quinta-feira, 8 de setembro de 2022

De quem é o grão que está sendo enviado da Ucrânia? Gigantes do agronegócio transgênico da América assumirão o controle das terras agrícolas da Ucrânia - por Frederick William Engdahl

 

Frederick W. Engdahl


Um grande alarido humanitário nas últimas semanas demandando o transporte seguro de grãos ucranianos para aliviar uma crise de fome na África e em outros lugares é enganoso em muitos níveis.

Não menos importante é quem possui a terra em que o grão é cultivado e se esse grão é realmente milho e outros grãos patenteados OGM {Organismo Geneticamente Modificado} ilegais. Um regime corrupto de Zelenskyy fez acordos quietamente com as principais empresas de agronegócios transgênicos do Ocidente, que estão tomando o controle de algumas das áreas agrícolas de “terra negra” mais produtivas do mundo.

 

O golpe da CIA em 2014

Em fevereiro de 2014, um golpe de estado apoiado pelo governo dos EUA forçou o presidente eleito da Ucrânia a fugir por sua vida para a Rússia. Em dezembro de 2013, o presidente Viktor Yanukovych anunciou após meses de debate que a Ucrânia se juntaria à União Econômica Eurasiática Russa com a promessa de uma compra russa de US$ 15 bilhões da dívida estatal da Ucrânia e uma redução de 33% no custo do gás russo importado.[1]

A oferta competidora foi uma insignificante “adesão associada” à U.E, {União Europeia}, vinculada à aceitação da Ucrânia de um pacote de empréstimo draconiano do FMI e do Banco Mundial que forçaria a privatização das inestimáveis terras agrícolas da Ucrânia, permitiria o plantio de culturas geneticamente modificadas, bem como imporia cortes severos nas pensões e austeridade social. Em troca de um empréstimo de US$ 17 bilhões do FMI, a Ucrânia também teria que aumentar o imposto de renda pessoal em até 66% e pagar 50% a mais pelo gás natural. Os trabalhadores teriam que trabalhar dez anos a mais para obter pensões. O objetivo era abrir a Ucrânia ao “investimento estrangeiro”. O habitual estupro da economia pelo FMI em nome dos interesses corporativos globalistas.

Uma provisão-chave das exigências dos EUA e do FMI ao governo pós-golpe do primeiro-ministro escolhido pelos EUA, {o judeu} Arseniy Yatsenyuk[2], líder dos protestos Maiden apoiados pela CIA contra Yanukovych, foi finalmente abrir as ricas terras agrícolas da Ucrânia para gigantes estrangeiros do agronegócio, acima todos os gigantes de OGM {Organismo Geneticamente Modificado}, incluindo Monsanto e DuPont. Três do gabinete de Yatsenyuk, incluindo os principais ministros das Finanças e da Economia, eram estrangeiros, ditados a Kiev pela {judia} Victoria Nuland, do Departamento de Estado dos EUA, e pelo então vice-presidente Joe Biden. As condições de empréstimo do FMI impostas por Washington exigiam que a Ucrânia também revertesse sua proibição de culturas geneticamente modificadas e permitisse que empresas privadas como a Monsanto plantassem suas sementes transgênicas e pulverizassem os campos com o {herbicida} Roundup da Monsanto.

Desde que a Ucrânia declarou independência da União Soviética em 1991, manter o controle da preciosa “terra negra” da Ucrânia tem sido uma das questões mais acaloradas na política nacional. Pesquisas recentes mostram que 79% dos ucranianos querem reter o controle de suas terras da aquisição estrangeira. A Ucrânia, assim como o sul da Rússia, abriga uma valiosa terra preta ou chernozems, um solo escuro e rico em húmus que é muito produtivo e precisa de pouco fertilizante artificial.

 

A Moratória de 2001

Uma lei ucraniana de 2001 impôs uma moratória na venda privada de terras agrícolas para empresas maiores ou investidores estrangeiros. A moratória era suspender a compra de oligarcas ucranianos corruptos[3] e seu arrendamento para o agronegócio estrangeiro das ricas terras agrícolas. A essa altura, a Monsanto e outros agronegócios ocidentais haviam feito incursões significativas na Ucrânia.

Quando a Ucrânia deixou a União Soviética em 1991, os agricultores que tinham trabalhado nas fazendas coletivas soviéticas receberam pequenos lotes de terra. Para impedir a venda dos lotes ao faminto agronegócio estrangeiro, foi votada a moratória de 2001. Sete milhões de agricultores ucranianos possuíam pequenas parcelas totalizando cerca de 79 milhões de acres. Os 25 milhões de acres restantes eram de propriedade do estado. O cultivo de culturas OGM {Organismo Geneticamente Modificados} era estritamente ilegal.[4]

Apesar da moratória, Monsato, DuPont, Cargill e outros fornecedores ocidentais de OGM {Organismo Geneticamente Modificado} secreta e ilegalmente começaram a espalhar suas sementes OGM {Organismo Geneticamente Modificado} patenteadas na terra negra da Ucrânia. Pequenos proprietários de terras arrendariam suas terras para grandes oligarcas ucranianos, que por sua vez entrariam em acordos secretos com a Monsanto e outros para plantar milho e soja transgênicos. No final de 2016, de acordo com um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, agora excluído, cerca de 80% da soja da Ucrânia e 10% do milho eram cultivados ilegalmente a partir de sementes geneticamente modificadas. A lei Zelenskyy 2021 permitiu que essa porta aberta para os OGM {Organismo Geneticamente Modificado} fosse amplamente expandida.

