domingo, 11 de junho de 2023

A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933 - por Matthew Raphael Johnson

 

Matthew Raphael Johnson


Muito antes de o governo de Hitler começar a restringir os direitos dos judeus alemães, os líderes da comunidade judaica mundial declararam formalmente guerra à “Nova Alemanha” numa época quando o governo dos Estados Unidos e mesmo os líderes judeus na Alemanha pediam cautela ao lidar com o novo regime de Hitler.

A guerra da liderança judaica internacional sobre a Alemanha não apenas provocou represálias definitivas por parte do governo alemão, mas também preparou o terreno para uma aliança econômica e política pouco conhecida entre o governo de Hitler e os líderes do movimento sionista que esperavam que a tensão entre o Alemães e judeus levariam a uma emigração massiva para a Palestina. Encurtando, o resultado foi uma aliança tática entre os nazistas e os fundadores do moderno estado de Israel – um fato que muitos hoje preferem que seja esquecido.

Até hoje, é geralmente (embora incorretamente) acreditado que, quando Adolf Hitler foi nomeado chanceler alemão em janeiro de 1933, o governo alemão iniciou políticas para reprimir os judeus da Alemanha, incluindo prender judeus e colocá-los em campos de concentração e lançar campanhas de terror e violência contra a população judaica doméstica.

Enquanto houvesse erupções esporádicas de violência contra os judeus na Alemanha depois que Hitler chegou ao poder, isso não foi oficialmente sancionado ou encorajado. E a verdade é que os sentimentos antijudaicos na Alemanha (ou em qualquer outro lugar da Europa) não eram nada de novo. Como todos os historiadores judeus atestam com muito fervor, o erigir de revoltas antissemitas de vários graus sempre estiveram presentes na história europeia.

Em qualquer caso, no início de 1933, Hitler não era o líder indiscutível da Alemanha, nem tinha ele o comando total das forças armadas. Hitler era uma figura importante em um governo de coalizão, mas estava longe de ser o próprio governo. Isso foi o resultado de um processo de consolidação que evoluiu mais tarde.

Até mesmo a Associação Central Judaica da Alemanha, conhecida como Verein, contestou a sugestão (feita por alguns líderes judeus fora da Alemanha) de que o novo governo estava provocando deliberadamente o erigir de revoltas antijudaicas.

O Verein emitiu uma declaração de que “as autoridades governamentais responsáveis [isto é, o regime de Hitler] não estão cientes da situação ameaçadora”, dizendo: “nós não acreditamos que nossos concidadãos alemães se deixarão levar a cometer excessos contra os judeus.”

A despeito disso, os líderes judeus nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha determinaram por conta própria que era necessário lançar uma guerra contra o governo de Hitler.

Em 12 de março de 1933, o Congresso Judaico Americano anunciou um protesto maciço no Madison Square Gardens para 27 de março. Naquela época, o comandante-chefe dos Jewish War Veterans {Veteranos de Guerra Judaicos} convocou um boicote americano aos produtos alemães. Nesse ínterim, em 23 de março, 20.000 judeus protestaram na prefeitura de Nova York enquanto comícios eram realizados fora das linhas marítimas Lloyd da Alemanha do Norte e Hamburgo-América e boicotes eram montados contra produtos alemães em lojas e negócios na cidade de Nova York.

Poucas pessoas conhecem os fatos sobre o evento singular que ajudou a desencadear o que ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial – a declaração internacional de guerra judaica à Alemanha logo após Adolf Hitler chegar ao poder e bem antes de quaisquer sanções ou represálias oficiais do governo alemão contra os judeus fossem realizadas. A edição de 24 de março de 1933 do The Daily Express de Londres (mostrado acima) descreveu como os líderes judeus, em combinação com poderosos interesses financeiros internacionais judaicos, tinham lançado um boicote à Alemanha com o propósito expresso de paralisar sua economia já precária na esperança de trazer abaixo o novo regime de Hitler. Foi só então que a Alemanha revidou em resposta. Assim, verdade seja dita, foi a liderança judaica mundial – não o Terceiro Reich – que efetivamente deu o primeiro tiro na Segunda Guerra Mundial. O proeminente advogado de Nova York Samuel Untermyer foi um dos principais agitadores na guerra contra a Alemanha, descrevendo a campanha judaica como nada menos que uma “guerra santa.” {Para baixar esta edição do The Daily Express clicar aqui}

Segundo o The Daily Express de Londres de 24 de março de 1933, os judeus já haviam lançado seu boicote contra a Alemanha e seu governo eleito. A manchete dizia “Judéia declara guerra à Alemanha – Judeus de todo o mundo Unidos – Boicote aos produtos alemães – Manifestações em massa.” O artigo descrevia uma futura “guerra santa” e implorava aos judeus de todos os lugares que boicotassem os produtos alemães e se engajassem em manifestações de massa contra os interesses econômicos alemães. De acordo com o Express:

O Israel inteiro em todo o mundo está se unindo para declarar uma guerra econômica e financeira contra a Alemanha. O aparecimento da suástica como o símbolo da nova Alemanha reviveu o antigo símbolo de guerra de Judas para uma nova vida. Quatorze milhões de judeus espalhados por todo o mundo estão unidos uns aos outros como se fossem um só homem, a fim de declarar guerra contra os perseguidores alemães de seus irmãos crentes

O atacadista judeu deixará sua casa, o banqueiro sua bolsa de valores, o comerciante seu negócio e o mendigo sua humilde cabana, a fim de se juntar à guerra santa contra o povo de Hitler.

O Express disse que a Alemanha estava “agora confrontada com um boicote internacional ao seu comércio, suas finanças e sua indústria... Em Londres, Nova York, Paris e Varsóvia, empresários judeus estão unidos para uma cruzada econômica.”

O artigo dizia que “preparações mundiais estão sendo feitas para organizar manifestações de protesto” e reportou que “a velha e reunificada nação de Israel entra em formação com armas novas e modernas para travar sua antiga batalha contra seus perseguidores.”

            Isso realmente poderia ser descrito como “o primeiro tiro disparado na Segunda Guerra Mundial.”

Na mesma linha, o jornal judeu Natscha Retsch escreveu:

A guerra contra a Alemanha será travada por todas as comunidades, conferências, congressos judaicos... por cada judeu individualmente. Assim, a guerra contra a Alemanha estimulará e promoverá ideologicamente nossos interesses, que exigem que a Alemanha seja inteiramente destruída.

O perigo para nós judeus reside em todo o povo alemão, na Alemanha como um todo, bem como individualmente. Deve ser tornada inofensiva por todo o tempo... Nesta guerra, nós judeus temos que participar, e isso com toda a força e poder que nós temos à nossa disposição.

Contudo, observe bem que a Associação Sionista da Alemanha emitiu um telegrama em 26 de março rejeitando muitas das acusações feitas contra os nacional-socialistas como “propaganda”, “mendacidade” e “sensacional.”

De fato, a facção sionista tinha toda razão para assegurar a permanência da ideologia nacional-socialista na Alemanha. Klaus Polkehn, escrevendo no Journal of Palestine Studies (“The Secret Contacts: Zionism and Nazi Germany, 1933-1941”; JPS volume 3/4, primavera/verão de 1976), afirma que a atitude moderada dos sionistas foi devida a seu interesse pessoal em ver a vitória financeira do nacional-socialismo para forçar a imigração para a Palestina. Esse fator pouco conhecido acabaria por desempenhar um papel fundamental no relacionamento entre a Alemanha nazista e os judeus.

            Nesse ínterim, porém, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Konstantin von Neurath, reclamou da “campanha de vilificação” e disse:

No que concerne aos judeus, eu posso somente dizer que seus propagandistas no exterior não estão prestando nenhum serviço a seus correligionários na Alemanha, dando ao público alemão, por meio de suas notícias distorcidas e falsas sobre perseguição e tortura de judeus, a impressão de que eles realmente não hesitam em nada, nem mesmo em mentiras e calúnias, para lutar contra o atual governo alemão.

O governo de Hitler em seus voos iniciais estava claramente tentando conter a crescente tensão – tanto dentro quanto fora da Alemanha. Nos Estados Unidos, até o secretário de Estado dos EUA, Cordell Hull, telegrafou ao rabino Stephen Wise, do Congresso Judaico Americano, instando cautela:

Considerando que houve por um curto período de tempo consideráveis maus-tratos físicos aos judeus, esta fase pode ser considerada virtualmente terminada... Uma estabilização parece ter sido alcançada no campo dos maus-tratos pessoais... essa preocupação generalizada em todo o país logo irá reverter ao normal.

