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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 3 - Isai Berg e conclusões, por Karl Nemmersdorf

 Continuação de {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 2 - Revekka Plastinina-Maizel, por Karl Nemmersdorf  

 Karl Nemmersdorf

Isai Berg

Isai Davidovich Berg nasceu em Moscou, em 1905.36 No início da década de 1920, ele serviu no Exército Vermelho. Por volta de 1926, ele ingressou na polícia política e concluiu o curso na Escola da OGPU, passando depois a integrar as tropas de guarda de fronteira da OGPU. Em 1930, ele juntou-se ao Partido Comunista e, posteriormente, trabalhou infiltrado em diversas fábricas na região de Moscou, monitorando as atitudes e as falas dos trabalhadores para seus superiores na OGPU. Entre 1932 e 1935, ele chefiou o Departamento do Distrito de Shchyolkovo da OGPU, logo a nordeste de Moscou. De 1935 a 1936, ele trabalhou no Departamento do Distrito de Kuntsevo do NKVD.37 Kuntsevo também ficava próximo de Moscou; e lá Berg tornou-se membro do “clã” do NKVD liderado por Alexander Radzivilovski, um oficial de alto escalão e vice-chefe do NKVD na província de Moscou. Esses clãs, onipresentes no NKVD, estruturavam-se com base em relações de patronagem — um modelo de patrono e cliente — e serviam para proteger seus integrantes diante dos perigos do Estado stalinista. Vale lembrar que Radzivilovski iniciou sua carreira na Crimeia, em 1920, sob o comando de Zemliachka e Kun. Ele era judeu, assim como seu braço direito, Grigory Yakubovich. O clã de Radzivilovski incluía muitos oficiais do NKVD — tanto russos quanto judeus — em Kuntsevo, o qual servia como base de recrutamento para cargos de maior relevância em Moscou.38

O militante judeu
Grigory Yakubovich (1880-1926)

Berg trabalhou em Kuntsevo até meados de 1936. Radzivilovski e seus subordinados vinham frequentemente para Kuntsevo para descansar em uma dacha nas redondezas. Berg era responsável de providenciar as amenidades, e os oficiais envolvidos admitiram mais tarde, durante interrogatórios, a prática de “imoralidade e degeneração”.39 Independentemente do que isso envolvesse, Berg desempenhou um papel central; em seu posto seguinte, como chefe do NKVD do distrito de Vereya, ele foi flagrado tentando estuprar uma prisioneira (1937). Foi condenado a 20 dias de confinamento solitário e, então, promovido.40 Ele tornou-se secretário-assistente do chefe do NKVD de Moscou, Stanislav Redens (que era casado com a irmã da esposa de Stalin). Naquele verão, Radzivilovski recomendou Berg para chefiar o Departamento Administrativo e Econômico do NKVD da província de Moscou, e Redens aprovou a nomeação. “Berg, que acumulava um longo histórico de repreensões oficiais, passou instantaneamente de uma figura de menor expressão — secretário-assistente do chefe do NKVD da província — a alguém com autoridade considerável.”41 Sua patente era a de Tenente da Segurança do Estado, equivalente à de major no exército.

O judeu bolchevique
Isai Davidovich Berg (1905-1939)

Berg assumiu suas novas funções em agosto de 1937, exatamente no momento em que Stalin lançava um novo expurgo em larga escala — mais tarde denominado “Grande Terror”42 —, o qual durou até novembro de 1938 e resultou em mais de 700.000 execuções ao longo de cerca de dezesseis meses. O Politburo*3 — por instigação de Stalin — soou o alarme no início de julho sobre a existência de “elementos antissoviéticos” que estariam praticando sabotagem e crimes, e pediu pela realização de prisões e execuções em massa de caráter preventivo.43 Cada jurisdição do NKVD foi orientada a estabelecer cotas para prisões e execuções.44 Esses números foram consolidados e finalizados por Ezhov, chefe do NKVD; a ordem formal resultante, denominada “Ordem Operacional nº 00447”,*4 estipulava 270.000 prisões e 75.000 execuções. “Dezoito meses depois, essas metas haviam sido superadas em nove vezes,”45 à medida que o expurgo ganhava um ímpeto aterrorizante, com os oficiais do NKVD temendo serem vistos como pouco vigilantes. Matar e enterrar pessoas nessa escala constituía um projeto de escala massiva,46 e Redens encarregou Berg dessa tarefa em Moscou (onde a cota fora fixada em 5.000). Ele era responsável por encontrar locais adequados para as execuções, transportar os prisioneiros da prisão até esses locais, gerenciar as execuções e enterrar os corpos. O hoje notório campo de tiro de Butovo, situado a cerca de 24 quilômetros ao sul do Kremlin, tornou-se o principal local de execuções e sepultamentos na região de Moscou, e Berg coordenou a maior parte do massacre ocorrido ali.47