 

Entra o Comediante

Em maio de 2019, Volodymyr Zelenskyy {judeu}, um comediante de TV ucraniano, protegido do notoriamente corrupto oligarca ucraniano, Igor Kolomoisky {judeu}, foi eleito presidente em uma trágica revolta popular “contra a corrupção do governo”.[5] Um dos primeiros atos de Zelenskyy em 2019 foi tentar derrubar a moratória de 2001. Agricultores e cidadãos realizaram grandes protestos ao longo de 2020 para bloquear as mudanças propostas por Zelenskyy.

{O ator judeu Volodymyr Zelensky, lançado à presidência da Ucrânia pelo oligarca
 judeu Ihor Kolomoisky da Ucrânia num processo que além de prejudicial para a Ucrânia,
 resultou em agitação mundial, instigando guerras e sofrimento para muitas nações.}

Finalmente, tomando vantagens das restrições de bloqueio do covid e proibições de protestos públicos, em maio de 2021 Zelenskyy assinou o projeto de lei nº 2194, desregulamentando a terra, chamando-a de “chave” para o “mercado de terras agrícolas”. Ele estava certo. Em um movimento sorrateiro para acalmar a oposição dos agricultores, Zelensky afirmou que a nova lei permite que apenas cidadãos ucranianos comprem ou vendam as valiosas terras agrícolas nos primeiros anos. Ele não mencionou a enorme brecha que permite que empresas estrangeiras como Monsanto (hoje parte da Bayer AG) ou DuPont (agora Corteva), ou outras empresas as quais têm estado operando na Ucrânia há mais de três anos, para também comprar as terras desejadas.

A lei de 2021 também deu propriedade a governos municipais e de vilarejos notoriamente corruptos que podem mudar o propósito da terra. Após janeiro de 2024, os cidadãos ucranianos e as empresas podem comprar até 10.000 hectares de terra. E uma emenda de abril de 2021 à lei do mercado de terras – “Sobre as emendas ao Código de Terras da Ucrânia e outros atos legislativos relativos à melhoria do sistema de gestão e desregulamentação no campo das relações fundiárias” – abriu outra enormemente espantosa brecha para o agronegócio estrangeiro para tome o controle da rica terra negra da Ucrânia. A emenda contorna o banimento de venda de terras para estrangeiros, alterando o propósito da terra, digamos, de terras agrícolas para terras comerciais. Em seguida, pode ser vendido a qualquer pessoa, incluindo estrangeiros que, por sua vez, podem reaproveitá-lo para terras agrícolas. Zelenskyy assinou o projeto de lei e voltou atrás em sua promessa de campanha de realizar um referendo nacional sobre qualquer mudança na propriedade da terra.

Se houver alguma dúvida quanto ao interesse do agronegócio norte-americano ligado a OGMs {Organismos Geneticamente Modificados} em apropriar-se das terras agrícolas da Ucrânia, uma olhada no atual Conselho de Administração do Conselho Empresarial EUA-Ucrânia é instrutiva. Ele inclui o maior gigante privado de grãos e agronegócio do mundo, a Cargill. Ele inclui a Monsanto/Bayer que possui sementes OGM {Organismo Geneticamente Modificado} patenteadas e o pesticida mortal Roundup. Inclui a Corteva, a enorme fusão OGM {Organismo Geneticamente Modificado} da DuPont e Dow Chemicals. Ele inclui os gigantes do cartel de grãos Bunge e Louis Dreyfus. Inclui o principal fabricante de equipamentos agrícolas John Deere.

Essas foram as poderosas corporações do agronegócio reportadamente por trás da traição de Zelenskyy de sua promessa eleitoral.

Com a Bayer/Monsanto, Corteva e Cargill já controlando 16,7 milhões de hectares de terras agrícolas de terra preta na Ucrânia e com um suborno de fato do FMI e do Banco Mundial, o governo de Zelenskyy cedeu e se vendeu. O resultado será muito ruim para o futuro do que era até recentemente o “celeiro da Europa”. Com a Ucrânia agora sendo aberta pelas empresas do cartel de OGM {Organismo Geneticamente Modificado}, resta apenas a Rússia, que proibiu os cultivos de OGM {Organismo Geneticamente Modificado} em 2016 como o único grande fornecedor mundial de grãos sem OGM {Organismo Geneticamente Modificado}. A U.E. {União Europeia} está supostamente trabalhando em uma nova lei que derrubaria o processo crítico de aprovação há muito estabelecido para colheitas cultivadas de OGM {Organismo Geneticamente Modificado} e abriria as comportas para a aquisição de OGM {Organismo Geneticamente Modificado}.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Nota de Mykel Alexander: Sobre o contexto das agitações ucranianas, incluindo intromissão na negociação entre Ucrânia e Russa interpondo o FMI, que resultaram na derrubada do presidente eleito em 2014 e a sequência de eventos ver:

- {Retrospectiva 2013 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - Putin conquista nova vitória na Ucrânia O que realmente aconteceu na crise ucraniana, por Israel Shamir, 03 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2013-russia-ucrania-eua.html

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus, por Israel Shamir, 25 de fevereiro de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/02/retrospectiva-2014-russia-ucrania-e-os.html  

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} O pêndulo ucraniano - Duas invasões, por Israel Shamir, 06 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2014-russia-ucrania-eua.html

- {Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas, por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}, 18 de abril de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/04/retrospectiva-ucrania-2014.html

Sobre os grupos de direita ucranianos e sua ação na agitação ucraniana de 2014, bem como seus antecedentes articuladores ver:

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} A Revolução Marrom na Ucrânia, por Israel Shamir, 13 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/a-revolucao-marrom-na-ucrania-por.html  

[2] Nota de Mykel Alexander: Who exactly is governing Ukraine?, por Harriet Salem, 04 de março de 2014, The Guardian.

https://www.theguardian.com/world/2014/mar/04/who-governing-ukraine-olexander-turchynov  

[3] Nota de Mykel Alexander: Sobre a relação do judaísmo internacional na política interna e externa da Ucrânia ver:

- {Retrospectiva 2004 - Ocidente-Ucrânia... e o judaísmo internacional} Ucrânia à beira do precipício, por Israel Shamir, 14 de agosto de 2022, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/08/ucrania-beira-do-precipicio-por-israel.html

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus, por Israel Shamir, 25 de fevereiro de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/02/retrospectiva-2014-russia-ucrania-e-os.html  

- {Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas, por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}, 18 de abril de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/04/retrospectiva-ucrania-2014.html

- Quão judaica é a guerra contra a Rússia? Sejamos honestos sobre quem está promovendo, por Philip Giraldi, 23 de julho de 2022, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/07/quao-judaica-e-guerra-contra-russia.html

- Jeffrey Sachs e Philip Giraldi: a guerra na Ucrânia é mais uma guerra neoconservadora, por Kevin MacDonald, 27 de julho de 2022, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/07/jeffrey-sachs-e-philip-giraldi-guerra.html  

[4] Nota de Mykel Alexander: Sobre a ação globalista e seus operadores nas terras ucranianas ver:

- Ucrânia: Privatização de Terras Exigida pelo FMI, Ligações ao Escândalo de Biden Graft. Falência projetada da economia nacional, por Dmitriy Kovalevich, 04 de setembro de 2022, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/09/ucrania-privatizacao-de-terras-exigida.html

[5] Nota de Mykel Alexander: Sobre a associação dos judeus Igor Kolomoisky e Volodymyr Zelenskyy na subversão da política ucraniana e na instabilidade da paz euroasiática e mundial ver:

-  A Mão Judaica na Terceira Guerra Mundial - Liberdade de expressão versus catástrofe, por Thomas Dalton {academic auctor pseudonym}, 21 de agosto de 2022, World Traditional Front.

http://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/08/a-mao-judaica-na-terceira-guerra.html

 

 

Fonte: Whose Grain Is Being Shipped from Ukraine? America’s GMO Agribusiness Giants to Take Control of Ukraine Farmland, por Frederick William Engdahl, 03 de setembro de 2022, Global Research.

https://www.globalresearch.ca/whose-grain-being-shipped-from-ukraine/5790604

Sobre o autor: Frederick William Engdahl (1944 -) é americano, formou-se em engenharia e jurisprudência pela Universidade de Princeton em 1966 (BA) seguido de pós-graduação em economia comparada na Universidade de Estocolmo de 1969 a 1970. Em seguida, trabalhou como economista e jornalista freelance em Nova Iorque e na Europa. Ele também tem sido um associado de longa data do movimento LaRouche e atuou como editor de economia da Executive Intelligence Review da LaRouche. Engdahl é um colaborador do Global Research (do Centre for Research on Globalization), o site russo New Eastern Outlook (do Instituto de Estudos Orientais da Academia Russa de Ciências), do site Veterans Today, é colaborador regular do RT (Russian Times) (anteriormente Russia Today), Voice of Russia, e Eurasia.

            É autor dos seguintes livros:

Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance. mine.books (2018).

The Lost Hegemon: Whom the gods would destroy. mine.books (2016).

Target: China – How Washington and Wall Street Plan to Cage the Asian Dragon. San Diego, Calif.: Progressive Press (2014). Edições alemã e chinesa publicadas em 2013.

Myths, Lies and Oil Wars. Wiesbaden: Edition. Engdahl (2012).

Gods of Money: Wall Street and the Death of the American Century. edition. engdahl (2010), Progressive Press (2011).

Full Spectrum Dominance: Totalitarian Democracy in the New World Order. Boxboro, Mass.: Third Millennium Press (2009); Progressive Press (2011).