A despeito de tudo isso, os líderes da comunidade judaica se recusaram a enternecer. Em 27 de março, houve comícios de protesto simultâneos no Madison Square Garden, em Chicago, Boston, Filadélfia, Baltimore, Cleveland e 70 outros locais. O comício de Nova York foi transmitido para todo o mundo. O ponto principal é que “a Nova Alemanha” foi declarada inimiga dos interesses judaicos e, consequentemente, precisava ser economicamente estrangulada. Isso foi antes de Hitler decidir boicotar os produtos judaicos.

A manchete da primeira página do New York Daily News saudou a manifestação maciça de protesto antialemão realizada no Madison Square Garden em 27 de março de 1933. Apesar dos esforços do governo alemão para aliviar as tensões e evitar a escalada de xingamentos e ameaças por parte da liderança judaica internacional, a manifestação foi mantida conforme esquematizado. Comícios e marchas de protesto similares também estavam sendo mantidos em outras cidades durante o mesmo período. A intensidade da campanha judaica contra a Alemanha foi tamanha que o governo de Hitler prometeu que, se a campanha não parasse, haveria um boicote de um dia na Alemanha às lojas de propriedade de judeus. A despeito disso, continuou a campanha de ódio, forçando a Alemanha a tomar medidas defensivas que criaram uma situação em que os judeus da Alemanha se tornaram crescentemente mais marginalizados. A verdade sobre a guerra judaica na Alemanha tem sido suprimida pela maioria das histórias do período.

Foi em resposta direta a isso que o governo alemão anunciou um boicote de um dia às empresas judaicas na Alemanha em 1º de abril. O Ministro da Propaganda da Alemanha, Dr. Joseph Goebbels, anunciou que se, após o boicote de um dia, não houvesse mais ataques à Alemanha, o boicote seria interrompido. O próprio Hitler respondeu ao boicote judaico e às ameaças em um discurso em 28 de março – quatro dias após a declaração original de guerra judaica – dizendo:

Agora que os inimigos domésticos da nação têm sido eliminados pelo próprio Volk, o que há muito esperamos não acontecerá.

Os criminosos comunistas e marxistas e seus instigadores intelectuais judeus, que, tendo fugido com seus estoques de capital através da fronteira em cima da hora, estão agora desdobrando uma campanha inescrupulosa e traiçoeira de agitação contra o Volk alemão como um todo a partir de lá. ...

Mentiras e calúnias de perversidade positivamente arrepiante estão sendo lançadas sobre a Alemanha. Histórias de horror de cadáveres de judeus desmembrados, olhos arrancados e mãos decepadas estão circulando com o propósito de difamar o Volk alemão no mundo pela segunda vez, assim como eles conseguiram fazer uma vez antes em 1914.

Assim, o fato – convenientemente deixado de fora de quase toda a história sobre o assunto – é que a ordem de boicote de Hitler em 28 de março de 1933 foi uma resposta direta à declaração de guerra à Alemanha pela liderança judaica mundial apenas quatro dias antes. Hoje, a ordem de boicote de Hitler é descrita como um ato nu de agressão, mas as circunstâncias completas que levaram à sua ordem raramente são descritas, mesmo nas histórias mais pesadas e detalhadas do “Holocausto.”

Nem mesmo Saul Friedlander, em sua compreensiva visão geral da política alemã, em Nazi Germany and the Jews, menciona o fato de que a declaração judaica de guerra e boicote precedeu o discurso de Hitler em 28 de março de 1933. Leitores com discernimento seriam sábios em perguntar por que Friedlander sentiu este item da história tão irrelevante.

O simples fato é que foi o judaísmo organizado como uma entidade política – e nem mesmo a comunidade judaica alemã per se – que realmente iniciou o primeiro tiro na guerra com a Alemanha.

A resposta da Alemanha foi uma defensiva – não ofensiva – medida. Se esse fato fosse amplamente conhecido hoje, lançaria nova luz sobre os eventos subsequentes que em última instância levaram à conflagração mundial que se seguiu.

Para entender a reação de Hitler à declaração de guerra judaica, é vital entender o estado crítico da economia alemã na época. Em 1933, a economia alemã estava em abalada e se despedaçando. Cerca de 3 milhões de alemães recebiam assistência pública, com um total de 6 milhões de desempregados. A hiperinflação havia destruído a vitalidade econômica da nação alemã. Além disso, a propaganda antialemã que saindo em torrentes da imprensa global fortaleceu a determinação dos inimigos da Alemanha, especialmente os poloneses e seu alto comando militar de falcões.

{Samuel Untermyer (1858-1940) advogado e um dos
 articuladores judeus da política interna e principalmente
externa dos EUA, e proeminente agitador contra a Alemanha}.

        Os líderes judeus não estavam blefando. O boicote foi um ato de guerra não somente em metáfora: foi um meio, bem elaborado, para destruir a Alemanha como entidade política, social e econômica. O objetivo de longo prazo do boicote judeu contra a Alemanha era levá-la à falência com relação aos pagamentos de reparação impostos sobre a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial e manter a Alemanha desmilitarizada e vulnerável.

O boicote, de fato, foi bastante incapacitante para a Alemanha. Estudiosos judeus como Edwin Black têm reportado que, em resposta ao boicote, as exportações alemãs foram cortadas em 10% e que muitos exigiam a apreensão de ativos alemães em países estrangeiros (Edwin Black, The Transfer Agreement - The Untold Story of the Secret Pact between the Third Reich and Jewish Palestine, Nova York, 1984).

Os ataques à Alemanha não cessaram. A liderança judaica mundial tornou-se cada vez mais beligerante e trabalhou ela mesmo dentro de um frenesi. Uma Conferência Internacional de Boicote Judaico foi realizada em Amsterdã para coordenar a campanha de boicote em andamento. Foi realizada sob os auspícios da autointitulada Federação Econômica Judaica Mundial, da qual o famoso advogado da cidade de Nova York e antigo corretor de poder político, Samuel Untermyer, foi eleito presidente.

Ao retornar aos Estados Unidos após a conferência, Untermyer fez um discurso na WABC Radio (Nova York), cuja transcrição foi impressa no The New York Times em 7 de agosto de 1933.

A oratória inflamatória de Untermyer pedia uma “guerra sagrada” contra a Alemanha, fazendo a alegação direta e plana de que a Alemanha estava engajada em um plano para “exterminar os judeus”. Ele disse (em parte):

...A Alemanha [tem] sido convertida de uma nação de cultura em um sem exagero verdadeiro inferno de bestas cruéis e selvagens.

Nós devemos isso não somente aos nossos irmãos perseguidos, mas ao mundo inteiro agora desferindo em autodefesa um golpe que livrará a humanidade da repetição desse incrível ultraje...

Agora ou nunca todas as nações da terra devem fazer causa comum contra a... matança, fome extrema e aniquilação... tortura requintadamente diabólica, crueldade e perseguição que estão sendo infligidas dia após dia a esses homens, mulheres e crianças....

Quando a história for contada... o mundo se deparará com uma imagem tão terrível em sua crueldade bárbara que o inferno da guerra e as alegadas atrocidades belgas se tornam insignificantes em comparação com esta campanha diabólica, deliberada e friamente planejada e já parcialmente executada para o extermínio de um povo orgulhoso, gentil, leal e cumpridor da lei...

Os judeus são os aristocratas do mundo. Desde tempos imemoriais eles têm sido perseguidos e têm visto seus perseguidores irem e virem. Só eles sobreviveram. E assim a história se repetirá, mas isso não fornece nenhuma razão para permitirmos a reversão de uma outrora grande nação à Idade das Trevas ou deixarmos de resgatar essas 600.000 almas humanas das torturas do inferno...

... O que estamos propondo e já avançamos bastante, é processar um boicote econômico puramente defensivo que minará o regime de Hitler e trará o povo alemão à razão destruindo seu comércio de exportação do qual sua própria existência depende.

... Nós propomos e estamos organizando a opinião mundial para se expressar da única maneira que a Alemanha pode ser entendida....