Ao receber a Ordem Operacional nº 00447, o NKVD entrou em ação. Em cada distrito do vasto país, agentes começaram a prender pessoas, baseando-se em dossiês acumulados ao longo do tempo, na posição social ou em outras informações. Eles então forçavam os prisioneiros a confessar um crime fictício. Os agentes obtinham as confissões por meio de diversas táticas, quase sempre recorrendo a tortura e espancamentos... durante o [Grande Terror], o NKVD realizou a falsificação [de confissões] em escala industrial. Os agentes precisavam produzir um número imenso de documentos a cada dia...48

Um oficial declarou: “Durante o dia, nós... fabricávamos interrogatórios para os acusados ​​e, à noite, nós fazíamos com que assinassem sob compulsão.”49 Algumas pessoas foram forçadas a assinar folhas de papel em branco. Os agentes, então, enviavam essas confissões assinadas pela cadeia de comando, até chegarem à mesa da “troika” — um órgão especial criado para esse fim. Em cada província, a troika era composta pelo chefe do NKVD, pelo promotor e pelo secretário local do Partido Comunista. (Por causa de que Moscou era a capital, contava com três troikas, além de vários outros órgãos de sentença, todos de natureza extrajudicial.) As troikas processavam centenas de casos de uma só vez, proferindo sentenças (morte ou envio ao gulag) contra cada indivíduo, com pouquíssima deliberação. Quase todos esses casos envolviam o Artigo 58, referente a atividades contrarrevolucionárias. Grigory Yakubovich, aliado de Radzivilovski, presidia a segunda troika de Moscou; mais tarde, Berg relatou: “Semyonov competia com Yakubovich para ver quem era mais rápido... Semyonov ia sempre à sala de Yakubovich e gabava-se de ter despachado cinquenta casos a mais que ele... e ambos sentiam-se satisfeitos por terem conseguido proferir sentenças tão rapidamente, sem sequer dar uma olhada nos dossiês.”50

O militante judeu bolchevique
Vasili Karutsky (1900-1938)

Outros dois judeus integraram, por um período, uma das várias troikas de Moscou e também condenaram centenas ou milhares de pessoas à morte: Vasili Karutsky*6 e Vladimir Tsesarsky*7.51

O NKVD fotografava as infortunadas pessoas fadadas a morrer em Butovo — de frente e de perfil (como na foto de Vikhman, acima) — e incluía seus nomes em uma lista; Berg possuía uma cópia dessa lista e das fotografias. Ao redor da meia-noite, veículos prisionais ou caminhões, com capacidade para até cinquenta pessoas cada, partiam das prisões de Moscou rumo a Butovo. A área, arborizada e isolada, contava com refletores e uma longa construção de madeira. Uma vala profunda e extensa havia sido preparada previamente com o auxílio de equipamento de terraplenagem. Agentes do NKVD ou milicianos arrebanhavam as pessoas para dentro da construção, onde a identificação de cada uma era cuidadosamente checada, um processo longo. Então, os prisioneiros eram levados para fora, um por vez em direção à vala; ali, onde um executor disparava contra a nuca de cada um e lançava o corpo na cova. Os executores — um pequeno grupo especial composto por russos, tinham à disposição toda a vodca que desejassem. Após a rodada final documental, a tarefa era concluída, e os executores retornavam a Moscou.52 No dia seguinte, os corpos eram cobertos por uma camada de terra, e a operação recomeçava. Entre agosto de 1937 e julho de 1938,53 registrou-se uma média de 1.645 execuções por mês — cerca de 55 por dia, mas numas poucas esse número excedia 400, alcançando, em uma ocasião, a 562.54 O papel de Berg no ato de matar em si não é claro; um historiador afirma que ele “participou das execuções”, o que não significa, necessariamente, que ele tenha efetuado disparos contra as pessoas.55 Dado que ele era o responsável pela operação (trabalhando, na prática, sob o nariz de Stalin), ele provavelmente teria estado no lugar, supervisionando o bom andamento dos procedimentos e finalizando a documentação. É, ao menos, possível que ele tenha participado dos fuzilamentos, visto que havia um grande volume de execuções a realizar — quase 21.000 pessoas foram mortas em Butovo entre agosto de 1937 e outubro de 1938.56