Seeds of Destruction. The Hidden Agenda of Genetic Manipulation. Centre for Research on Globalization (2007).

A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order. London: Pluto (2004) edição revisada; Progressive Press (2012).

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Relacionado, leia também:

Ucrânia: Privatização de Terras Exigida pelo FMI, Ligações ao Escândalo de Biden Graft. Falência projetada da economia nacional - Por Dmitriy Kovalevich

Biden, Zelensky e os Neoconservadores - Quando você está em um buraco, você sempre pode cavar mais fundo - Por Philip Giraldi

A Mão Judaica na Terceira Guerra Mundial - Liberdade de expressão versus catástrofe - por Thomas Dalton {academic auctor pseudonym}

Aleksandr Solzhenitsyn, Ucrânia e os Neoconservadores - Por Boyd T. Cathey

{Retrospectiva 2004 - Ocidente-Ucrânia... e o judaísmo internacional} Ucrânia à beira do precipício - Por Israel Shamir

A Guerra de Putin - por Gilad Atzmon

Jeffrey Sachs e Philip Giraldi: a guerra na Ucrânia é mais uma guerra neoconservadora - por Kevin MacDonald

Quão judaica é a guerra contra a Rússia? Sejamos honestos sobre quem está promovendo - por Philip Giraldi

Crepúsculo dos Oligarcas {judeus da Rússia}? - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}

A obsessão de Putin pelo Holocausto - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}

{Retrospectiva 2022 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - Bastidores e articulações do judaísmo {internacional} na Ucrânia - por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}

{Retrospectiva 2021 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - Flashpoint Ucrânia: Não cutuque o urso {Rússia} - por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia}- As armas de agosto II - As razões por trás do cessar-fogo - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - As armas de agosto - parte 1 Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} A Ucrânia em tumulto e incerteza - Por Israel Shamir

Neoconservadores, Ucrânia, Rússia e a luta ocidental pela hegemonia global - por Kevin MacDonald

Os Neoconservadores versus a Rússia - Por Kevin MacDonald

{Retrospectiva 2014} O triunfo de Putin - O Gambito da Crimeia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014} A Revolução Marrom na Ucrânia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2019 – Corrupção Ucrânia-JoeBiden-EUA} O saque da Ucrânia por democratas americanos corruptos- Uma conversa com Oleg Tsarev revela a suposta identidade do “denunciante Trump/Ucrânia” - por Israel Shamir

O vice-Presidente Biden reconhece o ‘imenso’ papel judaico nos meios de comunicação de massa e vida cultural americana - Por Mark Weber

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} O pêndulo ucraniano - Duas invasões - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2013 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} - Putin conquista nova vitória na Ucrânia O que realmente aconteceu na crise ucraniana - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia... e os judeus} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus – por Israel Shamir

Odiar a Rússia é um emprego de tempo integral Neoconservadores ressuscitam memórias tribais para atiçar as chamas - Por Philip Girald


Sobre a difamação da Polônia pela judaísmo internacional ver:

Um olhar crítico sobre os “pogroms” {alegados massacres sobre os judeus} poloneses de 1914-1920 - por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}


Sobre a influência do judaico bolchevismo (comunismo-marxista) na Rússia ver:

Revisitando os Pogroms {alegados massacres de judeus} Russos do Século XIX, Parte 1: A Questão Judaica da Rússia - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}.  Parte 1 de 3, as demais na sequência do próprio artigo.


Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill

A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić

{Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas - Por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}

Nacionalismo e genocídio – A origem da fome artificial de 1932 – 1933 na Ucrânia - Por Valentyn Moroz


Sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber


domingo, 4 de setembro de 2022

Ucrânia: Privatização de Terras Exigida pelo FMI, Ligações ao Escândalo de Biden Graft. Falência projetada da economia nacional - Por Dmitriy Kovalevich

 

Dmitriy Kovalevich}


O mês de novembro na Ucrânia foi marcado pela adoção da chamada ‘reforma agrária’, de acordo com as demandas feitas pelo FMI entre outras organizações financeiras internacionais. A reforma abre caminho para a privatização em massa das terras agrícolas da Ucrânia. O FMI vem fazendo essas exigências há muitos anos, mas sortidos presidentes ucranianos tentaram adiar uma decisão tão impopular. Pesquisas recentes mostram que a esmagadora maioria dos ucranianos de todas as tendências políticas se opõe à privatização da terra, da extrema-direita à extrema-esquerda.

Após um intenso período de desindustrialização, ocorrido nos últimos anos, as terras agrícolas continuam sendo o único ativo com algum valor na Ucrânia, mas, mesmo assim, podem ser compradas por muito pouco. Um fato notável é que um dos deputados do partido governista ‘Servo do povo’ {apelido que Zelensky usou para si próprio em sua campanha presidencial}, Nikita Poturayev, ao pressionar seus colegas no Parlamento a votar o projeto de reforma agrária, afirmou[1] que isso seria ‘acertar contas com o maníaco V. Lênin’, ou seja, o objetivo do projeto era abolir a nacionalização da terra realizada após a revolução de outubro.