Untermyer então forneceu seus ouvintes com uma história inteiramente fraudulenta das circunstâncias do boicote alemão e como ele se originou. Ele também proclamou que os alemães estavam inclinados num plano para “exterminar os judeus”:

O regime de Hitler se originou e persegue cruel e diabolicamente seu boicote ao extermínio dos judeus, colocando cartazes em lojas judaicas, alertando os alemães contra o comércio com eles, aprisionando lojistas judeus e fazendo-os desfilar pelas ruas às centenas sob guarda das tropas nazistas pelo único crime de serem Judeus, expulsando-os das profissões eruditas nas quais muitos deles tinham obtido eminência, excluindo seus filhos das escolas, seus homens dos sindicatos, fechando contra eles todos os meios de subsistência, trancando-os em campos de concentração vis e os levando a extrema fome e torturando-os sem causa e recorrendo a todas as outras formas concebíveis de tortura, desumanas além da concepção, até que o suicídio se torne seu único meio de fuga, e tudo apenas porque eles são ou seus ancestrais remotos eram judeus, e todos com o objetivo declarado abertamente de exterminá-los .

Untermyer concluiu seu discurso largamente fantástico e histérico declarando que, com o apoio dos “Amigos cristãos... nós cravaremos o último prego no caixão da intolerância e do fanatismo...”

{Por necessidade de formatação da imagem acima do artigo, o título e a terceira coluna da transcrição do texto de Samuel Untermyer, publicados no The New York Times em 07 de agosto de 1933, foram formatados de modo a se encaixarem na visualização integral, evitando deixar partes do texto cortadas da visualização na tela}.


Que suas alegações contra a Alemanha foram feitas muito antes mesmo dos historiadores judeus hoje afirmarem que havia câmaras de gás ou mesmo um plano para “exterminar” os judeus mostra a natureza da campanha de propaganda confrontando a Alemanha.

Contudo, durante esse mesmo período, ocorreram alguns desenvolvimentos não usuais: a primavera de 1933 também testemunhou o início de um período de cooperação privada entre o governo alemão e o movimento sionista na Alemanha e na Palestina (e, na verdade, em todo o mundo) para aumentar o fluxo capital e de imigrantes judeus-alemães para a Palestina.

Os apoiadores modernos do Israel sionista e muitos historiadores conseguiram manter esse pacto nazista-sionista em segredo para o público em geral por décadas e, embora a maioria dos americanos não tenha noção da possibilidade de que poderia ter havido colaboração direta entre a liderança nazista e os fundadores do que se tornou o estado de Israel, a verdade tem começado a emergir.

O livro Sionism In the Age of the Dictators, do escritor judeu dissidente Lenni Brennar, publicado por uma pequena imprensa e sem receber a publicidade que merece pela chamada mídia “convencional” (a qual, de outra forma, é obcecada pela era do Holocausto), foi talvez o primeiro grande esforço neste reino.

Em resposta a Brennar e outros, a reação sionista tem usualmente consistido em declarações de que sua colaboração com a Alemanha nazista foi empreendida somente para salvar as vidas dos judeus. Mas a colaboração foi ainda mais notável porque ocorreu em uma época em que muitos judeus e organizações judaicas exigiam um boicote à Alemanha.

Para os líderes sionistas, a ascensão de Hitler ao poder mantinha a possibilidade de um fluxo de imigrantes para a Palestina. Anteriormente, a maioria dos judeus alemães, que se identificavam como alemães, tinha pouca simpatia pela causa sionista de promover o recolhimento do judaísmo mundial à Palestina. Mas os sionistas viram que apenas o antissemita Hitler poderia empurrar os antissionistas judeus alemães para os braços do sionismo.

Para todos os dolorosos e raivosos lamentos modernos de apoiadores de Israel em todo o mundo (para não mencionar os próprios israelenses) sobre o “Holocausto”, eles negligenciam mencionar que tornar a situação na Alemanha o mais desconfortável possível para os judeus – em cooperação com o nacional-socialismo alemão – era parte do plano

Esta foi a gênese do chamado Acordo de Transferência {documento aqui*1}o acordo entre os judeus sionistas e o governo nacional-socialista para transferir os judeus alemães para a Palestina.

De acordo com o historiador judeu Walter Laqueur e muitos outros, os judeus alemães estavam longe de estarem convencidos de que a imigração para a Palestina era a resposta. Além disso, embora a maioria dos judeus alemães se recusasse a considerar os sionistas como seus líderes políticos, é claro que Hitler os protegeu e cooperou com os propósitos de implementar a solução final: a transferência em massa de judeus para o Oriente Médio.

Edwin Black, em seu enorme volume The Transfer Agreement (Macmillan, 1984), afirmou que, embora a maioria dos judeus não quisesse fugir para a Palestina, devido à influência do movimento sionista na Alemanha nazista, a melhor chance de um judeu sair da Alemanha era emigrando para a Palestina. Em outras palavras, o próprio Acordo de Transferência determinou que o capital judeu poderia somente ir para a Palestina.

          O maior segredo da Segunda Guerra Mundial?
          Por que a Alemanha começou a reunir judeus e deportando-os para o leste?
         Por que os alemães começaram a reunir os judeus e interná-los nos campos de concentração para começar? Ao contrário do mito popular, os judeus permaneceram “livres” dentro da Alemanha – embora sujeitos a leis que restringiam alguns de seus privilégios – antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. 
        Ainda, o outro fato pouco conhecido é que, pouco antes do início da guerra, a liderança da comunidade judaica mundial declarou formalmente guerra à Alemanha – acima e além do boicote econômico em curso de seis anos lançado pela comunidade judaica mundial quando o Nazismo o partido chegou ao poder em 1933.
       Como consequência da declaração formal de guerra, as autoridades alemãs consideraram os judeus como potenciais agentes inimigos.
       Aqui está a história por trás da história: Chaim Weizmann {1874-1952} (acima), presidente da “Agência Judaica” internacional e da Organização Sionista Mundial (e mais tarde o primeiro presidente de Israel), disse ao primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain em uma carta publicada no The London Times em 6 de setembro de 1939 que:
Eu desejo confirmar, da maneira mais explícita, as declarações as quais eu e meus colegas fizemos durante o último mês, e especialmente na última semana, de que os judeus estão ao lado da Grã-Bretanha e lutarão ao lado das democracias. Nosso desejo urgente é dar efeito a essas declarações [contra a Alemanha]. Nós desejamos fazê-lo de maneira inteiramente compatível com o esquema geral da ação britânica e, portanto, nos colocamos, em questões grandes e pequenas, sob a direção coordenadora do Governo de Sua Majestade. A Agência Judaica está pronta para entrar em acordos imediatos para a utilização de mão de obra judaica, habilidade técnica, recursos, etc.

Assim, de acordo com os sionistas, um judeu somente poderia deixar a Alemanha se ele fosse para o Levante.

A principal dificuldade com o Acordo de Transferência (ou mesmo com a ideia de tal acordo) era que os ingleses exigiam, como condição de imigração, que cada imigrante pagasse 1.000 libras esterlinas na chegada a Haifa ou outro lugar mais. A dificuldade era que tal moeda forte era quase impossível de conseguir em uma Alemanha radicalmente inflacionária e sem dinheiro. Esta foi a ideia principal por trás do Acordo de Transferência final. Laqueur escreve:

Um grande banco alemão congelaria os fundos pagos por imigrantes em contas bloqueadas para exportadores alemães, enquanto um banco na Palestina controlaria a venda de mercadorias alemãs para a Palestina, fornecendo assim aos imigrantes a moeda estrangeira necessária no local. Sam Cohen, co-proprietário da Hanoaiah Ltd. e iniciador dos esforços de transferência, foi, no entanto, sujeito a objeções duradouras de seu próprio povo e finalmente teve que conceder que tal acordo de transferência só poderia ser concluído em um nível muito mais alto com um banco próprio e não de uma companhia privada. O renomado Anglo-Palestine Bank em Londres seria incluído neste acordo de transferência e criaria uma companhia fiduciária para [este] propósito.