 O militante judeu bolchevique
Vladimir Tsesarsky (1895-1940) 

Se Berg atirou ou não pessoalmente em pessoas em Butovo, ele estava interessado em fazer o processo o mais eficiente possível. Ele supervisionou a introdução de um veículo projetado para asfixiar os prisioneiros com gases durante o trajeto até Butovo.57 Berg sentia a pressão para acelerar o ritmo das execuções, a fim de dar conta da avalanche de nomes que chegava das troikas. Ele também desejava aliviar a sobrecarga dos executores — que, por vezes, precisavam fuzilar quarenta ou cinquenta pessoas por noite — e reduzir a possibilidade de resistência entre os prisioneiros. As fontes não indicam se a ideia partiu do próprio Berg, nem quantas dessas unidades foram utilizadas. (Os veículos eram descritos como caminhões disfarçados de furgões de entrega de pão.) Na União Soviética daquela época, existia uma verdadeira obsessão pela tecnologia, o que provavelmente impulsionou o desejo de encontrar um método de extermínio mais limpo e eficiente do que o uso de revólveres por executores embriagados.

Uma versão relata que agentes do NKVD retiravam os condenados das prisões, despiam-nos, amordaçavam-nos e amarravam-nos, para então lançá-los dentro do veículo antes de partir.58 Ao chegarem a Butovo, alguns ainda podiam estar vivos, embora não muito, e tinham de ser finalizados ou arremessados ainda vivos na vala. Investigações posteriores revelaram que algumas das vítimas foram enterradas ainda vivas; talvez se tratasse de pessoas provenientes do veículo adaptado para execuções por gás.59 Nós sabemos que houve, ao menos, um grupo de pessoas enterradas no local que não apresentava ferimentos por arma de fogo:

Nós sabemos, a partir de escavações arqueológicas limitadas realizadas em Butovo em 1997, que houve pelo menos uma carga de vítimas transportada em um furgão — visto que 55 corpos encontrados não apresentam o ferimento a bala característico na parte de trás da cabeça ou no pescoço, marca registrada das execuções perpetradas pelo NKVD deste período e consequentemente são quase certamente de vítimas dos furgões de gás de Berg.60

Um autor especula que Berg pode ter operado vários furgões de gás, sobre o espaço de meses, com um número de vítimas que chegaria a cinco ou até dez mil.61 Problemas logísticos, contudo, levam-me a crer que o uso desses veículos foi bastante limitado. Em primeiro lugar, se a polícia secreta amarrasse as pessoas e as jogasse dentro do furgão, cinquenta pessoas não caberiam no espaço sem que fosse necessário um esforço considerável para empilhá-los. Isso reduziria tanto o número de vítimas quanto a eficiência. O melhor método seria espremer as pessoas lá dentro, mantendo-as em pé. Depois, ao chegar ao local, eles teriam de laboriosamente descarregar os mortos e os moribundos manualmente lançá-los em uma vala, uma tarefa extremamente difícil, muito mais dura do que fazer com que as próprias vítimas caminhassem até a vala por força própria. Se eles descarregassem os corpos dessa maneira, eles poderiam fazer os prisioneiros a realizar isso, mas as fontes não fazem menção a isso, e a tarefa teria de ser supervisionada por agentes do NKVD.62

O cenário mais provável e de otimização seria espremer o maior número possível de pessoas na van, dirigir por cerca de 40 minutos até o local, posicionar o veículo de ré junto à vala e fazer com que os próprios prisioneiros realizassem o desembarque. Reunir, identificar e embarcar os prisioneiros nas prisões de Butyrka ou Lubianka, seguir até Butovo, efetuar o desembarque e retornar levaria, no mínimo, duas horas e meia. Na prática, isso significa que apenas duas viagens poderiam ser realizadas em uma única noite. Se, por exemplo, três caminhões estivessem em operação, seria possível eliminar 300 vítimas por noite; contudo, devido a quebras mecânicas e outros contratempos, esse número costumaria ser ainda menor. Por outro lado, em um período de cerca de seis horas, 500 prisioneiros poderiam ser transportados, examinados, executados a tiros e lançados em uma vala, sem a necessidade de auxílio de outros prisioneiros. As vans de gás simplesmente não eram tão eficientes quanto o fuzilamento — e a prova disso reside no que aconteceu depois. Não há evidências de que tais vans de gás tenham sido utilizadas novamente, nem em Katyn,*8 nem em Vinnitsia, nem em qualquer outro local onde o NKVD pretendesse eliminar um grande número de pessoas rapidamente. Em adição, se Berg tivesse colocado em operação quinze ou vinte caminhões e, com eles, matado muitas milhares de pessoas, isso teria representado um fenômeno maior, com muito alta probabilidade de estar marcado no registro documental, o qual, como ele é, o que se observa é em tudo marcos registrados de alguma coisa efêmera: referências vagas, poucos detalhes e mesmo pouquíssimas testemunhas lembrando disso. Em análise afinal, a van de gás de Berg não passou, possivelmente, de uma novidade de curta duração.