 

Solo fértil da Ucrânia em disputa

Há muito tempo tem sido conhecido que o solo da Ucrânia é muito fértil. De fato, durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas invasores fizeram questão de se apropriar de quantidades dele; forçando prisioneiros de guerra a coletar o solo superficial e carregá-lo em trens a caminho da Alemanha. Agora essas mesmas terras podem cair nas mãos de agro-holdings internacionais.

O especialista político ucraniano Ruslan Bortnik diz que o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, e sua equipe chegaram ao poder sob a obrigação de vender as terras agrícolas da Ucrânia para companhias estrangeiras. Quem comprar essas terras, segundo Bortnik, só estará pensando em ganhar o dinheiro mais rápido possível. “As companhias estrangeiras já estão operando em solo ucraniano [alugando terras]”, disse Bortnik,

“Mas eles estão competindo com grandes propriedades agrícolas ucranianas. Eles não dominam. Se o modelo de mercado de terras adotado for lançado, apenas grandes empresas estrangeiras permanecerão em nosso mercado… Sejamos honestos – não somos um país soberano. Pelo menos nosso governo está sob controle externo. E isso faz parte das obrigações deste governo. Esta é a condição sob a qual eles chegaram ao poder. Eles estão pagando as dívidas por meio da privatização.”[2]

Os agricultores ucranianos que ainda são proprietários de terras, pelo menos formalmente – eles simplesmente não podem vendê-las – são as mesmas pessoas que não conseguem pagar suas contas de gás e eletricidade, especialmente após o recente aumento dos preços da energia – outra demanda do FMI. Obviamente, seu desespero financeiro fará com que muitos tenham que vender suas terras a um preço baixo, certamente bem abaixo do valor de mercado. Enquanto isso, a Ucrânia continua sendo o país mais pobre do continente europeu e as terras agrícolas ucranianas continuam sendo as mais baratas. Além disso, as terras podem ser compradas como pagamento de grandes empréstimos recolhidos pelo governo de Kiev após o golpe Euromaidan em 2014.#a

Este esquema de compra de terras da Ucrânia está ligado ao escândalo de corrupção em curso nos EUA: aquele relacionado a Joe Biden e à empresa de gás ‘Burisma’.#b No final de novembro, os deputados ucranianos (o deputado do povo não-facional Andrey Derkach; um deputado do Partido Batkivshchyna Aleksey Kucherenko; e um deputado do partido Servo do Povo, Aleksandr Dubinsky) revelaram isso na conferência de imprensa.[3]

O ponto aqui é que o ex-ministro da Ecologia da Ucrânia Nikolay Zlochevsky, proprietário da empresa de gás “Burisma”, em 2014 apresentou vários políticos ocidentais ao conselho de administração de sua empresa, o que o ajudou a evitar acusações de corrupção. Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente dos EUA Joe Biden, recebia grandes pagamentos mensais por seus “serviços de consultoria”. Como resultado, o procurador-geral da Ucrânia, general Viktor Shokin, que estava investigando os esquemas de corrupção da empresa, foi forçado – sob pressão – a renunciar por Joe Biden, que até se gabou disso na mídia dos EUA.#c

Os deputados ucranianos têm alegado agora em uma conferência de imprensa que o dinheiro usado para subornar o filho do ex-vice-presidente dos Estados Unidos foi de fato roubado. “Biden recebeu dinheiro, cuja fonte não é a atividade bem-sucedida da Burisma, movimentos de negócios brilhantes ou recomendações. É o dinheiro dos cidadãos da Ucrânia. Foi obtido por meios criminosos”, disse o deputado Andrey Derkach. O objetivo final de toda essa fraude, na qual os Bidens estiveram profundamente envolvidos, será a falência da Ucrânia em 2020-2021, por meio da formação de uma pirâmide de dívida pública.

 

Esquema de lavagem para retirar dinheiro da Ucrânia

De acordo com os deputados ucranianos, isso fazia parte de um esquema maior de lavagem de dinheiro da Ucrânia por meio de bancos letões e do fundo ‘Franklin Templeton Investments’, que é próximo do Partido Democrata dos Estados Unidos. O fundador da fundação, John Templeton Jr., foi um dos principais patrocinadores da campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Na maior parte, foi em torno de US$ 7,4 bilhões em dinheiro público roubado da Ucrânia, dos quais somente uma “pequena parcela” foi usada para subornar políticos ocidentais, como Hunter Biden. Os deputados enfatizaram que, de acordo com a investigação da promotoria geral da Ucrânia, o dinheiro retirado e lavado foi então investido de volta na Ucrânia. Em particular, por meio da Franklin Templeton Investments, o dinheiro foi usado para comprar títulos do governo doméstico (DGB), emitidos por Kiev com altas taxas de juros.

O princípio deste esquema é que, com a ajuda de fundos americanos, o dinheiro lavado foi legalizado e investido em títulos do governo a 6-8% em dólares e 15-17% em moeda ucraniana (hryvnia). Isso está levando a um enorme crescimento da dívida pública ucraniana e, eventualmente, à bancarrota da economia do país.