Claro, isso é de grande importância histórica ao lidar com a relação entre sionismo e nacional-socialismo na Alemanha na década de 1930. O relacionamento não era meramente de interesse mútuo e favoritismo político por parte de Hitler, mas também um relacionamento financeiro próximo com famílias de banqueiros alemães bem como de instituições financeiras. Black escreve:

Isso foi uma coisa para os sionistas subverterem o boicote antinazista. O sionismo precisava transferir a capital dos judeus alemães, e a mercadoria era o único meio disponível. Mas logo os líderes sionistas entenderam que o sucesso da futura economia judaica palestina estaria inextricavelmente ligada à sobrevivência da economia nazista. Assim, a liderança sionista foi compelida a ir mais longe. A economia alemã teria de ser salvaguardada, estabilizada e, se necessário, reforçada. Assim, o partido nazista e os organizadores sionistas compartilhavam um interesse comum na recuperação da Alemanha.

Assim, vê-se uma fissura radical no judaísmo mundial ao redor de 1933 e além. Havia, primeiro, os judeus não-sionistas (especificamente o Congresso Judaico Mundial fundado em 1933), que, por um lado, exigiam o boicote e eventual destruição da Alemanha. Black nota que muitas dessas pessoas não estavam apenas em Nova York e Amsterdã, mas uma fonte importante para isso também veio propriamente da Palestina.

Por outro lado, pode-se ver o uso criterioso de tais sentimentos pelos sionistas em prol de um eventual reassentamento na Palestina. Em outras palavras, pode-se dizer (e Black sugere isso) que o sionismo acreditava que, uma vez que os judeus estariam se mudando para o Levante, a fuga de capitais seria necessária para que qualquer nova economia funcionasse.

O resultado foi o entendimento de que o sionismo teria que se aliar ao nacional-socialismo, para que o governo alemão não impedisse a saída do capital judeu do país.

Serviu aos interesses sionistas da época que os judeus denunciassem ruidosamente as práticas alemãs contra os judeus para assustá-los no Levante, mas, por outro lado, Laqueur afirma que “os sionistas ficaram motivados a não prejudicar a economia ou moeda alemã.” Em outras palavras, a liderança sionista da diáspora judaica era de subterfúgios e dissimulação, com somente o advento da hostilidade alemã em relação aos judeus convencendo os judeus do mundo de que a imigração era a única escapatória.

O fato é que o estabelecimento final do estado de Israel foi baseado em fraude. Os sionistas não representavam nada mais do que uma pequena minoria de judeus alemães em 1933.

Por um lado, os pais sionistas de Israel queriam denúncias ruidosas das “crueldades” da Alemanha para com os judeus do mundo, ao mesmo tempo em que exigiam moderação para que o governo nacional-socialista permanecesse estável, financeira e politicamente. Assim, o sionismo boicotou o boicote.

Para todos os efeitos, o governo nacional-socialista foi a melhor coisa que aconteceu ao sionismo em sua história, pois ele “provou” a muitos judeus que os europeus eram irremediavelmente antijudaicos e que a Palestina era a única resposta: o sionismo passou a representar a esmagadora maioria dos judeus apenas por trapaça e cooperação com Adolf Hitler.

Para os sionistas, tanto as denúncias das políticas alemãs em relação aos judeus (para manter os judeus assustados), quanto o revigoramento da economia alemã (em prol do reassentamento final) eram imperativos para o movimento sionista. Ironicamente, hoje os líderes sionistas de Israel reclamam amargamente do regime horrível e desumano dos nacional-socialistas. Então a fraude continua.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Nota


*1 Nota de Matthew Raphael Johnson: Nota para os leitores deste artigo que também sabem ler alemão: um livreto discutindo a emigração de judeus da Alemanha do Terceiro Reich e o Acordo de Transferência que facilitou sua emigração pode ser encontrado aqui:

https://www.wintersonnenwende.com/scriptorium/deutsch/archiv/auswanderung/adj3r00.html

 


Fonte: The Jewish Declaration of War on Nazi Germany - The Economic Boycott of 1933, por M. Raphael Johnson, The Barnes Review, Janeiro/fevereiro de 2001, páginas 41-45.

https://www.wintersonnenwende.com/scriptorium/english/archives/articles/jdecwar.html

Sobre o autor: Matthew Raphael Johnson (-) é um estudioso da história e filosofia ortodoxa russa. Ele é PhD em Filosofia, com ênfase em história e ciência política, graduado na Universidade de Nebraska. Desde 1999, ele é o editor (e atualmente é Pesquisador Sênior) da The Barnes Review. Além disso, ele continua a traduzir, escrever e dar palestras em defesa da visão social nacionalista e monarquista ortodoxa russa. Sua agenda de pesquisa gira em torno do nacionalismo étnico, do eurasianismo e da tradição ortodoxa como formas de rebelião contra o globalismo. Entre seus livros estão:

The Third Rome: Holy Russia, Tsarism and Orthodoxy, The Foundation for Economic Liberty, Inc. (2004);

Sobornosti: Essays on the Old Faith; Heavenly Serbia and the Medieval Idea, Hromada Books (2008);

Orthodoxy, Autocracy, Nationality: Lectures on Medieval Russia, Hromada Books (2009);

The Ancient Orthodox Tradition in Russian Literature (2010);

Russian Populist: The Political Thought of Vladimir Putin, The Barnes Review (2012);

The Ontology of Death: Patristic Philosophy against Nominalism, (2022).

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quinta-feira, 8 de junho de 2023

Der Zweite Weltkrieg: Ursachen Und Anlass [A Segunda Guerra Mundial: Origens e Causas] - por Russell Granata

 

Russell Granata


Der Zweite Weltkrieg: Ursachen Und Anlass [A Segunda Guerra Mundial: Origens e Causas] por Georg Franz-Willing. Leoni am Starnberger See: Druffel Verlag, 1979, 310 páginas, DM 29.50, ISBN 3-8061-0960-5.

Resenha por Russell Granata

É nenhum segredo que o bombardeio dos alemães tinha meramente mudado de forma e intensidade desde a década de 1940. Moscou e Washington cuidaram para que o mundo inteiro, não apenas a Alemanha “oriental” e “ocidental”, continue recebendo uma barragem constante de mísseis incendiários anti-alemães/anti-nazistas. No ano de 1983, o povo alemão estava sendo sobrecarregado por ondas de mídia eletrônica, bem como avalanches de papel, chamados de “volkspaedagogischen Bemuehungen” – “esforços educacionais públicos”. A razão: o 50º aniversário do que é chamado de “der Machtergreifung”, a tomada do poder em 1933. Os temas: Hitler, nacional-socialismo, o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial. Uma coisa que todos esses esforços de “educação pública” tinham em comum era que eram apresentações das perspectivas dos vencedores de 1945 contra o povo alemão – esse povo não apenas bombardeado, truncado e dividido, mas por todos esses anos ainda sem um tratado formal de paz, e ainda militarmente ocupado in toto por forças estrangeiras, algumas do leste, outras do oeste.

O bombardeio pós-1945 sobre o Terceiro Reich e a guerra por meio da mídia dos vencedores, na América bem como na Alemanha, tem sido enfadonhamente repetitivo. Nós sabemos, afinal de contas, o que aconteceu, quem foram os “vencedores” – e são, e quem tem de carregar a culpa. Nesse ínterim, no entanto, surgiu aos trancos e barrancos um refrescante, embora ainda relativamente desconhecido, espírito de debate livre dentro de um movimento de revisionismo histórico. Esse ímpeto para o debate e a inquirição aberta, embora muitas vezes obstruído e vitimizado pela repressão organizada, continua corajosamente em todo o mundo, como se fosse inevitavelmente desejado, ou pelo menos de alguma forma forçado, pela história. Na vanguarda desse desenvolvimento contemporâneo dos mais dignos estão aqueles relativamente poucos historiadores heroicos da Alemanha da segunda metade do século XX. Georg Franz-Willing é um desses poucos honrados.

Der Zweite Weltkrieg: Ursachen Und Anlass  [A Segunda Guerra Mundial: Origens e Causas] por Georg Franz-Willing. Leoni am Starnberger See: Druffel Verlag, 1979, 310 páginas, DM 29.50, ISBN 3-8061-0960-5.