Não obstante, Isai Berg, o judeu, posiciona-se culpado perante toda a humanidade por ter sido o pioneiro desta máquina de matar infernal.

Berg não supervisionaria as dez últimas semanas de execuções em Butovo, pois foi preso em 4 de agosto de 1938. O motivo alegado foi embriaguez e comportamento indecente, mas a razão real foi o desmantelamento de seu clã dentro do NKVD e a perda da proteção de que desfrutava. Radzivilovski e Yakubovich haviam sido transferidos para fora de Moscou, e os novos superiores começaram a notar a corrupção pervasiva no NKVD do distrito de Kuntsevo. O chefe daquele distrito foi preso, e Berg também acabou transportado devido às suas conexões com Kuntsevo. Berg foi interrogado — continuando com nosso tema — por um oficial judeu, Matvei Titelman, que exigia que ele confessasse apenas abuso de autoridade, e não a temida “atividade contrarrevolucionária”.63 Contudo, após Beria assumir o comando do NKVD em novembro de 1938, a postura da cúpula tornou-se mais rígida. (Stalin havia decretado o fim do Terror e precisava de bodes expiatórios para culpar pelo fato de o massacre ter saído tanto do controle.) Berg e muitos membros de seu clã foram, então, acusados ​​de orquestrar uma conspiração contrarrevolucionária no NKVD na região de Moscou, o que era sem sentido, assim como todas as outras feitas naquele ano. Titelman foi preso no final de novembro, e seu sucessor espancou Berg com um cassetete para forçar uma confissão.64 Em 7 de março de 1939, Berg foi condenado à morte pelo Colégio Militar da Suprema Corte Soviética e executado. Titelman fora fuzilado poucos dias antes; Yakubovich foi fuzilado no final de fevereiro; Radzivilovski, em janeiro de 1940. A era da predominância judaica no NKVD chegava a um fim abrupto, mas o estrago já estava feito.

 

Conclusão

As três pessoas descritas acima, por mais sanguinárias que fossem, tinham inúmeros contrapartes no Estado bolchevique. O número de judeus na alta cúpula da União Soviética tem sido objeto de muito debate; contudo, para os russos comuns, era muito mais relevante a presença de um grande contingente de judeus em posições de poder por todo o país, em cargos de nível intermediário, especialmente na polícia secreta, que detinha poder sobre a vida e a morte.65 Poucos desses judeus haviam rompido definitivamente seus laços com a nação judaica, embora tentassem esconder esse fato, atuando dentro e por meio da nação russa, sob a fachada do socialismo internacional.66 Ainda, eles não podiam se despojar de sua identidade e motivações judaicas, assim como um leopardo não pode mudar suas manchas. Eles estavam movidos pelo desejo de vingança, não apenas pelos males que acreditavam ter sofrido na Rússia, mas também por um ódio profundamente arraigado contra os não judeus que eles haviam desenvolvido e nutrido desde tempos antigos. Uma vez que ganhassem uma posição de poder na Rússia, não importa o quão baixa o tênue que fosse, eles começaram a matar, e continuaram a fazê-lo por três décadas ou mais, pois tal comportamento estava enraizado em sua própria natureza. Quando o Estado soviético passou a restringir o poder dos judeus e a abandonar o massacre como ferramenta de governo, eles perderam, subitamente, o entusiasmo pelo comunismo à moda russa.

No fim das contas, havia poucos comunistas judeus; somente judeus.