 

Eventual bancarrota da economia

O promotor ucraniano Konstantin Kulik declarou recentemente[4] em uma entrevista que a Ucrânia toma empréstimos do FMI para pagar essas obrigações de dívida (DGB). Como salientou o deputado Aleksandr Dubinsky na conferência de imprensa, 40% do orçamento público atual vai para o pagamento da dívida pública da Ucrânia, incluindo o reembolso da DGB a taxas de juro inflacionadas.

Segundo ele, a falência das dívidas pode acontecer até o final de 2020 ou 2021.

E esse esquema está ligado à privatização de terras, conforme adotado por Kiev em novembro, de acordo com a demanda do FMI. “Os DGBs são um instrumento financeiro pelo qual o Estado deve todos os seus bens ao quitar o DGB. E se o mercado de terras for aberto, o Estado não terá outra propriedade valiosa, com exceção da terra”, disse Dubinsky, exigindo a suspensão do pagamento da dívida aos credores internacionais.

Como resultado dessa reforma agrária impopular e das violações generalizadas dos direitos trabalhistas, os sindicatos da Ucrânia convocaram uma greve geral[5] para 14 de novembro e começaram os preparativos. Pela primeira vez na história da Ucrânia independente, um comitê de greve foi formado em nível nacional. Este comitê foi integrado por sindicatos, empresários individuais, pequenas empresas, produtores agrícolas e fazendeiros.

 

Administração demite funcionários e paga milhões em bônus {para si própria}

Em 14 de novembro, trabalhadores ferroviários ucranianos protestaram[6] em frente ao escritório presidencial em Kiev contra os planos anunciados de demitir cerca de 50% do pessoal ferroviário. Os trabalhadores exigiram que a administração da ferrovia se demitisse. O vice-chefe do sindicato ferroviário, Alexander Mushenok, disse recentemente[7] que atualmente “apenas 20 trabalhadores estão empregados onde são necessários 60 trabalhadores”.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores alegam que a alta administração da empresa está se pagando milhões em bônus. Uma das exigências do FMI exige que as autoridades de Kiev privatizem também o sistema ferroviário. Na prática, isso significa que as poucas rotas lucrativas serão privatizadas por empresas ocidentais, enquanto a maioria das rotas não lucrativas – para províncias pouco desenvolvidas – permanecerão estatais, tornando o transporte ferroviário ainda menos lucrativo.

O inteiro curso da privatização, promovido pelo FMI, pode ser resumido pelo princípio “privatização dos lucros, nacionalização das perdas”. E o novo governo de Kiev é muito dependente para protestar contra a imposição dessa política; no entanto, isso significará efetivamente que este governo perderá sua credibilidade e confiabilidade entre o povo.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Dmitriy Kovalevich: Мы сведем счеты с Лениным и Сталиным – "слуга народа" о рынке земли { Vamos acertar as contas com Lenin e Stalin – “servo do povo” no mercado de terras }, 13 de novembro de 2019, Pravda.

https://www.pravda.com.ua/rus/news/2019/11/13/7231816/

 

[2] Nota de Dmitriy Kovalevich: Эксперт объяснил, какие иностранцы купят украинскую землю и что они с ней сделают {O especialista explicou quais estrangeiros comprarão terras ucranianas e o que farão com elas}, 22 de novembro de 2019, Polit Navigator.

https://www.politnavigator.net/ehkspert-obyasnil-kakie-inostrancy-kupyat-ukrainskuyu-zemlyu-i-chto-oni-s-nejj-sdelayut.html  

#a Nota de Mykel Alexander: Sobre o contexto das agitações ucranianas que resultaram na derrubada do presidente eleito em 2014 e a sequência de eventos ver:

- {Retrospectiva 2013 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - Putin conquista nova vitória na Ucrânia O que realmente aconteceu na crise ucraniana, por Israel Shamir, 03 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2013-russia-ucrania-eua.html

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus, por Israel Shamir, 25 de fevereiro de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/02/retrospectiva-2014-russia-ucrania-e-os.html  

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} A Revolução Marrom na Ucrânia, por Israel Shamir, 13 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/a-revolucao-marrom-na-ucrania-por.html

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} O pêndulo ucraniano - Duas invasões, por Israel Shamir, 06 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2014-russia-ucrania-eua.html

- {Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas, por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}, 18 de abril de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/04/retrospectiva-ucrania-2014.html

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} A Ucrânia em tumulto e incerteza, por Israel Shamir, 26 de abril de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/04/retrospectiva-2014-assedio-do-ocidente.html

- Aleksandr Solzhenitsyn, Ucrânia e os Neoconservadores, por Boyd T. Cathey, 17 de agosto de 2022, World Traditional Front

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/08/aleksandr-solzhenitsyn-ucrania-e-os.html  

#b Nota de Mykel Alexander: Sobre a conexão através de fraudes e articulações suspeitas dos democratas americanos com o regime ucraniano e a empresa Burisma ver:

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia – Corrupção Ucrânia-Joe Biden-EUA} O saque da Ucrânia por democratas americanos corruptos- Uma conversa com Oleg Tsarev revela a suposta identidade do “denunciante Trump/Ucrânia”, por Israel Shamir, 08 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2019-corrupcao-ucrania.html  

[3] Nota de Dmitriy Kovalevich: $16,5 млн гонорара от Бурисмы Байдену и партнерам – украдены у Украины, заявляет Деркач {US$ 16,5 milhões em royalties da Burisma para Biden e parceiros roubados da Ucrânia, diz Derkach}, 20 de novembro de 2019, Interfax.

https://interfax.com.ua/news/press-conference/625821.html  

#c Sobre a conexão através de fraudes e articulações suspeitas dos democratas americanos com o regime ucraniano e a empresa Burisma ver:

- {Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia – Corrupção Ucrânia-Joe Biden-EUA} O saque da Ucrânia por democratas americanos corruptos- Uma conversa com Oleg Tsarev revela a suposta identidade do “denunciante Trump/Ucrânia”, por Israel Shamir, 08 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/retrospectiva-2019-corrupcao-ucrania.html  

[6] Nota de Dmitriy Kovalevich: Железнодорожники устроили митинг под офисом Зеленского {Trabalhadores ferroviários fizeram uma manifestação perto do escritório de Zelensky}, 14 de novembro de 2019, dsnews.

https://www.dsnews.ua/society/zheleznodorozhniki-ustroili-miting-pod-ofisom-zelenskogo-14112019112400    

[7] Nota de Dmitriy Kovalevich: Без вагонов, локомотивов и зарплаты: почему намерены бастовать рабочие «Укрзализныци» {Sem vagões, locomotivas e salários: por que os trabalhadores de Ukrzaliznytsia pretendem fazer greve}, 12 de novembro de 2019.

https://ukraina.ru/20191112/1025632228.html

 

Fonte: Ukraine: Land Privatization Demanded by IMF, Links to Biden Graft Scandal. Engineered Bankruptcy of National Economy, por Dmitriy Kovalevich, 28 de novembro de 2019, Global Research.

https://www.globalresearch.ca/ukraine-land-privatization-demanded-by-imf-links-to-biden-graft-scandal-engineered-bankruptcy-of-national-economy/5696312?utm_campaign=magnet&utm_source=article_page&utm_medium=related_articles

Sobre o autor: Dmitriy Kovalevich, ucraniano, é jornalista e foi ativista na Ucrânia pela organização comunista Borotba.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

A “autocracia” é a inimiga mortal da América? - por Patrick Buchanan

  

Patrick Buchanan

Se Pelosi e Biden veem a luta mundial entre autocracia e democracia, uma questão se eleva: como líder do campo da democracia nesta luta mundial, por que não insistimos que nossos aliados em lugares como Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Iêmen , os Emirados Árabes Unidos e Omã começam a realizar eleições regulares para levar ao poder governantes democráticos legítimos, em vez dos autocratas que atualmente ocupam as cadeiras do poder?

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o presidente Joe Biden declarou à nação e ao mundo: “Nós estamos novamente engajados em uma grande batalha pela liberdade. Uma batalha entre democracia e autocracia”.

Em sua viagem a Taiwan, a oradora Nancy Pelosi ecoou Biden: “Hoje, o mundo enfrenta uma escolha entre democracia e autocracia. A determinação dos Estados Unidos de preservar a democracia aqui em Taiwan e no mundo permanece vestida em ferro.”

Mas esta é realmente a luta mundial em que a América está hoje?

Esse é o grande desafio e ameaça para os Estados Unidos?

A autocracia e a democracia estão em uma cruzada ideológica climática para determinar o destino da humanidade?

Pois se esse é o futuro, certamente não é o passado da América.

De fato, na ascensão de dois séculos dos Estados Unidos à preeminência e poder mundial, os autocratas provaram ser aliados inestimáveis.

Quando o destino da Revolução estava na balança em 1778, a decisão de um rei francês autocrático de entrar na guerra do lado dos Estados Unidos exultava o general George Washington, e a intervenção francesa provou ser decisiva na Batalha de Yorktown de 1781, que garantiu nossa independência.

Uma década depois, o rei Luís XVI seria derrubado na Revolução Francesa e guilhotinado junto com a rainha Maria Antonieta.

Na Primeira Guerra Mundial, em 1918, os EUA enviaram milhões de soldados para a batalha na França. Eles se mostraram decisivos na vitória sobre a Alemanha do Kaiser.

Nossos aliados naquela Grande Guerra?

Os impérios britânico, francês, russo, italiano e japonês, as maiores potências imperiais e coloniais da época.

Em nossa guerra com o Japão de 1941 a 1945, nosso principal aliado asiático foi o autocrata Generalíssimo Chiang Kai-Shek da China.

Em nossa guerra com a Alemanha de Hitler, o aliado crucial da América que lutou mais do que qualquer outro para garantir a vitória, Joseph Stalin da URSS, foi o maior tirano de sua época.