Não como muitos outros historiadores alemães contemporâneos, cujas interpretações da história recente são meramente temas tocados nas harpas dos vencedores, Georg Franz-Willing em Der Zweite Weltkrieg: Ursachen und Anlass expõe a culpabilidade dos vencedores tanto na guerra de 1914 quanto em suas horrendas consequências, e na guerra de 1939 e posteriormente. Não é surpresa que a imprensa geral do poder atualmente estabelecido na Alemanha ocupada, ainda dominada por um lamentável e falso complexo de culpa coletiva, tenha dado a seu livro o tratamento silencioso. A despeito da supressão deste livro, no entanto, foram dadas revisões de obras anteriores do autor; Armin Moehler escreveu um artigo sobre ele que foi autorizado a aparecer no respeitado Criticon da Alemanha (nº 75, de janeiro-fevereiro de 1983). Franz-Willing de fato é – ou era – um nome a ser considerado na historiografia da Alemanha Ocidental, conforme se trata da era de Hitler. Seus livros sobre os primeiros anos do movimento nacional-socialista, Ursprung der Hitlerbewegung 1919-1922, Krisenjahr der Hitlerbewegung e utsch und Verbotszeit der Hitlerbewegung 1923-1925, alcançaram respeito crítico e lugares duradouros em todas as bibliografias sérias.

No presente volume {The Journal of Historical Review, vol. 5, inverno 1984}, Franz-Willing descreve#1 a Segunda Guerra Mundial como uma extensão da política anglo-americana antialemã da Grande Guerra; ele se refere à era das guerras mundiais como uma “segunda Guerra dos Trinta Anos” no desdobramento do Ocidente. Ambas as guerras mundiais são vistas como compreendendo essencialmente um único conflito unitário: fases de uma revolução global decorrente das crises causadas pela modernização e industrialização no Ocidente. O Império Britânico, como tradicional potência econômica mundial dominante, viu sua posição ameaçada por uma Alemanha unida e em ascensão. Embora a Grã-Bretanha tenha conseguido manter o controle econômico logo após a Primeira Guerra Mundial, foi incapaz de deter as mudanças sociais – algumas revolucionárias, outras evolutivas – que estavam varrendo amplamente o continente, desarrolhadas por aquele grande conflito, mas que fervilhavam há muito tempo. Franz-Willing vê a Grã-Bretanha e sua nação filha, os Estados Unidos da América, como representando essencialmente as forças liberalistas, capitalistas e reacionárias contra a(s) nova(s) ordem(ordens) do século XX. A Revolução Russa e a ascensão do fascismo foram contendas travadas para encontrar um lugar em uma ordem social em mudança.

O autor apresenta um vasto panorama das lutas de poder ideológicas, políticas e econômicas o qual, como o destino em uma tragédia grega, pareciam inevitavelmente invocar os deuses da guerra. Ele não foge nem da “Questão da Culpa” da Segunda Guerra Mundial nem da Questão Judaica – dentro e fora da Alemanha – que ele mostra como tendo um lugar fatídico no drama. Grande influência pró-sionista e judaica na América é demonstrado ter contribuído para a limpeza do caminho para guerra. Enquanto tomando o tortuoso e habilidoso eixo Roosevelt-Churchill, ele dedica uma página inteira a fotografias de Chaim Weizmann, Felix Frankfurter, Henry Morgenthau, Jr. e Bernard Baruch, concentrando-se neste quarteto judeu de forma proeminente em seu capítulo, revelando as forças que impulsionaram a intervenção econômica e militar da América no que até então tinha sido um assunto limitado e essencialmente europeu.

{Da esquerda para direita: Chaim Weizmann (1874-1952), Felix Frankfurter (1882-1965), Henry Morgenthau, Jr. (1891-1967), Bernard Baruch (1870-1965). Estes quatro judeus, que compunham o círculo dirigente dos EUA no período de governo de Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), raramente são devidamente mencionados na maioria dos livros de história, todavia eles possuíam proeminência máxima no contexto da Segunda Guerra Mundial e consequentemente contribuíram decididamente para o mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Um dos méritos do trabalho de Georg Franz-Willing é trazer a importância destes quatro nomes para a compreensão da Segunda Guerra Mundial. Crédito das fotos: Chaim Weizmann, Felix Frankfurter), Henry Morgenthau, Jr., Wikipédia em português, e Bernard Baruch Investidor em Valor.}

            Achando a Alemanha não singularmente culpada conforme acusada, seja na primeira ou na segunda fase da “segunda Guerra dos Trinta Anos”, Franz Willing, por meio de seu arquivo e pesquisa secundária, deslinda as muitas discussões tortuosas e bastante consequentes do lado dos “mocinhos” as quais gerenciaram para mergulhar o mundo em uma disputa pelo poder que ainda está acontecendo. Como David L. Hoggan, entre outros colegas historiadores que ele cita, o autor encontra Hitler se esforçando para continuar o notável e essencialmente incruento esforço anterior a 1939 para revisar Versalhes, mas sendo recusada uma acomodação pacífica e finalmente forçado para dentro duma guerra que ele não desejava ou planejava.

Na visão de Franz-Willing, o conflito assim engendrado, de fato, ainda não acabou; a revolução mundial continua, aliados – então, agora inimigos, alguns partidos rivais de hoje criados em 1945, as muitas lutas concomitantes às vezes explodindo em plena e assustadora visão, às vezes mascaradas e sutis, mas plenas de perigos e riscos.

Como uma explicação honesta e objetiva dos antecedentes e circunstâncias que cercaram o grande surto de 1939-45, Der Zweite Weltkrieg: Ursachen und Anlass serve muito bem como uma introdução ao que o historiador Charles A. Beard apropriadamente chamou de “nova e perigosa era” do mundo – pois dificilmente é agora apenas do Ocidente.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

#1 Nota de Mykel Alexander: Traduzido como:

- As origens da Segunda Guerra Mundial, por Georg Franz-Willing, 17 de março de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/03/as-origens-da-segunda-guerra-mundial_17.html

 


Fonte: The Journal of Historical Review, inverno 1984 (vol. 5), páginas 408-410.

http://www.ihr.org/jhr/v05/v05p408_Granata.html

Sobre o autor: Russell Granata (1923-2004), americano descendente de italianos, foi educador, escritor e tradutor. Era um veterano seis vezes condecorado da Marinha dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Ele se formou na University of California (B.A.) e na University of Southern California (M.A.), especializando-se em história e literatura europeias. Ele ensinou história europeia, literatura e alemão por 33 anos em escolas públicas do sul da Califórnia. Durante anos ele trabalhou em estreita colaboração com o estudioso revisionista italiano Carlo Mattogno, traduzindo seus escritos para o inglês. Por meio de sua própria editora, ele publicou edições em inglês de obras de Mattogno, incluindo My Banned Holocaust Interview e The Crematories of Auschwitz: A Critique of Jean-Claude Pressac. Ele serviu como tradutor de Mattogno em conferências do Institute for Historical Review e ajudou a produzir a edição em inglês do livro de Mattogno, Auschwitz: The End of a Legend, para o IHR. Granata também contribuiu para o The Journal of Historical Review do IHR.

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domingo, 4 de junho de 2023

Jesus o judeu - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)

 

David Skrbina 


            É difícil acreditar nos dias presentes, mas sim, é verdade, ainda há muitos cristãos no mundo. De acordo com algumas estimativas, eles somam cerca de 2,4 bilhões ou cerca de 30% da humanidade. Em termos de números absolutos, os EUA tecnicamente têm mais: cerca de 245 milhões, representando cerca de 75% do país - embora muitos deles, sem dúvida, sejam tão fracamente religiosos (“cristãos de Natal e Páscoa”) que dificilmente passariam por qualquer teste indicativo teológico. As próximas três maiores populações cristãs dificilmente são uma lista de honra (Brasil, México e Rússia), e os países que, em termos percentuais, são os mais cristãos, são em sua maioria risíveis: Timor Leste, Armênia, Nova Guiné, Haiti e Paraguai, entre os dez melhores.

            Obviamente, há uma enormemente extrapolada variedade de crenças específicas entre esses milhões de cristãos. A World Christian Encyclopedia notavelmente observa que, globalmente, existem cerca de 33.000 “denominações distintas” da Igreja, incluindo 242 católicas, 9.000 protestantes e mais de 22.000 “independentes”.  Nós podemos somente imaginar a variação de crenças entre esses grupos – e, claro, somente um (no máximo!) pode estar certo. Eu odiaria escolher o errado! (Eu ouço, “Indo para o inferno,” alguém?)