A União Soviética e o bolchevismo judaico têm ido embora, mas a nação judaica — carregada de suas memórias sombrias e expectativas — está mais forte do que nunca. Ela passou a adotar novos cenários e táticas, mas o ódio profundo continua a arder. Nós podemos vê-lo em ação em quase toda parte no mundo moderno, num tempo em que o Ocidente se encontra à beira da dissolução. Como será o próximo quarto de século? Se os judeus conquistarem o poder com o qual sonham, será como isso —

 

Pintura encomendada pelos Rothschild, de autoria de Cleon Peterson

Felizmente, o Ocidente está despertando rapidamente, em grande parte por causa dos próprios judeus que, com sua insolência característica, expuseram sua essência íntima para que todo o mundo a veja. Sua arrogância é chocante, sua malícia, de tirar o fôlego, e seu poder, descarado. Os acontecimentos estão, claramente, chegando a um ponto decisivo. Se Deus permitir que a justiça triunfe, os judeus sofrerão uma derrota definitiva na guerra que se avizinha. A alternativa é terrível demais para ser cogitada. “Se... o judeu conquistar as nações deste mundo, sua coroa tornar-se-á a coroa fúnebre da humanidade...”67

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

36 Nota de Karl Nemmersdorf: Berg é um sobrenome comum tanto entre alemães quanto entre judeus; Tumshis e Zhukov o identificam como judeu. Outra observação: dois dos nossos três personagens nasceram fora da Zona de Assentamento, a vasta área na qual os judeus, segundo suas próprias queixas, viviam “aprisionados”. Muitos judeus na Rússia Imperial tinham o privilégio de viver fora dessa zona, e muitos outros o faziam de maneira ilegal.

37 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 125. O NKVD era o Comissariado do Povo para Assuntos Internos, equivalente a um Ministério do Interior. Foi estabelecido em julho de 1934 e absorveu a OGPU (“Diretoria Política Estatal Unificada”) — a antiga Cheka —, que passou a ser a GUGB (“Diretoria Principal de Segurança do Estado”). Um judeu, Yakov Agranov, chefiava a GUGB, e outro judeu, Genrikh Yagoda, chefiava o NKVD. Tecnicamente, a OGPU/GUGB e o NKVD eram distintos, mas os termos são frequentemente usados ​​ intercambiavelmente.

38 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police. (Edited & translated by Seth Bernstein. University of Wisconsin Press, 2016), pp. 12-13.

39 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 14.

40 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 125.

41 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 15.

42 Nota de Karl Nemmersdorf: Segundo Robert Conquest, em sua obra magistral The Great Terror {O Grande Terror em edição em português}: essa fase do domínio stalinista, entre 1937 e 1938, ocorreu após uma sucessão exaustiva de massacres e convulsões comunistas — o Terror Vermelho sob Lênin, a destruição da Igreja e o assassinato do clero, a coletivização forçada dos agricultores, a industrialização acelerada e seus consequentes deslocamentos populacionais, a vasta expansão do sistema gulag — com seus prisioneiros sendo forçados a trabalhar em vastos projetos econômicos — e o Holodomor; isso para citar apenas os picos mais altos ​​no alcance da montanha de atrocidades soviéticas.

*3 Fonte utilizada por Nota de Karl Nemmersdorf: Politburo - Soviet political body, editores da Britannica, Britannica.

https://www.britannica.com/topic/Politburo#ref1

43 Nota de Karl Nemmersdorf: Para uma discussão sobre os motivos de Stalin para o expurgo, veja Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. xi-xii e xxvi. Stalin queria eliminar uma possível «quinta-coluna» no caso de uma guerra — considerada iminente —, substituir a antiga burocracia bolchevique por novos quadros stalinistas e submeter a população a um novo processo de domesticação por intimidação, visando incutir-lhe obediência.

44 Nota de Karl Nemmersdorf: Seth Bernstein, Introdução, em Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. xxiii. Para a tabela de cotas por região, veja Karl Schlögel, Moscow 1937 (Polity Press, 2013), pp. 495-96. Não se deve deixar de notar que um sistema de cotas para execuções representa o auge da barbárie.

*4 Fonte utilizada por Nota de Karl Nemmersdorf: Werth Nicolas, The NKVD Mass Secret Operation n°00447 (August 1937 - November 1938), Mass Violence & Résistance, [online], publicado em 24 de maio de 2010.

https://www.sciencespo.fr/mass-violence-war-massacre-resistance/en/news/the-nkvd-mass-secret-operation-n-00447-august-1937-november-1938/

45 Nota de Karl Nemmersdorf: Donald Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him (New York: Random House, 2004), p. 308.