Durante a Guerra da Coréia de 1950 a 1953, o líder do regime sul-coreano era o ditador-autocrata Syngman Rhee.

Durante quatro décadas de Guerra Fria antes do colapso e dissolução do Império Soviético e da União Soviética, os autocratas eram aliados dos Estados Unidos. O xá do Irã. General Augusto Pinochet do Chile. Anastasio Somoza da Nicarágua. General Francisco Franco da Espanha. Anwar Sadat do Egito. Os reis e príncipes da Arábia Saudita.

Durante a Guerra Fria, a Índia era a maior democracia do mundo e, na maioria das vezes, ficou do lado da Rússia comunista mais do que dos Estados Unidos. O Paquistão autocrático era nosso aliado.

O voo U-2 de Gary Powers, abatido sobre a União Soviética, teve início no Paquistão, assim como a missão secreta de Henry Kissinger na China em 1971 para estabelecer o histórico encontro entre Nixon e Mao de 1972.

Em todo o mundo árabe e muçulmano durante a Guerra Fria, muitos de nossos principais amigos e aliados eram reis, emires e sultões – todos autocratas.

A guerra de sete anos no Iêmen, na qual o apoio aéreo dos EUA foi indispensável, foi travada pela monarquia saudita para impedir que os rebeldes houthis retivessem o poder que conquistaram em uma revolução.

Objetivo [das relações] EUA-Saudita: restaurar um autocrata deposto.

Esta recitação não é para argumentar que a autocracia é superior à democracia, mas para demonstrar que a política interna de terras estrangeiras, especialmente em tempos de guerra, raramente foi a principal preocupação dos Estados Unidos.

A questão crucial, e com razão, geralmente é esta: esse autocrata está alistado na mesma causa que nós e lutando ao nosso lado? Nesse caso, o autocrata quase sempre foi bem-vindo.

Quando a Primavera Árabe eclodiu e os 30 anos de governo do presidente ditatorial Hosni Mubarak chegaram ao fim, aplaudimos as eleições livres que levaram ao poder Mohamed Morsi, líder da Irmandade Muçulmana.

Um ano depois, Morsi foi deposto em um golpe militar e o poder foi tomado pelo general Abdel Fattah el-Sisi, fazendo com que o secretário de Estado John Kerry comemorasse que os militares do Egito estavam “restaurando a democracia”.

Kerry explicou que a remoção de Morsi foi a pedido de “milhões e milhões de pessoas”.

Desde então, o número de presos políticos detidos por Sisi {o presidente “supostamente” “democrático”} chegou às dezenas de milhares.

Se Pelosi e Biden veem a luta mundial entre autocracia e democracia, surge uma pergunta: como líder do campo da democracia nesta luta mundial, por que não insistimos que nossos aliados em lugares como Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Iêmen, os Emirados Árabes Unidos e Omã começam a realizar eleições regulares para levar ao poder governantes democráticos legítimos, em vez dos autocratas que atualmente ocupam as cadeiras do poder?

E há uma questão histórica sobre a descrição Biden-Pelosi da luta global pelo futuro entre autocracia e democracia.

Quando os arranjos políticos internos de nações estrangeiras – há 194 agora – se tornaram a principal preocupação de um país cujos fundadores queriam que ficasse fora de disputas e guerras estrangeiras?

A América “não vai ao exterior em busca de monstros para destruir”, disse o secretário de Estado John Quincy Adams. “Ela é a defensora da liberdade e independência de todos. Ela é a campeã e defensora apenas dela mesma”.

E assim foi uma vez, há muito tempo.

Tradução por Jean Becker

Revisão da tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


 

Fonte: Is ‘Autocracy’ America’s Mortal Enemy?, por Patrick Joseph Buchanan, 24 de Agosto de 2022, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2022/08/24/is-autocracy-americas-mortal-enemy/

 

Sobre o autor: Patrick Joseph Buchanan (1938 –) foi um conselheiro sênior de três presidentes americanos, diretor de comunicações da Casa Branca (1985/1987) no governo Reagan, concorreu duas vezes para a nomeação presidencial americana, 1992 e 1996; foi o candidato do Partido Reformista em 2000 Buchanan é fundador membro de três dos principais programas de assuntos públicos dos EUA, na NBC o The McLaughlin Group, na CNN o The Capital Gang e Crossfire. Cofundador da revista The American Conservative, foi comentarista até 2012 da rede à cabo MSNBC e atualmente aparece na Fox News. Possui Bacharel em Estudos Americanos (Georgetown University) e mestrado em Jornalismo (Columbia Univesity). Patrick Buchanan é um dos mais francos publicistas americanos, tocando nas questões delicadas que a mídia globalista omite ou distorce.

É autor de vários livros, entre os quais Right from the BeginningA Republic, Not an EmpireThe Death of the WestState of Emergency; e Day of Reckoning e talves seu maior sucesso foi Churchill, Hitler, and The Unnecessary War: How Britain Lost Its Empire and the West Lost the World, Editora Crow, 2008 (no Brasil traduzido como Churchill, Hitler e a “Guerra Desnecessária”, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2009).

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