Mas presumivelmente todos eles eles devem compartilhar pelo menos algumas crenças básicas, simplesmente em ordem para se chamarem cristãos. Nós podemos adivinhar quais seriam: (1) existe um Deus pessoal e moral que nos ama; (2) os crentes prosperarão na vida após a morte e os descrentes sofrerão; e (3) Jesus é o filho de Deus, o redentor e salvador pessoal da humanidade. Provavelmente existem outros – a Bíblia (ou pelo menos parte dela) é a palavra de Deus, os Evangelhos (quaisquer que sejam incluídos) registram a vida e os ensinamentos de Jesus e assim por diante – mas vou deixar isso de lado por enquanto). Aqui eu vou focar sobre o “Homem”: Jesus de Nazaré (ou é Jesus de Belém? Esses malditos escritores do Evangelho parecem não conseguir manter sua história direta).

{O Apóstolo Paulo, por Rembrandt, 1657}

Em primeiro lugar, devo observar que há uma grande probabilidade de que tal homem jamais tenha existido. Nós podemos dizer isso com confiança porque não há – literalmente, zero – evidência contemporânea de sua existência, seja como um Filho de Deus que opera milagres, ou mesmo como um rabino ordinário. Nós podemos entender o último caso – a maioria dos rabinos comuns de 2.000 anos atrás estão perdidos na história – mas não o primeiro. Se Jesus fosse algo parecido com o operador de milagres que a Bíblia descreve, haveria uma montanha de evidências testemunhais: documentos, esculturas, gravuras, cartas, etc. E estes viriam de seus seguidores, seus céticos, seus críticos e os romanos que governavam a região. Haveria um relato vasto e bem documentado de um homem que andou sobre as águas, ressuscitou os mortos, curou com um toque, acalmou tempestades e alimentou milhares com “cinco pães e dois peixes”. Esses testemunhos datariam todos da época de seu alegado ministério, a grosso modo, 27 a 30 d.C. E ainda, daquele período de tempo, nós temos... nada.

De fato, nada mesmo perto. De fato, nada por literalmente décadas. De acordo com a datação convencional, a referência mais antiga de qualquer tipo está nas cartas de Paulo, a mais antiga das quais – Gálatas e Primeira Tessalonicenses – data de cerca de 50 d.C., duas décadas inteiras depois que nosso homem foi crucificado. O restante das cartas de Paulo, misturadas com algumas fraudulentas atribuídas a ele, aparecem entre 50 e 70 d.C., época em que (a) Paulo havia morrido e (b) os judeus foram derrotados em Jerusalém pelos romanos, e seu templo destruído.

{São Marcos de Andrea Mantegna,1448}

            Somente então alguns outros judeus – presumivelmente seguidores de Paulo – decidiram escrever sobre a vida e as palavras de Jesus em seus “evangelhos”. Os escritores do evangelho são formalmente anônimos; não sabemos nada sobre quem são, seus motivos ou as circunstâncias. Os nomes anexados (Marcos, Mateus, Lucas, João) não significam nada; seria como dizer “Novel de Bob” ou “Livro de receitas de Joe”. Mas com base em evidências textuais, os estudiosos podem datar aproximadamente o Evangelho de Marcos por volta do ano 70; Mateus e Lucas a 85; e João a 95. Nós podemos somente imaginar quanta veracidade eles contêm, visto que afirmam citar Jesus com precisão e citar detalhes de sua vida, 40, 50 ou 60 ou mais anos após sua morte. A resposta óbvia é: não muita!

A conclusão mais provável para essa confusão é que o judeu Paulo e os escritores judeus anônimos do evangelho inventaram tudo: que não houve um Filho de Deus que operasse milagres, nenhum nascimento virginal e nenhuma ressurreição. Eles o fizeram, não por fama ou dinheiro, mas porque acreditavam que a promulgação de uma teologia pró-judaica e anti-romana ajudaria a causa judaica. (Pró-judaico, porque os cristãos devem adorar o Deus judeu, o rabino judeu Jesus e a ‘virgem’ judaica Maria; anti-romano, porque “os poderes mundanos” de Roma são uma manifestação de Satanás e devem ser derrotados.1) E no final, ele fez. O judaico-cristianismo floresceu, derrotou Roma ideologicamente e depois tomou residência na própria Roma. “Sem dúvida, Roma foi conquistada”, conforme disse Nietzsche.2

{São Mateus e o Anjo, por Rembrandt, 1661}

            Mas ao ponto: embora não haja evidência direta de um Jesus-milagre ou de um Jesus-rabino, eu suspeito que algum homem assim, por essa descrição, viveu e morreu na Judéia. E a razão é simplesmente esta: desde que Paulo e seus amigos alegaram algo como verdadeiro – um milagre-Jesus – que certamente não existia e que eles sabiam que não existia, eles eram mentirosos. Quer fossem mentirosos ‘nobres’ ou mentirosos maliciosos, eu deixarei para outra hora. Mas eles eram mentirosos. E qualquer mentira funciona melhor com um núcleo aceitável de verdade. Portanto, eu considero provável que um mortal ordinário, o rabino Jesus, tenha vivido, provavelmente tenha agitado em nome dos judeus oprimidos e provavelmente tenha sido crucificado – fim da história.

Então, vamos supor que um Jesus mortal existiu. O que, então, sabemos sobre ele? Virtualmente nada com certeza. Além de alguns petiscos de Paulo, literalmente tudo o que pensamos saber sobre ele vem dos altamente duvidosos quatro Evangelhos; simplesmente não há outra fonte. E nos Evangelhos encontramos uma afirmação impressionante: Jesus era um judeu.

            “Espere um minuto!” diz o cristão, com alarme. “Jesus não pode ser um judeu! Ele é o cristão original – o cristão-primordial, nós podemos dizer.   Ele não pode possivelmente ser um judeu! De fato, muitos cristãos, tanto no passado quanto hoje, têm tentado argumentar que Jesus era um não-judeu, um gentio e até mesmo um ariano. Eles aparentemente não suportam o pensamento de que seu amado Salvador pode ser um judeu e, portanto, devem adorar um judeu. E, no entanto, todas as evidências dizem que ele era.

{São Lucas, de James Tissot, entre 1886-1994}

De fato, as evidências sugerem que Jesus era um judeu duplo: étnica e religiosamente.3 Vejamos primeiro o que diz nos próprios Evangelhos (nos quais os cristãos devem acreditar!).#1

Comece por sua mãe, a “virgem” Maria; ela claramente era uma judia. Maria era parente de sangue de Isabel, da tribo de Levi (Lucas 1:5, 1:36). Quando Jesus nasceu, ela, junto com José, “cumpriu tudo conforme a lei [judaica] do Senhor” (Lucas 2:39). E ela e José frequentavam dos cultos da Páscoa em Jerusalém “todos os anos” (Lucas 2:41). Visto que Maria era judia, isso por si só torna Jesus um judeu (na leitura ortodoxa), porque o judaísmo é matrilinear, sendo transmitido pela mãe; se você nasceu de uma judia, você é um judeu.

E sobre o pai de Jesus? Vamos deixar de lado o absurdo sobre Deus ser seu pai, que nada mais é do que a mitologia homérica regurgitada sobre semideuses na Terra. José era da “Casa de Davi”, conforme Lucas (1:27) nos informa. E conforme observado acima, José seguiu rigorosamente a lei judaica e compareceu à Páscoa anualmente. Ele era claramente um judeu praticante e (presumivelmente) o pai biológico de Jesus.

Paulo obviamente pensava que Jesus era judeu. Nos Gálatas iniciais (4:4) ele diz que Jesus “nasceu sob a ei [judaica]”, e em Romanos (9:5), ele declara seu próprio judaísmo (“meus parentes, segundo a carne... são israelitas”), adicionando que “da raça deles, segundo a carne, é o Cristo”.

Da mesma forma, os escritores do Evangelho claramente viam seu Salvador como um judeu. Jesus é repetidamente chamado de “Rabi {isto é, rabino}.”4 Ele foi circuncidado (Lucas 2:21) e celebrou a Páscoa (João 2:13). O Evangelho de Mateus começa com estas palavras: “Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”. Mesmo os não evangélicos Hebreus observam que “é bem conhecido, de fato, que nosso senhor surgiu de Judá” (7:14). Jesus frequentava regularmente a sinagoga local (Lucas 4:16). Ele mesmo disse ao povo que veio “Não penseis que vim para revogar a Lei [judaica] ou os Profetas [judaicos], mas para dar-lhes pleno cumprimento” (Mateus 5:17). E, claro, todos pensavam nele como “rei dos judeus” (Mateus 2:2; João 19:3).



