmer Barnes e Professor James Martin nos Estados Unidos da América, e pelo Professor Associado Robert Faurisson na França, que não havia nenhum plano na Segunda Guerra Mundial para exterminar judeus e que não houve gaseamentos em massa. O professor Helmut Diwald também levantou sérias questões sobre o Holocausto em seu livro The History of the Germans.

5. A questão da natureza e extensão do “Holocausto” é livremente debatível na mídia na Austrália, e não é sugerido que pessoas como eu sejam neonazistas {ou seja, nazista no sentido retratado pela mídia ocidental em geral, e pelos filmes de Hollywood e séries da Netflix entre outros canais} ou antissemitas {isto é, um rótulo que é usado para alegar irracionalidade de quem critica com base o judaísmo internacional}, que devemos ser penalizados em nossos empregos por causa de nossas visões, ou que cometemos “difamação sobre um grupo” Não existe nenhuma lei na Austrália que permita às pessoas processar por difamação coletiva, e eu consideraria qualquer tal lei como uma grande ameaça à liberdade de expressão.

6. Minhas descobertas desafiando a natureza do “Holocausto” têm sido publicadas ou referenciadas nas seguintes partes da mídia australiana.

A. No National Times em um artigo datado de 10 de fevereiro de 1979 e muitas cartas subsequentes. O National Times tem uma circulação de cerca de 120.000 {exemplares} na Austrália, que tem uma população de cerca de 14 milhões. É o principal semanário nacional além do The Bulletin.

B. Em The Age em artigos de destaque em 3 de março de 1979 e 28 de março de 1979, e em cerca de 20 cartas ao editor, The Age é o jornal matinal de maior qualidade de Melbourne, com uma tiragem de 200.000 exemplares. Uma carta minha datada de 15 de março de 1979 está anexada.

C. Na Nation Review, um importante semanário nacional de esquerda em muitas edições em 1979, incluindo um artigo meu (datado de 7 de junho de 1979) que está anexado.

D. No The Boletim em um artigo de destaque datado de 13 de setembro de 1979 e muitas cartas subsequentes, algumas das quais estão anexadas. O Boletim é um semanário conservador com tiragem de 90.000 exemplares.

E. No programa de TV ABC2 Nationwide da Australian Broadcasting Commission em 25 de abril de 1979, na rádio ABC PM em 29 de outubro de 1979 e no programa de TV Australia wide Willesee em 9 de novembro de 1979.

Uma fita cassete com meus comentários sobre esses programas está anexada. O ABC é o equivalente australiano da British Broadcasting Commission (BBC).

F. No The Melbourne Herald, em uma carta datada de 25 de outubro de 1979, uma cópia da qual está anexada. O Herald é a único jornal da tarde diário em Melbourne e tem uma circulação de 460.000 exemplares.

As notícias acima indicam que o “Holocausto” é um assunto legítimo para debate em uma sociedade como a Austrália, que valoriza sua liberdade de expressão. Qualquer tentativa de suprimir a liberdade de expressão pode levar à supressão da verdade.

Também na Austrália, se houvesse qualquer sugestão de que um oficial de justiça fosse tendencioso ou tivesse preconceitos em relação às questões em qualquer processo judicial, ele se desqualificaria, com base em que “a justiça não deve apenas ser feita, mas deve ser vista para ser feita,” o qual é uma máxima do nosso sistema legal.

7. As notícias acima numeradas A, B, C, D, E e F estão anexadas a este documento e marcadas com as letras “A” “B” “C” “D” “E” e “F.”

8. A publicação Your Rights referida no parágrafo 2 acima está anexada a este documento e marcada com a letra “G.”

9. O Conselho Vitoriano de Liberdades Civis {The Victorian Council for Civil Liberties}, do qual sou secretário, endossou meu direito como cidadão privado de conduzir pesquisas pessoais e publicar minhas descobertas e emitiu a seguinte declaração em apoio ao direito de Robert Faurisson de fazer o mesmo:

“A QUEM POSSA INTERESSAR

O Conselho Vitoriano de Liberdades Civis acredita que o tratamento do Professor Robert Faurisson pela Universidade de Lyon, por seções da mídia francesa e por algumas decisões dos tribunais franceses é escandaloso e pode ser comparado em alguns aspectos com o caso Dreyfus {polêmico caso envolvendo a questão judaica na França no século XIX} na França.

O VCCL {The Victorian Council for Civil Liberties} acredita que os Direitos Civis do Professor Faurisson foram infringidos e, em particular, que seus direitos civis de conduzir pesquisas, de ter liberdade de expressão e de ter liberdade acadêmica têm sido infringidos.

É direito de qualquer pessoa conduzir pesquisas e publicar suas descobertas sobre qualquer assunto, incluindo áreas controversas da História, tal como o Holocausto, e as tentativas de assediar, vitimar e silenciar qualquer pessoa que conduza tais pesquisas são incompatíveis com os princípios de uma sociedade livre.

O VCCL {The Victorian Council for Civil Liberties} que foi estabelecido em 1966 cobre o segundo maior estado ou província da Austrália e tem sido consistentemente oposto à censura de livros, censura de ideias e supressão de informações pela mídia, e tem apoiado consistentemente os direitos civis dos indivíduos em relação ao Estado e outras organizações, como a mídia e universidades. John Bennett Secretário do Conselho Vitoriano para as Liberdades Civis {Secretary Victorian Council for Civil Liberties}.”

10. Eu estou preparado para comparecer a processos judiciais na França para prestar depoimento em nome de Robert Faurisson e ser interrogado sobre isso, minha declaração juramentada. Acredito que as tentativas de silenciar, vitimar e assediar Robert Faurisson visam impedir o debate livre sobre uma importante questão histórica e que as tentativas são incompatíveis com os princípios de uma sociedade livre.

Prestado juramento em Melbourne, no estado de Victoria.

Perante mim um comissário da Suprema Corte no estado de Victoria por receber depoimentos.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

 


Fonte: In the Matter of Robert Faurisson, por John Bennett, The Journal for Historical Review, verão de 1980, volume 1, nº 2, página 115.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p115_Bennett.html

Sobre o autor: John Tuson Bennett (1937-2013) foi um advogado em Victoria, Austrália. Bennett graduou-se com louvor pela Universidade de Melbourne em direito (1958) e artes (1966) e, posteriormente, trabalhou por mais de 20 anos de 1974 a 1996 na Comissão de Assistência Jurídica de Victoria. Ele também ajudou a estabelecer o Victorian Council for Civil Liberties (Conselho Vitoriano para as Liberdades Civis, agora Liberty Victoria) em 1966 e serviu como seu secretário até 1980. Após sua expulsão do grupo em 1980, ele formou a União das Liberdades Civis da Austrália e foi seu presidente de 1980 a 2004. Foi também, de certa maneira, sem surpresas, vilipendiado por grupos judaico-sionistas como um “negador do Holocausto.”

Ele fazia parte do conselho do The Journal of Historical Review, e era associado ao Adelaide Institute. Entre suas publicações estão: Freedom of Expression in Australia, The Handbook of Citizens Rights, Police Powers and Citizens Rights e Your Rights.

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