46 Nota de Karl Nemmersdorf: Diferente de outros genocídios, uma grande parcela dos restos mortais das vítimas do Grande Terror foi encontrada e identificada. Para obter informações sobre locais de sepultamento, consulte o Map of Memory {Mapa da Memória} em https://en.mapofmemory.org/

47 Nota de Karl Nemmersdorf: Havia vários outros locais importantes de execução e sepultamento na região de Moscou: o Cemitério Donskoye contava com um crematório, onde milhares de prisioneiros executados foram cremados e enterrados em valas comuns. Kommunarka foi o local de mais de 6.000 execuções, envolvendo, em sua maioria, bolcheviques de alto escalão.

48 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. xiv.

49 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 31.

50 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 482.

52 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, pp. 482-484.

53 Nota de Karl Nemmersdorf: Após o início de agosto, Berg não esteve mais envolvido.

54 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, pp. 472, 474.

55 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 482.

56 Nota de Karl Nemmersdorf: 973 pessoas foram fuziladas por serem cristãs ortodoxas, incluindo centenas de padres, bispos e abades. Quarenta e nove padres foram fuzilados em um único dia, 10 de dezembro de 1937. Para fins de comparação, dois rabinos foram mortos. Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 487.

57 Nota de Karl Nemmersdorf: Ao menos cinco historiadores afirmaram que Berg utilizava caminhões de gás: Yevgenia Albats, em The State Within a State: The KGB and its Hold on Russia—Past, Present, and Future (1994); Timothy Colton, em Moscow: Governing the Socialist Metropolis (1998); Catherine Merridale, em Night of Stone: Death and Memory in Twentieth Century Russia (2002); Alexander Solzhenitsyn, em 200 Years Together (2002); e Robert Gellately, em Lenin, Stalin, and Hitler: The Age of Social Catastrophe (2007). Merridale indica Colton como sua fonte, mas Colton não cita nenhuma fonte. Albats, Gellately e Solzhenitsyn referenciam um artigo russo de 1990, de autoria de Evgeni Zhirnov, que teve acesso aos registros investigativos originais sobre Berg (da época em que este foi detido pelo NKVD) e forneceu detalhes a respeito. Um trecho relevante desse artigo aparece aqui, em uma publicação posterior de Zhirnov: https://www.kommersant.ru/doc/1265324

Em adição, pelo menos seis oficiais de alto escalão da polícia secreta soviética, abrangendo o período de Berg até a década de 1990, testemunharam sobre a existência do caminhão de gás de Berg. Karl Radl analisa os depoimentos de cinco deles no texto “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

58 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 126, citando o depoimento de E. Zhirnov, que detalha o registro investigativo de Berg, bem como depoimentos de integrantes do NKVD daquela época.

59 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 476.

60 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Radl analisa os depoimentos de cinco deles no texto “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

61 Nota de Karl Nemmersdorf Karl Radl, “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

62 Nota de Karl Nemmersdorf: Uma ideia longe do provável: furgões com sistema de basculamento hidráulico semelhantes a caminhões caçamba, os quais poderiam dar marcha à ré e despejar os mortos na vala automaticamente. Não há qualquer indício da existência de um veículo desse tipo nas fontes, as quais mencionam, invariavelmente, um veículo disfarçado de furgão de entrega de pães. A construção de um veículo com sistema de basculamento apresentaria desafios técnicos muito maiores do que a dos furgões a gás descritos; além disso, caminhões caçamba não eram comuns na Rússia em 1937.

*8 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: One of them killed 10,000 people by himself. Who were the killers from Katyn?, 07 de maio de 2019, Fragments of the article by Piotr Zychowicz, in superhistoria.pl,  Justice for polish victims OF THE SECONDO WORLD WAR.

https://justiceforpolishvictims.org/polish-experience/one-of-them-killed-10000-people-by-himself-who-were-the-killers-from-katyn/

63 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. 157-58, nota 156.

64 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. 67, 157-58, nota 156.

65 Nota de Karl Nemmersdorf: Por três décadas tenho coletado dados sobre comunistas judeus e posso atestar que o número de judeus que ocupavam cargos nos escalões intermediários do Estado soviético é imenso. Eram essas as pessoas que governavam o país no dia a dia. O número de judeus no meio acadêmico era igualmente grande.

66 Nota de Karl Nemmersdorf: Kevin MacDonald discute esse ponto forte e persuasivamente no terceiro capítulo de The Culture of Critique.

67 Nota de Karl Nemmersdorf: Adolf Hitler, Mein Kampf (Reynal and Hitchcock, 1941), p. 84.

Fonte: Three Savage Jewish Communists, por Karl Nemmersdorf, 30 de dezembro de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/12/30/three-savage-jewish-communists/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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{Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas - Por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}