Dificilmente poderia ser mais claro: tanto pela herança genética quanto pelas suas evidentes crenças e práticas, Jesus era um judeu. Ele era um judeu biológico — certamente incorporando todas aquelas maravilhosas e inspiradoras características fenotípicas judaicas — e ele era um judeu religioso.

Os poucos cristãos dispostos a se envolver com essa questão e defender um Jesus não-judeu geralmente oferecem uma das duas respostas. Primeiro, “Jesus era da Galileia, e a Galileia era uma fortaleza gentia”. Mas este é um mito persistente, propagado por aqueles avessos à noção de um Jesus judeu. Há mais de 100 anos, E. W. Masterson escreveu sobre uma “Galileia judaica”, que era “cercada por todos os lados por vizinhos [gentios] hostis.”5 Mais recentemente, agora temos obras como The Myth of a Gentile Galilee (2002) de Mark Chancey, que reconhece a teimosa ideia, mas observa “quão poucos dados existem para apoiar tal afirmação [de uma Galileia gentia]”. As evidências arqueológicas de Nazaré são escassas, mas o que nós temos mostra “evidências de habitantes judeus em vários locais, [mas] muito poucas evidências de gentios”. Da principal cidade próxima de Séforis, a evidência de gentios é “extremamente limitada” durante a vida de Jesus; em contraste, diz Chancey, há “amplas evidências” de judeus naquele tempo. Em suma, embora não negue que alguns gentios viveram lá, a evidência para eles é “praticamente invisível”; e como confirmação, Chancey observa que os gentios “também nem são proeminentes nas discussões literárias da Galiléia.”6



Apesar de tudo isso, alguns da direita dissidente, como o bad boy da Internet Andrew Anglin,*1 que, apesar de suas críticas mordazes e bem-humoradas aos judeus, exibe periodicamente seu cristianismo (aparentemente sincero), ocasionalmente criticando aqueles que ousam asseverar que Jesus foi um judeu. Nick Fuentes*2 se esquiva da pergunta quando lhe é feita, dizendo que “Jesus cumpre a lei” e que os judeus “que permanecem” se apegam a “velhos sacrifícios e velhas maneiras de fazer as coisas”, tornando-se finalmente “judeus talmúdicos”. Obviamente, Jesus não teve chance de se tornar um judeu talmúdico, visto que o Talmude de Jerusalém não foi escrito até os anos 300 (na Galileia!) e o Talmude da Babilônia não até o ano 500. Assim, a despeito das evidências, os dois homens se apegam ao mito de um Jesus gentio, mesmo conforme eles (com razão) condenam a dominação judaica e a corrupção na sociedade presente.

A segunda defesa que se vê ocasionalmente é tanto distorcida como confusa: que os ensinamentos do Velho Testamento representam a religião “verdadeira” e que os hebreus se desviaram desse verdadeiro caminho, degenerando em um judaísmo rabínico e, em última instância, talmúdico. Mas Jesus, dizem eles, aderiu aos ensinamentos verdadeiros e originais, à Lei e aos profetas – mais tarde chamados de “Cristianismo” – colocando-o assim em conflito com os judeus caídos e errôneos. Isso essencialmente admite que Jesus era um judeu étnico, mas isso, implicitamente, é irrelevante. Além disso, ignora o fato de que o Talmude e documentos posteriores, como o Shulchan Aruch, são elaborações dos ensinamentos do Velho Testamento, não desvios dele.7  Mas o ponto principal é que simplesmente porque Jesus (o judeu) teve (supostos) conflitos com outros judeus de elite, isso não significa que ele não era um judeu étnico e não significa que ele aderiu a qualquer “verdadeira” religião distinta do judaísmo.

 

As consequências

As implicações desta breve exposição são devastadoras para os cristãos e para o cristianismo. Dada a total falta de evidências corroborantes, podemos dizer com certeza que o milagreiro Jesus não existiu; portanto, o Cristianismo é uma farsa e os Evangelhos são pelo menos metade ficção. Se eles contiverem um pingo de verdade, então Jesus era um judeu comum cuja missão de vida era validar as profecias do Velho Testamento e “cumprir a Lei”, salvando assim seus companheiros judeus dos romanos malignos. Nesse caso, os cristãos precisam admitir que estão adorando um judeu comum morto há muito tempo, que não tem capacidade alguma para “salvar suas almas”. Finalmente, no caso de não haver nenhum personagem de Jesus, então Paulo e os judeus do Evangelho são mentirosos descarados e precisam ser vistos com total desprezo.

Qualquer maneira que nós olhamos isso, é uma má notícia para os cristãos. Sob qualquer cenário plausível, eles foram levados a acreditar em um rabino judeu morto há muito tempo e em seus ditos falsos – todos construídos, anos após o fato, por um punhado de judeus interessados em minar os odiados romanos e, de fato, todos os gentios.

{Crucificação, por Rembrand, 1631}


            “Mas o que seria de nós sem Jesus?” clamam os crentes. Que tal isso: construa sua vida e sua visão de mundo em torno de ideais éticos básicos, universais e antigos; defender e proteger a Terra, que sustenta toda a vida; defender a dignidade humana contra corruptores, mentirosos e enganadores; trabalhar em direção a uma sociedade transparente em escala humana; passe tempo com seus filhos e netos; e celebrar as realizações da criatividade humana e do espírito humano sem ceder a falta de senso judaico {o qual deriva, em última análise, dos líderes do judaísmo internacional, e que mantêm a própria sociedade judaica em seu controle#2}.

Apenas para começar.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

1 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: Sim, há duas ou três referências a “dar a César” e “pagar seus impostos” e “amar o inimigo”, mas essas poucas são de longe superadas numericamente e em importância teológica, por passagens rebeldes e anti-romanas. 

2 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: On the Genealogy of Morals I.16. 

3 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: Lembre-se de que essas são duas categorias distintas: alguém pode ser etnicamente (geneticamente) judeu, mas não aderir ao judaísmo, ou pode ser um seguidor não judeu (gentio) da religião judaica. 

#1 Nota de Mykel Alexander: Para as passagens bíblicas deste artigo será usada a versão traduzida publicada como Bíblia de Jerusalém (1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo), da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém), a qual é vertida diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o português, de modo que nos textos do Antigo Testamento a divindade judaica é traduzida como Yahweh, mas, por fins didáticos, usarei a forma simplificada de Jeová. 

4 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: Marcos 9:5, 11:21, 14:45; Mateus 26:25; João 1:38, 1:49; 3:2.

5 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: “Galilee in the time of Christ,” Biblical World 32(6). 

6 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: Assim como Josefo.  

*1 Fonte utilizada por Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: https://dailystormer.in/  

*2 Fonte utilizada por Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: https://rumble.com/v20i0qy-alex-jones-asks-nick-fuentes-was-jesus-christ-not-born-a-jew.html  

7 Nota de Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}: Para uma boa avaliação do Talmud e do Shulchan Aruch, veja E. Bischoff, The Book of the Shulchan Aruch (2023; Clemens & Blair). 

#2 Nota de Mykel Alexander: O tema central na questão judaica possivelmente é o da relação dos líderes judaicos através da história configurando o judaísmo internacional e suas ambições. O trabalho do jornalista Douglas Reed (1895-1976), Controversy of Zion, talvez seja ainda o que melhor trate esse tema da dinâmica do controle de tais líderes sobre a própria sociedade judaica. Para uma introdução a este trabalho de Douglas Reed ver:

- Controvérsia de Sião, por Knud Bjeld Eriksen, 02 de novembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/11/controversia-de-siao-por-knud-bjeld.html

 

 

Jesus the Jew, por Thomas Dalton, 22 de maio de 2023, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/jesus-the-jew/

Sobre o autor: Thomas Dalton {academic auctor pseudonym}, PhD, tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Veja também seu site pessoal

 www.thomasdaltonphd.com.

Visite Holocaust Handbooks & Documentaries

https://holocausthandbooks.com/   

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quinta-feira, 1 de junho de 2023

As vítimas do Holocausto acusam {The Holocaust Victims Accuse} - por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

 

David McCalden
(pseudônimo Lewis Brandon)


THE HOLOCAUST VICTIMS ACCUSE, Rabbi Moshe Shonfeld, Bnei Yeshivos,161 East Houston Street #10, New York, NY 10013, 124 páginas, paperback, $3.00. ISBN: não dado.

Resenha por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

            O subtítulo deste livro é “Documents and Testimony on Jewish War Criminals.” {“Documentos e Testemunhos sobre Criminosos de Guerra Judeus”}. Sua posição sobre o “Holocausto” é tal que é notável. O rabino Shonfeld pertence a uma seita ultraortodoxa de judeus hassídicos (ou chassídicos) que consideram o estado de Israel como uma blasfêmia.

A visão deles é que Israel só pode ser fundado quando o Messias vier e, obviamente, nem David Ben-Gurion, nem Golda Meir, nem Menachem Begin são o Messias {respectivos primeiros ministros de Israel em, 1948-1953 e 1955-1963; 1969-1974; 1977-1983}. Ao longo do texto, “Israel” é escrito entre aspas, em um estilo que ecoa o hábito de alguns estudiosos revisionistas que insistem em escrever “judeus” entre aspas (uma vez que a maioria dos judeus modernos não são da Judéia, mas do Cazaquistão).#1 De tempos em tempos, o autor também se refere a “Eretz Yisrael” {a alegada terra prometida aos judeus pelo deus da tradição judaica, a qual implica certas ambições do judaísmo internacional#2}. O texto do livro consiste em dez acusações contra vários líderes sionistas do tempo de guerra, que na opinião do autor, sacrificaram deliberadamente seus companheiros judeus no “Holocausto” para que a elite judaica pudesse ter passagem para a Palestina. Ele também condena aqueles sionistas tagarelas nos Estados Unidos, que “estupidamente antagonizaram o fuhrer nazista... fazendo discursos e tocando shofar na frente do consulado alemão... e pedindo um boicote aos produtos alemães.”#3 O autor também pede desculpas por ter que usar o termo “Holocausto”, uma vez que ele “tem sido transformado em um grito de guerra sionista, que abominamos, mas fomos forçados a usar para propósitos de identificação.”

O rabino se concentra no julgamento de Eichmann em Jerusalém, no qual foi a primeira vez que a colaboração judaica com os nazistas foi trazida à tona. Ele condena Romkowsky, o líder do movimento sionista em Lodz, que se tornou um tirano implacável quando os nazistas o colocaram no comando do gueto. Um selo postal com seu retrato e uma inscrição em iídiche é mostrado na página 23. Na página 19 há uma foto da polícia judaica no gueto de Kovna, parecendo tão sinistra quanto a Gestapo em seus uniformes pretos.

O autor cita o líder sionista Chaim Weizmann, que no Congresso Sionista de Londres, em 1937, afirmou que apenas os jovens judeus deveriam ir para a Palestina. Os idosos e enfermos “teriam que aceitar seu destino”. Henry Montor, do United Jewish Appeal, disse o mesmo. Ele ataca o herói popular do Holocausto Abba Kovner, que cantou tanto seus próprios louvores no banco das testemunhas no Julgamento de Eichmann que os juízes tiveram que intervir; para o embaraçoso desgosto de Kovner. Ao contrário da impressão amplamente difundida de que Kovner era um corajoso partidário antinazista (e daí para mais!), o autor revela que ele era um colaborador, que entregou judeus idosos aos nazistas para que a judeus jovens – como ele mesmo – pudessem ser concedidas passagens para a Palestina. Ele apoia sua alegação com evidências de testemunhas oculares.

Weizmann novamente recebe críticas em relação ao caso Joel Brand. Brand era um judeu delegado pelos sionistas húngaros em colaboração com Eichmann para negociar um acordo de caminhões para judeus com os Aliados em 1944. Weizmann, aparentemente, recusou-se a ver Brand quando ele chegou a Tel Aviv, e Brand foi então preso pelos britânicos.

            Dr. Rudolf Kastner é castigado por seu papel no acordo de caminhões para judeus. Eichmann vestiu-o com um uniforme da SS para levá-lo a Belsen para que pudesse identificar seus parentes e amigos e garantir seus assentos no único trem que teria permissão para partir. O rabino alega que Kastner subornou Eichmann e que Eichmann usou esse dinheiro para se estabelecer na Argentina depois da guerra. A fome nos guetos judeus é atribuída aos sionistas americanos que fizeram piquetes nos depósitos a partir de onde os pacotes de comida estavam sendo enviados. Seus cartazes demandavam “Pare de enviar comida para as terras do inimigo nazista!” O autor ainda condena os sionistas em “Eretz Yisroel” pelo assassinato de 250 judeus a bordo do SS Patria no porto de Haifa em 1940. A ideia era culpar as autoridades mandatórias britânicas por esta atrocidade de bombardeio.

Apesar de muitas fantasias sobre o “Holocausto”, este livro representa um capítulo importante na história da relação entre os nazistas, os sionistas e os aliados, a qual nunca antes foi publicada. Uma resenha de 28 páginas do livro também está disponível a partir de um Sr. M. Qureshi em PO Box 319, Perry, OH 44081, intitulada The Great American Holocaust by Sionism (preço não conhecido).

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

#1 Nota de Mykel Alexander: Refere-se à teoria dos judeus cazares, a qual ganhou grande notoriedade na obra de Arthur Koestler publicada no Brasil como Os KHAZARES, a 13ª tribo e as origens do judaísmo moderno, Relume Dumará, Rio de Janeiro, 2005, 256 páginas, tradução a partir do inglês por Fernando Klabin. 

#2 Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente o artigo escritos por Israel Shahak, como apresentações de Khalil Nakhleh e Michel Chossudovsky, dipostos em quatro partes, na sequência a partir de:

- “Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame “Plano Oded Yinon”. - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky, 11 de maio de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/05/grande-israel-o-plano-sionista-para-o.html 

#3 Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente:

- M. Raphael Johnson, The Jewish Declaration of War on Nazi Germany – The Economic Boycott of 1933, The Barnes Review, Janeiro/fevereiro, 2001, páginas 41-45.

https://www.wintersonnenwende.com/scriptorium/english/archives/articles/jdecwar.html

 

Fonte: The Holocaust Victims Accuse (review), por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon), The Journal for Historical Review, verão de 1980, volume 1, número 2, página 178.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p178_Shonfeld.html

Sobre o autor: David McCalden (1951-1990) nasceu em Belfast, Irlanda do Norte. Frequentou a Universidade de Londres, Goldsmiths College, graduando-se em 1974 com um Certificado em Educação (Sociologia). Ele ajudou a organizar Hunt Saboteurs, um grupo contra caçadores de raposas, e editou seu diário. Em meados da década de 1970, ele atuou no National Front, um grupo nacionalista britânico. Por um tempo foi editor do Nationalist News e colaborador regular do jornal Britain First. David McCalden foi um ardente defensor dos direitos e interesses da população protestante da Irlanda do Norte. McCalden era um enérgico e tenaz intelectual que fez carreira no desconfortando os confortáveis e cômodos pontos de vista, ele se deliciava em desafiar de forma combativa as suposições ortodoxas, sendo fervorosamente antiautoritário e um defensor intransigente da liberdade de expressão e da investigação aberta.

Um ponto marcante em sua relativamente breve vida foi o de ser o fundador do Institute for Historical Review. Por dois anos e meio, e trabalhando com o pseudônimo de “Lewis Brandon.” McCalden foi o primeiro diretor do IHR. Ele organizou a primeira “Conferência Revisionista Internacional,” a principal reunião pública do IHR, realizada em setembro de 1979 na Northrop University, perto de Los Angeles. Ele supervisionou a produção de livros, fitas e folhetos revisionistas e fez aparições em programas de rádio. Em 1980 e no início de 1981, ele editou o Journal of Historical Review do IHR.

McCalden foi o autor de vários livretos, incluindo Nuremberg and Other War Crimes Trials, que apareceu em 1978 com o pseudônimo de “Richard Harwood (pseudônimo também usado pelo bacharel em História Richard Verral),” Exiles From History e The Amazing, Rapidly Shrinking ‘Holocaust’ (1987). Ele também produziu um vídeo baseado em suas visitas a Auschwitz e os locais de outros campos alemães durante a guerra, e seu exame cético das alegadas “câmaras de gás” dali.

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Resenha do livro de Werner Maser sobre os julgamentos de Nuremberg - por David McCalden

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